Antenado: “Sangue Bom”, uma novela que vai fazer falta

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Maurício e Malu terminaram a novela juntos – Fotos: Reprodução

Eu lembro que, antes de começar “Sangue Bom”, tinha comentado nesta coluna que esperava uma novela melhor do que foi “Guerra dos Sexos”. Só que Maria Adelaide Amaral e Vicent Villari me presentearam com uma das melhores novelas da sete que já vi. Confesso, não achei que fosse gostar tanto da trama.

A grande qualidade da novela, sem dúvida, foi o texto. Com o propósito de divertir, os dois autores tiraram várias sacadas da cartola, e divertiram o público com personagens como Tina (Ingrid Guimarães), Barbára Ellen (Guilia Gam, em um de seus melhores momentos na carreira) e Damáris (Marisa Orth).

Os seis protagonistas foram apaixonantes, mas o destaque fica com Amora, de Sophie Charlotte, mostrando toda a evolução da jovem atriz, que mesmo nas cenas mais emocionantes soube dar o tom certo. Também cito Humberto Carrão, como Fabinho, que conseguiu dar um ar natural para o seu interesseiro personagem, deixando ele até carismático.

Outra citação que não posso deixar de fazer é em relação à Fernanda Vasconcellos, como Malu. Desde “A Vida da Gente”, Fernanda mostra um amadurecimento absurdo como atriz, passando uma humanidade em cenas muito complexas que fizeram este nobre colunista se apaixonar pela sua personagem.

“Sangue Bom” tentou discutir o ser e o parecer. Em um mundo que parece ser muito pantanoso, Maria Adelaide e Vicent mostraram que as celebridades podem fingir e mentir, apenas com o intuito de manter sua fama, ou tentar chegar nela sem fazer muito esforço, como conseguiu Brunetty (Ellen Rocche).

Porém, “Sangue Bom” não queria fazer pensar, apenas divertir, sem nenhum compromisso. E conseguiu isso com tanta honra e mérito, que confesso, vou sentir bastante falta dos seis protagonistas apaixonantes e dos personagens amalucados da novela.

Uma pena que a audiência não foi enorme, pois a trama merecia ser reprisada daqui a algum tempo. Enfim, quem viu, sabe: “Sangue Bom” ficará na memória por bastante tempo. Azar de quem não deu uma chance.
Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. Além do “Antenado”, é responsável pelo “Documento NaTelinha”. Converse com ele. Twitter: @bielvaquer
 

 

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