Após decisão do STJD, Felipe Melo ironiza o Fluminense no Twitter

Depois da decisão do STJD nesta segunda-feira de retirar quatro pontos da Portuguesa, o que recoloca o Fluminense na Primeira Divisão, o jogador Felipe Melo, do Galatasaray, não perdeu tempo e ironizou o Tricolor com a hashtag #champagne. Prontamente os seguidores do atleta começaram a também comentar a decisão judicial.

Felipe Melo se referiu ao episódio ocorrido em 1997, quando o então presidente do Fluminense, Álvaro Barcellos, comemorou com champanhe a permanência do time na Primeira Divisão. Após o rebaixamento do Tricolor e do Bragantino na Série A de 96, a CBF decidiu que não haveria quedas na competição após um suposto relacionamento do Corinthians e Atlético-PR com o então presidente da Comissão de Arbitragem, Ivens Mendes.

Nissan deixa de patrocinar o Vasco

O Vasco sofreu mais um duro golpe nesta segunda-feira. Por meio de uma nota oficial, a Nissan anunciou que rompeu seu contrato de patrocínio com o clube. A alegação da montadora japonesa é que o recente caso de violência envolvendo a torcida cruz-maltina no jogo diante do Atlético-PR, pela última rodada do Campeonato Brasileiro, em Joinville, “é incompatível com os valores e princípios sustentados e defendidos pela empresa em todo mundo”. A parceria entre Vasco e Nissan havia sido iniciada em julho de 2013 e tinha previsão de duração de quatro anos.

Procurado pela reportagem do GloboEsporte.com, o vice-presidente jurídico do Vasco, Roberto Duque Estrada, foi pego de surpresa e afirmou não saber sobre o caso. O diretor jurídico, Gustavo Pinheiro, que costuma tratar das questões do dia a dia, não atendeu as ligações.

Porém, no sábado, Pinheiro havia se manifestado sobre o assunto, quando o blog Radar on-line, da revista Veja, informou que a decisão já fora tomada. Na ocasião, disse que não haver”fundamento jurídico” para o fato se concretizar. O Vasco receberia R$ 7 milhões por ano pelo contrato. Então, deixará de embolsar R$ 21 milhões até 2017. A marca é estampada na parte de trás da camisa do time de futebol, em uniformes de esportes olímpicos e nas sedes do clube.

– Não vejo fundamento jurídico para que o contrato seja rompido. A responsabilidade da segurança do jogo não era do Vasco. E apesar de alguns indivíduos terem se envolvido na briga, eles não representam o Vasco – afirmou Gustavo Pinheiro.

Mais cedo, a diretoria recebeu a notícia de que o presidente do STJD, Flavio Zveiter, rejeitou pela segunda vez o recurso para obter os pontos por meio de impugnação da partida contra o Furacão e manteve o rebaixamento do clube para a Série B sem haver julgamento. Em ação paralela, ainda houve a perda de oito mandos de campo e multa de R$ 80 mil.

Polêmica recente e crítica do governador

Em novembro, houve polêmica envolvendo uma suposta opinião do diretor Murilo Moreno em uma palestra. De acordo com o jornal “Monitor Mercantil”, ele afirmou que seria “melhor ainda” se o Vasco caísse pelo destaque de um grande na Série B e também por dar à empresa o status de patrocinador do acesso. A declaração foi negada pela montadora, e o clube tentou minimizar.

Quem aproximou as partes foi o governador Sérgio Cabral, torcedor cruz-maltino, que esteve em contato direto com os representantes no ano passado sobre a inauguração da fábrica da montadora no estado. Cabral, no entanto, não está nada satisfeito com a diretoria do Vasco e alfinetou Roberto Dinamite esta semana ao dizer que “são necessários 350 quilos de dinamite para derrubar uma parede, enquanto bastou um “Dinamite” para derrubar um time inteiro”. O político fez a analogia logo após uma implosão para abrir um túnel na obra da Linha 4 do metrô.

Veja abaixo a nota da montadora:

Nissan rescisão vasco (Foto: Reprodução/Facebook)O comunicado da Nissan que pegou o Vasco de surpresa (Foto: Reprodução/Facebook)

Enfoque NT: Como “Além do Horizonte” teve sua sinopse aprovada?

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Divulgação

 

Há anos, há vários anos uma novela das 19h da Globo não era tão contestada por sua história e elenco. Criticar “Além do Horizonte” já virou chover no molhado.

A audiência raramente ultrapassa os 20 pontos e talvez se torne a novela mais fracassada da emissora no horário. Os motivos? Todo mundo também já sabe. O elenco iniciante, história confusa, sem pé nem cabeça e pouco atraente.

O que impressiona é: como essa novela teve sinopse aprovada pela direção da casa? Nos tempos de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, e Marluce Dias, que atuaram como diretores , isso provavelmente não aconteceria. O cuidado ao aprovar qualquer projeto que fosse era maior. O tratamento minucioso com cada detalhe que ia ao ar antes, também.

Basta olhar para trás e ver a quantidade de produtos com qualidade duvidosa que a Globo está levando ao ar. Coisa que há 10, 15 anos atrás dificilmente aconteceria. Aquele padrão, o modelo a ser seguido nãojá não é mais visto como outrora.

Na sexta (13), a novela deu 17 pontos e no sábado (14), apenas 15. Muito abaixo do aceitável.

Exemplos

Programas como “Junto e Misturado”, “Divertics” na Globo é quase que irreconhecível. O critério de avaliação na hora selecionar formatos e conteúdos, sem dúvida alguma, caiu. E a audiência simplesmente está acompanhando essa queda de qualidade, somado ao fato de termos novas mídias com uma acessibilidade maior.

Só no começo

“Além do Horizonte” está só no começo. Com as festas de fim de ano, onde o número de televisores ligados é menor, não é de se espantar se a novela marcar apenas um dígito. E ainda há longos meses pela frente.

Se a novela estivesse no SBT ou Record, já teria mudado de horário algumas vezes, ou então saído do ar sem maiores explicações. Ao menos, essa é uma das vantagens da Globo, tentar fazer com que o produto renda o esperado de todas as formas. Ela, pelo menos vai tentar.

A coluna Enfoque NT é diária! Confira todos os dias uma crítica diferente sobre o mundo da TV; 

Contatos do colunista: thiagoforato@natelinha.com.br – Twitter: @Forato_

Flamengo foi condenado pelo Tribunal do Satanás

O Flamengo foi condenado por unanimidade pela escalação irregular do lateral-esquerdo André Santos na partida contra o Cruzeiro, a última do Campeonato Brasileiro, com a perda de quatro pontos – três de punição, mais um que conquistou com o empate na partida – além de multa de R$ 1 mil. Com o resultado do julgamento da 1ª Comissão Disciplinar do STJD, o Rubro-Negro caiu para a 16ª posição da classificação, com 45 pontos, e só não foi rebaixado porque momentos antes a Portuguesa também perdeu pontos pela utilização do meia Héverton contra o Grêmio e caiu para o Z-4 com 44 pontos, salvando da degola o Fluminense, com 46 pontos. O resultado é passível de recurso no Pleno do tribunal, e o Fla já adiantou que vai se valer deste direito. Um novo julgamento deve acontecer até o dia 27 deste mês.

O Flamengo ainda corria risco de rebaixamento caso o Vasco conseguisse a impugnação da partida contra o Atlético-PR em razão do confronto entre torcidas na Arena Joinville, mas nesta segunda-feira o presidente do STJD, Flavio Zveiter, negou o pedido do Cruz-Maltino de levar o caso a julgamento.

André Santos foi suspenso em julgamento na sexta-feira, no último dia 6, pela expulsão contra o Atlético-PR pela final da Copa do Brasil, e escalado no fim de semana contra o Cruzeiro, o que acarretou uma notícia de infração feita pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ao tribunal. O Flamengo foi denunciado no artigo 214 (“incluir na equipe, ou fazer constar da súmula ou documento equivalente, atleta em situação irregular para participar de partida, prova ou equivalente”) do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).

Michel Assef Filho advogado Flamengo STJD julgamento (Foto: Richard Souza)Michel Asseff Filho tenta a defesa do Flamengo no julgamento no STJD (Foto: Richard Souza)

 

Como não havia outra partida da Copa do Brasil para que André Santos cumprisse a suspensão automática, pelo parágrafo 1º do artigo 171 (“quando a suspensão não puder ser cumprida na mesma competição, campeonato ou torneio em que se verificou a infração, deverá ser cumprida na partida, prova ou equivalente subsequente de competição, campeonato ou torneio realizado pela mesma entidade de administração ou, desde que requerido pelo punido e a critério do Presidente do órgão judicante, na forma de medida de interesse social”), ele precisaria cumprir a punição imposta pelo STJD no Brasileiro. O lateral não participou da partida contra o Vitória (dia 1/12), anterior ao jogo do Cruzeiro – e ao julgamento.

A defesa rubro-negra cruzou artigos do CBJD, Regulamento Geral de Competições e RDI nº 5 da CBF para tentar mostrar brechas que levam a diversas interpretações sobre a condição de jogo de André Santos baseada na suspensão automática. A tese era de que houve uma interpretação equivocada levada pelos textos confusos, e não má-fé. Michel Asseff Filho citou, por exemplo, que o termo “competição subsequente” leva à interpretação de que deveria ser na próxima competição da CBF a ser iniciada, e não no Campeonato Brasileiro já em curso.

– A suspensão automática jamais pode ser extinta. Aqui há uma brecha, diferente do julgamento da Portuguesa. Há três interpretações que dão condição de jogo ao atleta e uma, da procuradoria, de que o atleta não tinha condição de jogo – disse Assef, que usou como testemunha Paolo Lombardi, ex-diretor-chefe do comitê disciplinar da Fifa.

Depois do julgamento, o advogado do Rubro-Negro comentou o resultado.

– O que há é uma grande confusão de normas que um clube é capaz de interpretar de outras formas. Nessa confusão, não se pode dizer que o Flamengo infringiu as regras disciplinares e com isso perdeu quatro pontos no campeonato. A regra tem que ser muito objetiva para fazer com que um clube perca quatro pontos num campeonato – disse Assef.

Além do relator Luiz Felipe Bulus, os auditores que participaram da votação no julgamento foram Vinicius Augusto Sá Vieira (SP), Felipe Bevilacqua de Souza e Douglas Blackhman (RJ – auditor suplente). O auditor Washington Rodrigues de Oliveira (SP) foi declarado impedido de participar do julgamento, nos termos do artigo 18 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), por ter se manifestado publicamente – em rede social – sobre o objeto da causa, e foi substituído pelo suplente Blackhman. A 1ª Comissão Disciplinar é presidida por Paulo Valed Perry, filho de Valed Perry, consultor jurídico da CBF.

Embora tenha reconhecido que o Flamengo não teria benefício com o resultado e até que não tenha tido intenção de se beneficiar da escalação de André Santos, o relator Luiz Felipe Bulus ressaltou que não pode haver subjetividade na avaliação do caso, que o objetivo final não poderia ser levado em conta. Se estiver enquadrado nos termos do artigo 214, é preciso julgar o caso no princípio da legalidade. Sua sustentação foi seguida por todos os auditores e pelo presidente da Comissão.

Rebaixamento mantido: Tribunal do Satanás rejeita reconsideração sobre ação do Vasco

Julgamento Atlético-PR x Vasco (Foto: Gustavo Rotstein)

O presidente do STJD, Flavio Zveiter, rejeitou pela segunda vez a ação do Vasco para obter os pontos por meio de impugnação da partida contra o Atlético-PR, no dia 8 de dezembro, e manteve o rebaixamento do clube para a Série B sem haver julgamento, após o resultado de 5 a 1 no campo. A tendência é que o departamento jurídico dos cariocas acate a decisão, mas ainda cabe recurso no tribunal contra a posição de Zveiter, tomada nesta segunda-feira e confirmada pelo próprio.

– Já encaminhei minha decisão ao tribunal e mantive a decisão – confirmou o presidente do órgão, rapidamente, enquanto acompanhava, na sede do tribunal, o julgamento que envolve a Portuguesa e pode salvar o Fluminense do descenso em caso de condenação lusa.

A cartada cruz-maltina tinha a ver com a briga generalizada na arquibancada da Arena Joinville, que causou interrupção do jogo por 73 minutos, maior do que permitiria o regulamento da CBF. Sendo assim, em teoria, o árbitro Ricardo Marques Ribeiro deveria encerrar o confronto. Além disso, o Vasco ainda reclama que a confusão foi iniciada pela torcida do Furacão e que não havia condições psicológicas nas equipes e até de segurança para a bola continuar rolando.

despacho pedido impugnação (Foto: Editoria de Arte)Despacho de Flavio Zveiter que indeferiu o pedido do Vasco na semana passada (Foto: Editoria de Arte)

 

A única saída, agora, é recorrer em última instância ao STJD, conforme explicou o próprio Zvieter. A tentativa, no entanto, é bastante incomum. O presidente do tribunal havia indeferido o primeiro pedido na quinta-feira passada sob alegação, no despacho, de que o Regulamento Geral das Competições relata que o árbitro pode decidir pela suspensão, mas não é obrigado a fazê-lo. Aadvogada Luciana Lopes se disse chocada com a atitude e prometeu insistir.