Criciúma 1 x 1 Atlético Mineiro

 1 x 1 

 

 

O Atlético-MG atacou enquanto pôde, se defendeu quando precisou e segurou o Criciúma, que segue sem vencer em casa – há mais de um mês o Tigre não faz a alegria do Heriberto Hülse. Nesta quarta-feira, a maioria dos 9.740 torcedores no estádio teve que se contentar com o empate por 1 a 1 na noite desta quarta-feira, em partida adiantada da 25ª rodada. O time catarinense, ao menos, rompeu a sequência de três partidas com derrota diante de sua torcida.

O Galo forte do primeiro tempo, com Luan na vaga do poupado Ronaldinho, deu lugar a um time que segurou enquanto esteve com um a menos, com a expulsão do goleiro Vitor. O placar do jogo também foi o de cartões vermelhos, com João Vitor mandado para a rua no fim da partida.

No domingo, ambos voltam a campo, pela 24ª rodada, mas em horários distintos. Agora com 25 pontos, mas ainda na zona de rebaixamento, o Tigre vai ao Rio de Janeiro encontrar o Flamengo no Maracanã, às 16h. O Galo,  às 18h30m, de volta a Belo Horizonte, recebe o Santos. O time de Minas Gerais chega aos 32 pontos e segue na mesma oitava colocação.

Daniel Carvalho e Pierre Criciúma e Atlético-mg (Foto: Fernando Ribeiro / Futura Press)Criciúma e Atlético-MG, em Santa Catarina, pela 25ª rodada (Foto: Fernando Ribeiro / Futura Press)

Galo cisca e faz, Tigre vai na garra

O visitante, logo de início, tentava se sentir em casa no Heriberto Hülse. O Atlético-MG tocava a bola e arriscava alguns chutes, mas sem incomodar a meta adversária. O Criciúma buscava abrir espaço pelas laterais com toques curtos, mas sem velocidade – para evitar o contragolpe. Ainda que o Tigre se esforçasse para manter o confronto de igual para igual, o lateral Tony impedia: demontrava tanto nervosismo, que passou perto de fazer dois gols contras. Os volantes Leandro Brasília e Amaral pareciam desentrosados. A prova foi o arremate de Luan, que flutuava pela intermediária tricolor livre. E foi dele a primeira finalização incisiva no primeiro tempo, em tiro de fora da área. Em seguida, sem a sua participação, Jô obrigou Helton Leite a fazer a defesa mais importante dos primeiros 45 minutos.

O time anfitrião, porém, respondeu logo em seguida, no 20º minuto, com a cabeçada de Daniel Carvalho que encobriu o goleiro Victor e só encontrou defesa na trave. Não entrou. O Galo mineiro continuou explodando as deficiências que o adversário tinha e ciscou até construir o gol de abertura de placar. Diante da liberdade que encontrava, tinha tudo para que fosse de Luan, do jeito que foi. Nas costas de Tony, Júnior Cesar desceu até o fundo e botou no segundo poste para o substituto de Ronaldinho Gaúcho colocar dentro, de cabeça: 1 a 0 para o visitante, aos 41. Na superação e cheio de vontade, o Tigre devolveu, logo no minuto seguinte: Wellington Paulista não acertou o golpe de caratê para fazer a bola entrar. Bruce Lins, como é conhecido o camisa 7 do Carvoeiro, contudo, fez o malabarismo dar certo. Victor quase segurou, mas a redonda cruzou a linha. Tudo igual ao final da etapa inicial.

Novo empate, mas em expulsões

A tendência era de que o segundo tempo fosse na mesma batida, com o Galo forte e com mais posse de bola. Mas o jogo ficaria diferente logo aos oito minutos, quando Lins saiu em disparada ao gol e Victor saiu da área para tocar a mão na bola e evitar. Pablo dos Santos Alves aplicou a regra e expulsou o goleiro atleticano. Para colocar Giovanni sob os paus, o ataque foi sacrificado, com a saída de Tardelli, e não teria a mesma potência de até então. O Criciúma quis aproveitar a superioridade no número de jogadores com a saída de Leandro Brasília e a entrada do meia Morais. Substituições feitas, o Tigre ficou mais à vontade no seu Heriberto Hülse, com a esperança renovada da maioria dos 9.740 torcedores.

Não houve a supremacia presumida de haver um homem a mais. As Torres Gêmeas do Galo – Leaonardo Silva e Réver – suportavam as tentativas do time da casa, centralizadas em jogadas laterais, por cima ou por baixo. Então Argel Fucks tirou Daniel Carvalho e colocou o atacante Fabinho. Aí sim começaria a pressão tricolor e a defesa atleticana colocada à prova casa vez mais.

No entanto, o fator que dava força ao Tigre foi por terra aos 34, quando João Vitor foi expulso por uma cotovelada em um adversário – segundo amarelo. O tempo de jogo, o placar e as condições pareciam um convite para não mexer no placar, ainda que os times tentassem não ficar no empate. E assim foi. Um 1 a 1 que não tira os catarinenses da zona de rebaixamento e nem faz mal ao Atlético-MG, que ainda busca a melhor campanha no returno.

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