Classificação da Serie B do Campeonato Brasileiro após a vigésima nona rodada

CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG % ÚLTIMOS JOGOS
1 Palmeiras

0
65 29 20 5 4 58 23 35 74.7
2 Chapecoense

0
56 28 17 5 6 53 27 26 66.7
3 Sport

1
49 29 16 1 12 49 43 6 56.3
4 Avaí

1
47 29 13 8 8 41 35 6 54.0
5 Paraná

0
46 29 13 7 9 44 27 17 52.9
6 Ceará

 
45 29 12 9 8 47 37 10 51.7
    
7 Icasa

 
44 29 13 5 11 41 45 -4 50.6
8 América-MG

0
44 29 11 11 7 39 34 5 50.6
9 Joinville

0
43 29 12 7 10 44 33 11 49.4
10 Figueirense

0
42 28 13 3 12 46 43 3 50.0
11 Bragantino

0
39 29 11 6 12 31 31 0 44.8
12 Boa Esporte

0
37 29 9 10 10 23 34 -11 42.5
13 Guaratinguetá

0
35 29 10 5 14 33 41 -8 40.2
14 Oeste

0
35 29 9 8 12 30 42 -12 40.2
15 América-RN

2
33 29 8 9 12 33 43 -10 37.9
16 ABC

1
32 28 9 5 14 31 45 -14 38.1
17 Atlético-GO

1
30 29 8 6 15 30 38 -8 34.5
18 Paysandu

0
29 28 7 8 13 29 41 -12 34.5
19 São Caetano

0
27 29 7 6 16 37 46 -9 31.0
20 ASA

0
23 29 7 2 20 30 61 -31 26.4

Bragantino 2 x 0 Asa de Arapiraca

 2 x 0 

Desde que voltou ao Bragantino, o técnico Marcelo Veiga apostou na dupla Lincom-Léo Jaime para fazer o Massa Bruta reencontrar a vitória na Série B do Campeonato Brasileiro. Na noite deste sábado, foram os dois atletas que marcaram os gols da vitória por 2 a 0 sobre o lanterna ASA, no Nabizão, em jogo válido pela 29ª rodada do torneio. Léo Jaime abriu o placar com dois minutos do primeiro tempo e Lincom definiu a vitória aos 34 minutos da etapa complementar.

O resultado faz com o que o Bragantino suba para a 11ª colocação, com 39 pontos ganhos. Pelo outro lado, o ASA segue numa situação crítica. Com nove derrotas seguidas, a equipe segue na lanterna, com 23 pontos.

Na próxima rodada, o ASA tenta a reabilitação em casa, diante do América-RN, às 19h30, no estádio Municipal de Arapiraca. O Bragantino viaja Curitiba, onde enfrenta o Paraná, às 21h50, no estádio Durival de Britto.

Gol-relâmpago e só

O Bragantino começou o primeiro tempo voando e logo no primeiro lance de perigo, conseguiu abrir o placar. Aos dois minutos, a zaga do ASA deu bobeira, Léo Jaime roubou, arrancou pelo meio e soltou a bomba de direita. O goleiro Gilson chegou a tocar na bola, mas não conseguiu impedir o primeiro gol do Massa Bruta.

jogo entre Bragantino e ASA (Foto: Filipe Granado / Agência Futura Press)Bragantino superou o ASA em jogo pegado no Nabizão (Foto: Filipe Granado / Agência Futura Press)

Após o gol, o ritmo da partida caiu bruscamente. Nos 43 minutos restantes, o ASA tentava atacar sem sucesso e o Bragantino tentava o contra-ataque, também sem emplacar boas jogadas. As melhores jogadas da equipe alagoana vieram de bola parada, como na falta cometida por Raphael Andrade na entrada da área. Mas Didira pegou muito mal na cobrança e acabou mandando para fora a oportunidade do empate alagoano.

Artilheiro define

O segundo tempo foi mais aberto. O Bragantino tentava aumentar a vantagem, enquanto o ASA também buscava o gol para quebrar a série de oito derrotas. Logo no primeiro lance, Kleiton Domingues arrancou pelo meio, chamou a marcação e tocou para Lúcio Maranhão, livre, na entrada da área. O atacante, no entanto, pegou muito mal na bola e mandou longe do gol.

As duas equipes tinham velocidade e criavam, mas faltava carinho na hora de finalizar. Quando a finalização era boa, os arqueiros brilhavam. O primeiro a aparecer foi Gilson, aos 13 minutos, quando Magno Cruz puxou contra-ataque e tocou para Léo Jaime. Da linha da pequena área, o autor do primeiro gol, chutou em cima de Gilson, que fez boa defesa no reflexo. Com 30 minutos, foi o arqueiro Leandro Santos, que trabalho. Lúcio Maranhão, fez o pivô e chutou alto, quase na gaveta, mas o goleiro do Braga se esticou todo e mandou para escanteio.

Em má fase, o nervosismo começou a tomar conta do ASA nos minutos finais e aos 34 minutos, Gilson saiu jogando errando e tocou nos pés de Magno Cruz, que passa com açúcar para Lincom tocar com classe, marcar seu sétimo gol nos últimos seis jogos e definir a vitória do Bragantino.

São Caetano 0 x 2 Figueirense

 0 x 2 

Determinado a dar a volta por cima após a goleada sofrida para o Palmeiras, o Figueirense conseguiu se recuperar na Série B do Campeonato Brasileiro ao vencer o São Caetano por 2 a 0, na noite deste sábado, no Anacleto Campanella. Pablo e Maylson marcaram os gols da equipe catarinense, que chega a 42 pontos, se mantém na décima colocação da tabela, mas volta a sonhar com a possibilidade de entrar no G-4 da competição – são cinco pontos de distância e um jogo a menos.

No São Caetano a realidade é bem diferente. Após mais uma derrota, o Azulão fica estacionado na vice-lanterna, com 27 pontos. Nem mesmo a chegada do técnico Pintado, que estreou neste sábado, foi capaz de dar novo gás à equipe, que agora está a cinco pontos do primeiro time fora da zona de rebaixamento.

Na terça-feira, pela 30ª rodada da competição, o Figueirense volta ao Orlando Scarpelli para encarar o Paysandu, que briga contra a degola. Já o São Caetano, no mesmo dia, vai até Natal, fazer confronto direto com o ABC-RN.

Figueira abre o placar, mas recua e São Caetano cresce

O Figueirense entrou no gramado do Anacleto Campanella disposto a provar que a goleada sofrida para o Palmeiras era coisa do passado. E parecia que o time atropelaria o São Caetano quando, logo aos cinco minutos de jogo, Maylson lançou Pablo, que dividiu com o goleiro Rafael Santos e viu a bola morrer no fundo da rede. Os jogadores do Azulão ficaram reclamando de posição de impedimento do atacante, que, na saída para o intervalo, confirmou que participou da jogada.

As reclamações com a arbitragem por parte dos donos da casa aumentaram nos lances seguintes. Danilo Bueno pediu pênalti ao ser derrubado dentro da área do Figueirense, e Anderson Pimenta ficou na bronca quando, cara a cara com o goleiro Tiago Volpi, teve impedimento marcado – erradamente. O clima em campo ainda esquentou com a discussão entre Paulo Roberto e Danilo Bueno, advertidos com o cartão amarelo cada um.

Jael, artilheiro do Azulão na Série B, estava em noite de garçom e contribuía com bons lançamentos para a área – até que se lesionou e precisou ser substituído. Uma cabeçada de Leandro Carvalho no travessão, outra de Anselmo e um chute, devidamente travado, de Danilo Bueno serviram para assustar os visitantes, e o primeiro tempo acabou com o São Caetano bem mais próximo de empatar a partida do que o Figueirense de ampliar o marcador.

Jael jogo São Caetano e Figueirense (Foto: Ale Vianna / Ag. Estado)Figueirense aproveita desespero do São Caetano e vence no Anacleto (Foto: Ale Vianna / Ag. Estado)

Figueirense acorda e confirma vitória

A etapa final começou da mesma forma que a primeira. O São Caetano era melhor na partida e só não igualou o marcador por falta de pontaria. As arrancadas de Anderson Pimenta eram o ponto forte dos donos da casa. Na primeira delas, Tiago Volpi salvou. Depois, foi o auxiliar que mais uma vez marcou impedimento inexistente do jogador do Azulão.

A medida que o São Caetano não fazia seu gol, o Figueirense voltou a gostar da partida. Em um rápido contra-ataque, Arthur saiu na cara do gol, mas preferiu rolar para William, que enrolou para finalizar e acabou desarmado pela zaga adversária. Mas na segunda chegada dos visitantes não teve jeito: aos 24 minutos, Maylson fez boa jogada individual e arriscou o chute. A bola bateu na trave e foi parar no fundo da rede. Daí em diante foi só tocar a bola, fazer o tempo passar e esperar o apito final que confirmasse a recuperação do Figueira.

América de Natal 2 x 1 Atlético Goianiense

 2 x 1 

A gestão do técnico Leandro Sena não poderia ter começado melhor para o torcedor do América-RN. Após a goleada sobre o Paraná no meio de semana, o time potiguar recebeu o Atlético-GO em confronto direto na luta contra o rebaixamento e venceu por 2 a 1, com gols de Régis, no primeiro tempo, e Raí, na etapa complementar. Anselmo chegou a empatar para os visitantes, que foram melhores da segunda metade da partida, mas não o suficiente para a conquista de um resultado positivo.

Festa para os 3.948 presentes que compareceram ao estádio Nazarenão, em Goianinha-RN, na tarde deste sábado. Com os três pontos, o Mecão não só deixa o Z-4 como também empurra o rival para o grupo dos quatro piores da Série B. Com 33 pontos, o América-RN sobe para 15º lugar, enquanto o adversário fica em 17º, com três pontos a menos.

Na próxima terça-feira, Leandro Sena e seus jogadores tentarão expandir a reação para novas fronteiras. O oponente será o ASA, às 19h30m (de Brasília), em Arapiraca. Já o Atlético-GO só voltará a campo somente no dia 22 de outubro contra o Paraná, em Curitiba. O duelo da 30ª rodada frente ao Avaí, que seria na próxima terça, foi adiado para o dia 29 a pedido da diretoria rubro-negra.

Mecão domina etapa inicial

Justiça foi feita na etapa inicial. Com a mesma formação que havia goleado o Paraná na rodada anterior, o América-RN foi melhor desde o início e acabou premiado com o gol aos 40 minutos. Tudo levava a crer que seria mesmo apenas questão de tempo. Com muito espaço para trabalhar, o lateral-esquerdo Wanderson logo apareceu dando bons passes e acionando os atacantes escalados pelo técnico Leandro Sena.

jogo América-RN e Atlético_GO (Foto: Frankie Marcone / Ag. Estado)Vitória em Goianinha deixa o América-RN fora do Z-4 (Foto: Frankie Marcone / Ag. Estado)

Não demorou muito e o outro lateral, Norberto, se tornou o jogador mais perigoso em campo. Foram três jogadas em velocidade e finalizações com muito perigo. Em uma delas o goleiro Márcio fez defesa providencial. Em outra, limpou para o pé esquerdo e chutou rente ao travessão. Já os visitantes nem de longe lembravam a atuação de terça-feira, quando também golearam – 5 a 1 no ASA.

Juninho e Anselmo estavam totalmente isolados no ataque, enquanto os meias João Paulo e Jorginho não conseguiam criar. Foi aí que uma combinação de todos os fatores que se faziam presentes em Goianinha colocou o time da casa em vantagem. A atenção e a persistência de Max superaram a displicência do zagueiro Anderson Conceição. Com velocidade pelo lado direito, o atacante encontrou Régis, que chutou de esquerda, da entrada da área, a abriu o placar: 1 a 0 América-RN.

América-RN comemoração vitória sobre o Atlético_GO (Foto: Frankie Marcone / Ag. Estado)Régis comemora primeira gol do Mecão sobre o Atlético-GO (Foto: Frankie Marcone / Ag. Estado)

Raí entra e dá a vitória aos donos da casa

PC Gusmão apostou na conversa do intervalo para melhorar a postura do Atlético-GO. E deu certo em um primeiro instante. Apesar de ter sido ameaçado nos cinco minutos iniciais, o Rubro-Negro passou a controlar melhor a bola e obrigar o goleiro adversário, Andrey, a trabalhar como ainda não tinha feito até então. Logo aos sete minutos, Jorginho tocou para Jonh Lennon, que chutou forte, para boa defesa de Andrey.

O treinador da equipe goiana então lançou Bida e Fábio Liba no gramado do Nazarenão e logo o ímpeto do Atlético-GO foi traduzido em gol. Aos 19, Fábio Lima, em sua primeira jogada, recebeu na ponta esquerda e cruzou para Anselmo, que pegou de primeira e balançou as redes: 1 a 1. Foi o quatro gol do atacante em três jogos. Mesmo após o empate, o Dragão de Goiás continuou no ataque e quase virou o jogo. Após as chances perdidas, veio o castigo: aos 32 minutos, Raí cobrou falta da intermediária, a bola quicou no gramado, enganou Márcio e entrou: 2 a 1 para o Mecão.

Ceará 1 x 1 Paraná

Segue o tabu. O Ceará completa 12 anos sem vencer o Paraná. O empate em 1 a 1 da tarde deste sábado (12) impede as duas equipes de entrar no G-4 do Campeonato Brasileiro Série B. Com o resultado, o Vovô chega a sexta posição com 45 pontos, um a menos que o quinto colocado Paraná.

JJ Morales abriu o placar para o Paraná aos 14 minutos da primeira etapa e Magno Alves igualou o macador aos 32, também do primeiro tempo.

Na 30ª rodada, Ceará e Paraná seguem na busca para chegar ao G-4. Após dois jogos consecutivos em casa, o Ceará viaja a Chapecó/SC, onde encara a vice-líder Chapecoense terça-feira (15), às 19h30, pela 30ª rodada. Já o Paraná volta a atuar no Durival de Britto depois de dois jogos fora. O Tricolor paranaense tem o Bragantino pela frente, também na terça-feira, às 21h50.

Jogo pegado desde o inicio

A liberação do anel inferior da Arena Castelão para o torcedor alvinegro empurrar mais de perto a equipe animou o Ceará, que começou a partida pressionando o Paraná. Magno Alves quase abriu o placar logo aos quatro minutos. Só não o fez porque o zagueiro Alex Alves salvou quando em cima da linha quando bola ia para o gol. No entanto, o ímpeto do Vovô durou somente até os 14 minutos, quando o argentino JJ Morales pôs o Paraná em vantagem, tirando o primeiro zero do placar.

Com as duas equipes com possibilidade de terminar a rodada dentro do G-4, a partida seguia muito truncada, com os jogadores não economizando nas divididas. Em uma delas Rogerinho acabou levando a pior após dar um carrinho em Roniery e teve que ser substituído por Dinelson.

A substituição forçada não diminuiu a pressão do Ceará que buscava o gol de empate, enquanto o Paraná se fechava para manter o resultado e para explorar os contra-ataques. De tanto insistir, o Vovô acabou marcando. Magno Alves, que costuma homenagear os filhos recém-nascidos em suas comemorações, não passou o Dia das Crianças em branco e deixou tudo igual após rebote do goleiro Luis Carlos.

O gol alvinegro aumentou ainda mais a vntade dos dois times. Os paranistas Edson Sitta e Alex Alves se chocaram em uma bola no alto no final do primeiro tempo e tiveram que atuar com faixas na cabeça para estancar o sangramento. Sitta não teve condições de voltar para o segundo tempo acabou saindo para a entrada de Cambará.

Pressão alvinegra e show de Luis Carlos

Ceará e Paraná voltaram dos vestiários demonstrando a mesma vontade da primeira etapa. E apresentando a mesma pouca criatividade no ataque. Cambará, que já havia entrado no intervalo no lugar de Edson Sitta, caiu de mau jeito e acabou machucando a clavícula. O volante foi mais uma baixa em campo e obrigou o técnico Dado Cavalcanti a mexe no time outra vez.

A primeira chance clara de gol surgiu apenas aos 22 minutos. Mota recebeu sozinho dentro da área e cabeceou colocado para grande defesa de Luis Carlos. No rebote, o goleiro fez mais uma grande intervenção, mas o assistente já havia assinalado o impedimento.

O lance fez com que o Ceará empolgasse e partisse para cima do Paraná em busca do ‘Gol G-4’. A pressão fez surgir o principal nome do jogo. Mais uma vez o goleiro Luis Carlos apareceu com defesas difíceis. Aos 38, Ricardinho cobrou falta de longe e obrigou o arqueiro a fazer mais uma defesa. Apreensiva, a torcida alvinegra respiou aliviada por um momento com um gol de Mota, mas outro impedimeno foi marcado, frustrando o público na Arena Castelão.

Luis Carlos ainda teve tempo de parar o ataque alvinegro mais uma vez. O goleiro defendeu mais um chute de Mota e contou com a sorte de uma bola na trave para que a partida terminasse em 1 a 1.

Ceará e Paraná empatam na Arena Castelão (Foto: Kid Junior/Agência Diário)Ceará e Paraná empatam na Arena Castelão (Foto: Kid Junior/Agência Diário)

 

Avaí 1 x 2 Chapecoense

 1 x 2 

O clima favorecia ao Avaí. Sol em Florianópolis, Ressacada com o maior público nesta Série B – 17.108 pessoas –, com famílias aproveitando o feriado de Nossa Senhora Aparecida e o Dia das Crianças. As atrações eram muitas, mas o convidado do Oeste de Santa Catarina queria estragar a festa. E o fez. Na semana que antecedeu a partida, o técnico da Chapecoense, Gilmar Dal Pozzo, havia afirmado que o jogo deste sábado seria como uma partida de xadrez, com variações táticas e muita movimentação. Foi assim que a vice-líder da Série B venceu o Avaí por 2 a 1 para seguir firme rumo à Série A. Mesmo derrotado, após cinco jogos invicto, o Leão fica no G-4, mas cai para o quarto lugar.

Talvez confuso pela distribuição da Chapecoense em campo, o Avaí viu o adversário abrir o placar logo a três minutos. Foi o tempo de Athos, que teve papel diferente neste sábado, se ver livre no meio e achar Tiago Luís avançando pela direita. O atacante ganhou de Bruno Maia e fez um golaço, ao finalizar por cima de Tiago. Perdido em campo, o Avaí só foi criar uma jogada ‘de verdade’ aos 43, quando Reis abriu para Héracles cruzar para Cleber Santana empatar. Assim como fez na etapa inicial, a Chape voltou a marcar de forma rápida na final. Dessa vez com Fabinho Gaúcho, aos dez minutos.
Na próxima rodada, a 30ª desta Série B, a Chapecoense, agora com 56 pontos, viaja de volta para jogar em casa. Diante da sua torcida, no Índio Condá, o Verdão encara o Ceará, na terça-feira, às 19h30m. Já o Avaí, que fica com 47 pontos, entra em campo apenas na sexta-feira, mas pela 31ª rodada, contra o Paysandu, em Belém, já que a partida contra o Atlético-GO foi transferida para o dia 29 deste mês.

Avaí, chapecoense, série b, resssacada, marquinhos, bruno rangel, (Foto: Jamira Furlani / Divulgação Avaí FC)Marquihos disputa bola com o atacante Bruno Rangel, da Chapecoense, na Ressacada
(Foto: Jamira Furlani / Divulgação Avaí FC)

Peças se movimentam, e times empatam
Do xadrez citado pelo técnico da Chapecoense, algumas peças tendem a se movimentar mais. Athos foi uma delas. Antes do apito inicial, o camisa 21 foi falar com Dal Pozzo para pedir ou passar alguma orientação. Segundos depois, com a bola rolando, a resposta: o meia teria um novo papel em campo. Sem quase passar do meio-campo, Athos grudou em Héracles, lateral-esquerdo do Avaí. Na sua ‘vaga’, Augusto passou a fazer a função de um meia mais avançado.

Mas o jogo era de xadrez também, e as peças se movem. Athos se moveu, foi para o meio, sua posição de origem, e brilhou. Solto, viu Tiago Luís abrir pela direita e lançou. O atacante adiantou a bola, mas ganhou de Bruno Maia na dividida. Avançou e, num belo chute, por cima de Tiago, em seu primeiro jogo como titular no gol avaiano, abriu o placar para o Verdão do Oeste, logo a três minutos de bola rolando.

Do outro lado, o Avaí parecia perdido, principalmente no meio-campo. De volta ao time após algumas rodadas fora, lesionado, e querendo mostrar serviço, muito em função do placar adverso, Cleber Santana até tentava ‘agredir’ os volantes da Chape, mas acabava achando Marquinhos quase no mesmo lugar, e o jogo do Leão travava. Uma das saídas era tentar o chute de fora, como fez Anderson Uchôa aos dez. Dois minutos além, ótima chance criada pelo Avaí, dos pés de Marquinhos. Aberto pela esquerda, para tentar se livrar da marcação de Wanderson, o camisa 10 colocou a bola com precisão para Reis na grande área. Mas o atacante não achou a bola ao tentar o domínio, e ouviu a torcida chiar.

Na metade da etapa, a Chape passou a fazer uma espécie de carrossel defensivo, sem se retrancar, marcando com inteligência. Por vezes, era Augusto, ou até mesmo Wanderson, o primeiro volante, o último homem no ataque. O Avaí rodava, rodava, mas não achava saída. E quando achava, eram tentativas frustradas de cruzamento na área. Quando podia, o Verdão subia. Rafael Lima, de cabeça, aos 35, fez Tiago se jogar para evitar o empate. Aos 40, Tiago Luís foi parado pelo travessão, evitando seu segundo no jogo. Foi o último lance de perigo da Chape no primeiro tempo.

Depois, o Avaí só não empatou com Betinho, cara a cara com o goleiro rival, porque Nivaldo fez milagre. Mas aos 43, o Leão, enfim, criou uma bela jogada, com as tais peças se mexendo. De Bruno Maia para Reis, que girou e achou Héracles passando em velocidade pela esquerda. Na área, o camisa 6 cruzou rasteiro e achou Cleber Santana, como centroavante, que marcou logo no seu retorno aos gramados.

Rápida de novo, Chape vence
Se por um lado o Avaí contava com a técnica refinada de Marquinhos e Cleber Santana, o Verdão oferecia mais vigor físico e velocidade, principalmente com Tiago Luís. Autor do gol que abriu o placar na Ressacada, o atacante que certa vez foi denominado de o ‘novo Messi’, fez às vezes do craque argentino. Aos dez minutos, ele arrancou do meio, tirou de Alex Lima, esperou Fabinho Gaúcho passar em velocidade e rolou para o lateral. O camisa 99 invadiu a área e viu o artilheiro Bruno Rangel livre ao seu lado, mas encarou de frente a marcação e chutou no alto, sem chance para Tiago, para fazer o segundo do Verdão, também no começo da etapa, como na inicial.

O mesmo vigor físico e juventude da Chape tentou Hemerson Maria dar ao Avaí ao colocar o meia ofensivo Luciano no lugar do volante Rodrigo Thiesen. A resposta de Dal Pozzo foi na mesma moeda. Para o lugar de Athos, exausto pela função exercida, evitando as subidas de Héracles, a Chape ganhou Diego Felipe em campo. Atrás do placar, o Leão sofreu um baque. Aos 22 minutos, após tentar evitar gol quase certo de Bruno Rangel, o goleiro Tiago levou a pior e teve de ser substituído pelo jovem Vitor, em sua primeira partida oficial nesta Série B.

Mas o novo arqueiro só tocou na bola com os pés. Com os 2 a 1 no placar, a Chapecoense praticamente deixou de atacar. Diferente do Avaí, que chegava a colocar todos os seus jogadores de linha no campo de ataque. Mas a ofensividade não significava grandes chances de gol. O time da casa, quando chegava perto da meta de Nivaldo, o fazia na base da vontade, pouco para um time que entrou em campo querendo diminuir a diferença para a vice-líder para três pontos.

 

Oeste 0 x 3 Sport

 0 x 3 

Em apenas dez minutos, o Sport provou que, em se tratando de futebol, a eficiência é soberana em relação à insistência. Na tarde deste sábado, o time pernambucano jogou em Itápolis, foi pressionado na maior parte do tempo, mas reagiu e venceu o Oeste por 3 a 0, em partida válida pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da série B.

O resultado, além de reabilitar o Leão pernambucano da derrota na rodada anterior para o Avaí, por 1 a 0, manteve a equipe do técnico Geninho no G-4 da Série B, na terceira colocação. com 47 pontos. Já para o Oeste, o resultado representa um duro golpe na tentativa do time do interior paulista em se afastar do Z-4: com 36 pontos, o time fica a uma distância desconfortável em relação à degola.

jogo Oeste x Sport (Foto: Célio Messias / Agência Estado)Rithely, do Sport, tenta escapar da marcação de Adriano Alves (Foto: Célio Messias / Agência Estado)

O Sport soube segurar uma pressão rival que durou até a metade do segundo tempo e, apoiado na eficiência de Marcos Aurélio, fez três gols num intervalo de dez minutos e “matou” uma partida que estava complicada.

Pela 30ª rodada da Série B, Oeste e Sport voltam a campo na próxima terça-feira, às 19h30: enquanto o Rubrão vai ao Vale do Paraíba encarar o Guaratinguetá, no estádio Dario Rodrigues Leite, o Leão pernambucano recebe o América-MG na Ilha do Retiro.

Pressão total

As equipes entraram em campo com posturas bem definidas: enquanto os donos da casa partiram para o ataque e para pressão, os pernambucanos se defendiam e buscavam os contra-ataques. O que se viu foi um domínio completo do Oeste, que criou várias chances claras para abrir o placar.

Logo aos 5 minutos, Pablo avançou sozinho em direção ao gol, tentou driblar o goleiro Magrão, que conseguiu, com um toquinho na bola, desarmar o atacante do time paulista.

Aos 19 minutos, foi a vez de Marcos Paraná assustar o goleiro do Leão da Ilha: o meia do Rubrão fez bela jogada e, da entrada da área, bateu colocado no canto esquerdo, mas a bola acabou explodindo na trave, com Magrão já sem ação.

A pressão do Oeste se manteve até o fim da primeira etapa, principalmente através de cruzamentos para a área – foram 15 tentativas no total, contra apenas duas do Sport, além 14 escanteios para os paulistas e apenas três para os pernambucanos.

Marcos Aurélio comemoração Sport contra Oeste (Foto: Agência Estado)
Marcos Aurélio fez dois belos gols e abriu caminho
para a vitória do Sport (Foto: Agência Estado)

Eficiência total

Para a segunda etapa, porém, o técnico Geninho conseguiu acertar sua equipe, e o Sport se aventurou mais ao ataque e arrefeceu o ímpeto do Oeste, que mesmo assim ainda conseguiu algumas chances, como aos 23 minutos, quando o atacante Jheimy recebeu cruzamento na pequena área e chutou raspando o travessão de Magrão.

Mas no minuto seguinte, o Sport começaria a definir a história do jogo: Marcos Aurélio recebeu lançamento longo de Lucas Lima, na direita, invadiu a área, deu uma “caneta” em Fernandes, driblou o goleiro Fernando Leal e tocou para as redes para fazer um golaço: 1 a 0 para o Leão.

Aos 29, de novo Marcos Aurélio foi para as redes, ao completar de sem-pulo um chute de Patric que explodiu no travessão. Com o Oeste abatido pelo duro golpe, o Sport conseguiu seu terceiro gol aos 34: Marcelo Cordeiro, em mais um contra-ataque, recebeu livre pela esquerda, invadiu a área e tocou na saída do goleiro do Rubrão para fazer 3 a 0.

Palmeiras 1 x 0 Guaratinguetá

 1 x 0 

Não foi um jogo dos mais brilhantes, mas o Palmeiras fez o suficiente para vencer o Guaratinguetá por 1 a 0 na noite desta sexta-feira, no estádio do Café, pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, e manter sua caminhada a passos largos rumo ao acesso.

Punido pelo STJD por causa de uma briga envolvendo membros de duas torcidas organizadas no duelo contra o próprio Guará, no primeiro turno, o Verdão teve de mandar os duelos contra Figueirense e o Tricolor do Vale longe da capital. Adotado por Londrina nas últimas duas rodadas, os torcedores paranaenses fizeram o time de Gilson Kleina se sentir em casa. O resultado disso não poderia ser melhor para os palmeirenses: 100% de aproveitamento e folga ainda maior na caminhada rumo à elite do futebol nacional.

O gol de Vilson – centésimo da equipe na temporada – levou o Alviverde aos 65 pontos e com ampla vantagem para o 5º colocado – hoje o Paraná, com 45, e que neste sábado encara o Ceará, na 7ª posição, com 44. O Guarantiguetá se manteve com 35, cinco de vantagem para a zona de rebaixamento.

Na próxima rodada, o Palmeiras viaja até Juazeiro do Norte (CE) para encarar o Icasa, na terça-feira, às 21h50m (horário de Brasília). No mesmo dia, mas às 19h30m, o Guará faz o duelo paulista da rodada contra o Oeste, no estádio Dario Rodrigues Leite.

Vilson comemoração Palmeiras jogo Guaratinguetá (Foto: Edno Luan / Agência Estado)Palmeirenses comemoram o gol de Vilson no fim da primeira etapa (Foto: Edno Luan / Agência Estado)

Verdão sofre, mas consegue vantagem

Apesar do grande apoio da torcida palmeirense em Londrina (foram 17.120 presentes no estádio do Café nesta sexta-feira), toda empolgação da arquibancada parou logo nos primeiros minutos. Mesmo com uma formação ofensiva – Leandro, Ananias e Kardec foram os atacantes –, o Verdão não conseguiu fazer valer sua força e parou na boa retranca do Guaratinguetá.

Sem sofrer pressão dos mandantes, o Tricolor do Vale controlou o meio de campo, em alguns casos até com certa violência – Julio Cesar, Wendel e Bruno Formigoni receberam cartão amarelo na primeira etapa. E ainda assustou o gol defendido por Fernando Prass em pelo menos duas bolas cruzadas para a grande área. Aos 13 minutos, Rodrigo aproveitou cobrança de falta, desviou de cabeça e obrigou o goleiro palmeirense a espalmar. Aos 21 foi a vez do ex-corintiano Wendel ganhar pelo alto e ver sua cabeçada ser desviada por Márcio Araújo, em cima da linha.

Visivelmente satisfeito com o empate, o Guará administrou a temperatura do jogo e até provocou certo nervosismo nos alviverdes. O Palmeiras só acordou aos 39 minutos. Após cobrança de falta, Mendieta aproveitou rebote e bateu rasteiro de fora da área. A bola tocou na trave e voltou nos pés de Leandro, que completou para o gol. A auxiliar, porém, anulou corretamente o lance e marcou impedimento.

A festa palmeirense no estádio do Café, interrompida na jogada anterior, ficou completa aos 45 minutos. Após cruzamento da esquerda, André Luiz desviou para o meio da área e encontrou Vilson para completar. O centésimo gol do Verdão em 2013 e vantagem em Londrina.

Charles jogo Palmeirase  Guaratinguetá (Foto: Edno Luan / Agência Estado)Alex Afonso, do Guará, disputa jogada com o volante Charles (Foto: Edno Luan / Agência Estado)

Jogo fraco e com poucas chances

O jogo não mudou muito de panorama para a segunda etapa. O Guará, mesmo em desvantagem, não se aventurou na frente e, na maioria das tentativas, parou na fragilidade do seu setor de criação. As melhores apostas foram em chutes de longa distância, mas nada de muito perigoso para o goleiro Fernando Prass.

Por outro lado, o Palmeiras até voltou com mais presença ofensiva e buscando definir a vitória, mas esbarrou em uma atuação bem abaixo da média de Mendieta para não conseguir evoluir no campo de ataque.

Sem a tradicional cobrança da exigente torcida paulista, os palmeirenses de Londrina não se incomodaram muito com o futebol apresentado pelo time de Gilson Kleina. Mas também ficaram longe de mostrar empolgação na segunda etapa. O lance de maior perigo saiu aos 38 minutos, quando Alan Kardec ganhou pelo alto após cruzamento da esquerda e cabeceou próximo da trave defendida por Saulo.

Nem mesmo a opção por Vinicius no lugar de Leandro fez o ataque alviverde despertar nos minutos finais. Apesar da fraca atuação, o Palmeiras conseguiu sua 20ª vitória no torneio e iniciou contagem regressiva para o acesso. O pesadelo da Série B para os alviverdes está bem perto do fim.

Jonville 0 x 0 Icasa

 0 x 0 

A inteligência que faltou ao Joinville sobrou para o Icasa. No duelo direto na busca pelo G-4, melhor para a equipe cearense na Arena Joinville. Com uma equipe compacta, e que soube utilizar a pressão da torcida do JEC a seu favor, os comandados de Sidney Moraes levaram um ponto para o Ceará. O placar de 0 a 0, nesta sexta, eleva a série sem vitórias do clube catarinense para sete e também a distância para o alto da tabela.

Em uma noite em que o uniforme na cor laranja do Joinville chamou mais a atenção do que o futebol dos donos da casa, muita transpiração e pouca inspiração na Arena Joinville, em Santa Catarina. Na estreia de Sérgio Ramirez no comando técnico, o treinador viu que terá de trabalhar duro para reverter a situação. No empate sem gols, mais uma vez a torcida do time catarinense vaiou a sua equipe. Já o time do Icasa segue vivo na luta pelo acesso e comemora o ponto conquistado na tabela, diante de 6.522 torcedores.

Ao não conseguir quebrar o jejum de vitórias, o Joinville fica com 43 pontos. Já o Icasa, estabelece 44 pontos na tabela e vê o G-4 ficar um pouco mais perto.

Na próxima rodada, a 30ª da Série B, o Joinville viaja até Varginha para encarar o Boa Esporte, no estádio Melão, às 19h30m. Já o Icasa, recebe, diante do seu torcedor, o Palmeiras, no estádio Romeirão, às 21h50m. Os encontros desta rodada serão na terça, 15.

Joinville Icasa Arena Série B Ligüera (Foto: Divulgação/Joinville EC)Uruguaio Martín Ligüera disputa a bola diante do Icasa, na partida em Joinville (Foto: Divulgação/Joinville EC)

Três homens na criação deixam JEC previsível e Icasa assusta mais
A ansiedade tomou conta dos jogadores do Joinville e o Icasa se sentiu à vontade na primeira etapa. O esquema tático, com três meias, do técnico Sérgio Ramirez deixou o time vulnerável.Os três zagueiros, e o meio de campo povoado com cinco homens, deu consistência aos cearenses para buscarem o ataque somente quando preciso.

Chapinha, dentro da pequena área, ao bater sobre o gol em rebote do goleiro Ivan, aos 4 minutos, deu o tom da ousadia dos visitantes. Apesar de ter a bola mais tempo nos pés, os donos da casa chegaram a assustar em bolas aéreas, com o meia Ligüera e o atacante Edu.

Contudo, a pouca criatividade e a pressa do JEC, fizeram com que o Icasa crescesse com boa movimentação no lado esquerdo. Sempre com o lateral-esquerdo Teles e com o atacante Leandro, em ao menos três investidas, os visitantes assustaram Ivan. Aos 30 minutos, Leandro, na pequena área, fez o goleiro intervir na principal chance da primeira etapa. Aos 34, Teles, de fora, também preocupou. Com os erros, o JEC deixou a primeira etapa sob vaias da torcida.

Icasa se fecha, segura a pressão do JEC e leva um ponto para casa
Mudar era preciso e assim foi feito. A entrada de Wellington Bruno, que não atuava desde o dia três de setembro, deu mais eficiência ao ataque tricolor. A pressão imposta sobre o Icasa nos dez primeiros minutos pouco resultou, a não ser na boa defesa do goleiro João Ricardo, no chute de Diogo Olivieira, aos 6 minutos.

Contudo, apesar do panorama favorável para o ataque, mais erros para os dois lados frustraram as expectativas. As oportunidades passaram a ficar escassas e a ansiedade que afetava o Joinville no começo da partida voltou a atacar o time de Sérgio Ramirez. Depois da correria do primeiro tempo, o time do Icasa se fechou na defesa e passou a buscar o contra-ataque.

Assim, a bola alçada na área e os chutes de longa distância foram as armas tanto de catarinenses, quanto aos cearenses. Aos 36 minutos, o zagueiro Rafael quase abriu o placar, depois de escanteio, em que a bola raspou a trave direita do goleiro do Icasa. Seis minutos mais tarde, João Ricardo fez o milagre que garantiu o empate e o ponto para o time cearense. Ronaldo, ao cabecear com precisão, fez o arqueiro voar na bola no canto esquerdo.