Tabela de classificação da Serie B do Campeonato Brasileiro após a décima rodada

 

CLASSIFICAÇÃO P J V E D GP GC SG %
1
Chapecoense
23
9
7
2
0
23
8
15
85.2
2
Palmeiras
22
10
7
1
2
20
7
13
73.3
3
Sport
21
10
7
0
3
20
12
8
70
4
Figueirense
19
10
6
1
3
22
16
6
63.3
5
Paraná
18
10
5
3
2
15
7
8
60
6
Joinville
17
10
5
2
3
19
11
8
56.7
7
América-MG
15
9
4
3
2
16
15
1
55.6
8
Bragantino
14
10
4
2
4
11
10
1
46.7
9
Icasa
13
10
4
1
5
14
18
-4
43.3
10
Atlético-GO
13
10
4
1
5
9
13
-4
43.3
11
Boa Esporte
13
10
3
4
3
8
12
-4
43.3
12
Oeste
12
10
3
3
4
11
16
-5
40
13
Guaratinguetá
11
10
3
2
5
14
18
-4
36.7
14
ASA
10
10
3
1
6
9
17
-8
33.3
15
São Caetano
10
10
2
4
4
10
10
0
33.3
16
Ceará
10
10
2
4
4
10
13
-3
33.3
17
Paysandu
9
10
2
3
5
12
16
-4
30
18
Avaí
9
10
2
3
5
12
18
-6
30
19
América-RN
9
10
2
3
5
11
20
-9
30
20
ABC
6
10
1
3
6
7
16
-9
20

ABC 3 X 0 Paysandu

Alvinegro potiguar teve uma boa atuação e consegue respirar na competição nacional. Papão pressiona, mas não consegue marcar.

 

Nas primeiras nove partidas na Série B do Campeonato Brasileiro, o ABC havia marcado apenas três gols. Mas jogando na noite deste sábado, no Estádio Frasqueirão, o Mais Querido deslanchou e goleou o Paysandu por 3 a 0, conseguindo a primeira vitória na competição nacional. Já o Papão está há cinco jogos sem saber o que é vencer e segue sem pontuar atuando longe de Belém.

Com o resultado, o ABC continua na última colocação da Segundona com seis pontos, mas apenas três de diferença para o primeiro time fora do Z4, Ceará. Já o time paraense continua na 17ª posição.

Na próxima terça-feira, o ABC enfrenta o São Caetano, fora de casa, a partir das 21h50, no Estádio Anacleto Campanella. No mesmo dia e horário, o Paysandu recebe o Figueirense, no Estádio da Curuzu.

Golaço coloca o ABC na frente

O ABC ditava o ritmo do jogo nos primeiros minutos. Recuado, o Paysandu apenas observava as jogadas do adversário, que sempre conseguia chegar com perigo. Destaque para o trio ofensivo com Guto, Erick Flores e Wanderley. Apesar de ter mais posse de bola, os donos da casa pecavam na finalização. Pelo lado do Papão, Iarley e Careca, isolados no ataque, pouco tocavam na bola. Os bicolores só foi conseguiram o primeiro chute aos 19 minutos, com Eduardo Ramos.

Disposto a conseguir a primeira vitória na competição, o Mais Querido continuava rondando o campo de defesa do adversário e a pressão deu certo aos 23 minutos. Após bate-rebate e duas chances desperdiçadas, Guto recebeu a sobra e, de primeira, acertou um chute forte, de fora da área, fazendo um golaço no Fraqueirão. O gol acordou o Paysandu, que passou a ter mais posse de bola e chegava perto do empate, principalmente, nas jogadas aéreas.

Papão pressiona, mas o Mais Querido consolida a vitória

O Paysandu voltou para o segundo tempo com duas alterações e a principal delas foi a entrada de Marcelo Nicácio na vaga de Jean, dando uma nova cara para o time bicolor. Logo aos dois minutos Nicácio cabeceou para o empate e Rafael Roballo conseguiu fazer uma grande defesa. Na resposta, Guto bateu falta e foi a vez do Marcelo evitar o gol. A partir daí, o ABC se fechou no campo de defesa, apostando no contra-ataque.

O Papão pressionava de todas as formas com o trio de ataque formado por Nicácio, Careca e Iarley, mas esbarrava na atuação destacada de Roballo. Entretanto, tanta pressão não surtiu efeito e quem acabou fazendo o gol foi o ABC. Com 33 minutos de bola rolando, Pingo aproveitou a falha coletiva da zaga do Paysandu e saiu para comemorar com a torcida. Em seguida foi a vez de Bileu marcar e consolidar a primeira vitória do alvinegro na Segundona.

Figueirense 3 x 1 São Caetano

Missão cumprida para o Figueirense. O time sofreu pressão do São Caetano, que passou quase todo o segundo tempo com um jogador a menos (Luiz Eduardo foi expulso), superou apuros durante a partida, mas conseguiu vencer por 3 a 1, neste sábado, no Orlando Scarpelli, em Florianópolis. Com o triunfo, o Figueira está de volta ao G-4 do Campeonato Brasileiro da Série B – é o quarto, com 19 pontos. O Azulão, por sua vez, tem apenas dez e está em 15º, perigosamente próximo da zona de rebaixamento. Rafael Costa, Thiego e Tchô marcaram para o Figueira. Danilo Bueno descontou para a equipe do ABC paulista.

O Figueira volta a campo na próxima terça-feira. Às 21h50m, enfrenta o Paysandu, em Belém. No mesmo dia e horário, o São Caetano recebe o ABC, no Anacleto Campanella.

Figueirense x São Caetano (Foto: Cristiano Andujar / Ag. Estado)
Figueirense e São Caetano em ação no Orlando Scarpelli (Foto: Cristiano Andujar / Ag. Estado)

Azulão aperta, Figueira marca

O São Caetano começou melhor. Com uma sólida marcação, protegia bem a sua defesa e tinha espaço para os contra-ataques. O Figueirense tinha a bola, girava de um lado para o outro, mas não conseguia furar o bloqueio azul, que era perigoso em tiros de fora da área. Aos 11, Jael assustou o goleiro Tiago Volpi, que fez grande defesa.

Parecia impossível para o Figueira escapar da marcação adversária. Até que aos 34 minutos, Dener roubou a bola ainda no campo de defesa, avançou e tocou para Marylson. Com a defesa adiantada, o Azulão acabou surpreendido quando Rafael Costa recebeu a bola e bateu na saída do goleiro Rafael Santos.

O gol animou o time da casa, que voltou a ameaçar aos 44, com Rafael Costa, e aos 45, com Nem.

Thiego garante o triunfo

Logo no primeiro minuto do segundo tempo, o zagueiro Luiz Eduardo fez falta em Rafael Costa. Como já tinha o amarelo, acabou expulso, deixando o São Caetano com um a menos. Mesmo assim, a equipe paulista foi para cima e chegou ao empate aos 9 minutos. Danilo Bueno arriscou chute de fora da área. Tiago Volpi, que fez boas defesas no primeiro tempo, falhou, espalmando para dentro do gol.

O Azulão seguia ameaçando, puxando contra-ataques rápidos e estava perto da virada. Nem parecia que era um jogo de 11 contra 10. O Figueirense tinha a bola, mas seguia com dificuldades para criar chances de gol. No entanto, como aconteceu no primeiro tempo,  justamente quando o adversário era melhor, o time catarinense marcou. O zagueiro Thiego aproveitou sobra da cobrança de escanteio, matou no peito e mandou a bomba de pé direito, aos 28, estufando a rede. 

Os visitantes se entregaram. Passar 47 minutos com um a menos pesou, e o Figueirense chegou ao terceiro com Tchô, aos 48, garantindo a vitória e a posição entre os quatro melhores da Série B.

Sport 2 x 0 Oeste

Leão de Recife reage após um início ruim de jogo, faz 2 a 0 no Rubrão de Itápolis (SP) e chega aos 21 pontos.

 

O Sport conseguiu na noite desta sexta-feira chegar, pelo menos por uma noite, onde seu torcedor espera vê-lo por muito mais tempo: com a vitória por 2 a 0 sobre o Oeste, de Itápolis (SP), o time pernambucano atingiu os 21 pontos, mesma pontuação do líder Palmeiras, que tem um jogo a menos e lidera pelo saldo de gols. A partida, válida pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B, foi disputa na Ilha do Retiro, em Recife (PE).

Já a situação do time do interior paulista começa a preocupar. Com 12 pontos, o Rubrão se aproxima da zona do rebaixamento, ocupa atualmente a 12ª posição, mas está apenas três pontos acima do primeiro time da zona da degola. E pode ficar ainda mais próximo dela ao final desta 10ª rodada.

sport x oeste (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
Meia Lucas Lima, do Sport, em lance na partida desta sexta (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

O Oeste vinha embalado por uma boa vitória fora de casa na rodada anterior (3 a 0 no Icasa, no Romeirão) e chegou a surpreender os donos da casa com um inesperado domínio.

O Sport, porém, estava mais embalado ainda pela classificação “passiva” para a Copa Sul-Americana e por uma sequência de cinco vitórias nos últimos seis jogos da Série B, sendo três consecutivas, e “matou” o jogo ainda no primeiro tempo, fazendo dois gols quando o Oeste era melhor na partida.

Na próxima rodada, a 11ª, a Série B terá uma “super terça”, com todos os times em campo em dez jogos. O Oeste joga às 19h30, no estádio dos Amaros, em Itápolis, contra o Guaratinguetá. Já o Sport vai a campo às 21h50, no estádio Independência, em Belo Horizonte, para enfrentar o América-MG.

Pressão rival e reação

Ao contrário do que esperava o bom público presente na Ilha do Retiro, quem começou no comando da partida foi o visitante Oeste, que encaixou bem a marcação no meio de campo e conseguiu dominar o setor, com uma boa atuação do estreante João Denoni, recém-emprestado pelo Palmeiras.

Até os 25 minutos, o Oeste é quem armava as melhores ações ofensivas, conseguindo até mesmo ensaiar uma blitz ao redor da área do goleiro Magrão. A situação chegou a incomodar os cerca de 19,5 mil torcedores, que se manifestaram com algumas vaias e pedido de raça.

Lucas Lima comemora, Sport x Oeste (Foto: Aldo Carneiro/Futura Press)
Lucas Lima comemora gol que abriu o marcador
na Ilha do Retiro (Foto: Aldo Carneiro/Futura Press)

Porém, a chance mais clara de gol do primeiro tempo surgiu aos 27 minutos e foi para o Sport, quando Camilo aproveitou uma falha de Fernandes e ficou de frente para o gol. Ele, porém, chutou em cima do goleiro Fernando Leal.

O lance acordou o Leão de Recife, que assumiu o comando da partida e passou a levar perigo ao gol do time paulista. A mudança de cenário se consolidou aos 35 minutos, quando o meia Lucas Lima recebeu na intermediária, se livrou do zagueiro Ligger com um belo toque, avançou e tocou na saída de Fernando Leal para abrir o placar para o Sport.

O Oeste nem teve tempo de se refazer do “castigo” e três minutos depois o Sport ampliou: Lucas Lima levantou na área, Camilo ajeitou de peito e o zagueirão Tobi fuzilou o goleiro Fernando Leal, que ainda tocou na bola, mas não evitou o gol: 2 a 0. E o Sport, que começou pressionado, fechou a primeira etapa mandando no jogo.

sport x oeste (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)
No 2º tempo, jogo ficou truncado e com poucas
chances (Foto: Aldo Carneiro / Pernambuco Press)

Resultado administrado

O segundo tempo começou sem alterações, tanto nos times, como no “dono” do jogo. Com a boa vantagem construída no final do primeiro tempo, o Sport entrou determinado a matar o jogo, sem dar quaisquer chances de Oeste ensaiar uma reação.

E chances não faltaram ao Leão no início do segundo tempo. Aos 11 minutos, Rithely deu belo passe em profundidade para Camilo, que ficou de frente para Fernando Leal, mas demorou para concluir e o zagueiro Ligger conseguiu travar. No minuto seguinte, foi a vez de Felipe Azevedo desperdiçar a chance de ampliar

Aos 17 minutos, o técnico Edson Só, do Oeste, tenta reverter o domínio do Sport e promove mais duas estreias de reforços recém-chegados, colocando em campo o atacante Emerson e o meia Elson Falcão.

As mudanças não surtiram efeito e o goleiro Magrão, do Sport, sequer foi incomodado. O time pernambucano ainda teve algumas oportunidades de ampliar em contra-ataques, mas acabou administrando o resultado do primeiro tempo e fechou a partida em 2 a 0. E no topo da tabela.

Asa de Arapiraca 2 x 1 Bragantino

Não é à toa que Lúcio Maranhão é ídolo em Arapiraca. O centroavante é o ´dono´ do time do ASA e, com um gol e uma assistência para Wanderson, foi o responsável pela vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino, nesta terça-feira, no Estádio Coaracy da Mata Fonseca.  Os visitantes marcaram com André Vinícius e ainda tiveram o atacante Thiaguinho expulso no segundo tempo.

A equipe alagoana chegou a 10 pontos, saiu da zona do rebaixamento da Série B e assumiu o 14º posto. O Braga continua com 14 e caiu para o oitavo lugar na tabela. Após o jogo, o técnico Leandro Campos disse que o ASA evoluiu, mas ainda precisa trabalhar muito.

– A vitória foi importante demais pela situação que vivíamos. Mesmo na adversidade do gol do Bragantino no início do jogo, conseguimos criar oportunidades e, até com um elevado grau de dificuldade, conquistamos o nosso objetivo. O diferencial foi o espírito de luta, mas não podemos achar que os problemas foram resolvidos.

Os times ganham uma semana de folga na tabela e só voltam a jogar na próxima terça-feira. O ASA encara o América-RN, às 19h30m, no Estádio Barretão, em Ceará-Mirim-RN, e o Braga recebe o Paraná, às 21h50m, no Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista.

ASA x Bragantino, em Arapiraca (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)
Lúcio Maranhão brilhou na vitória do ASA (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)

Tudo igual no primeiro tempo

O Bragantino entrou em campo disposto a aumentar a crise do ASA, que vinha de seis derrotas consecutivas. Sem forçar, os paulistas abriram o placar logo aos 2 minutos, após falha do sistema defensivo do adversário. Diego Macedo executou uma cobrança de falta pela esquerda na cabeça do zagueiro Raphael, que espanou para trás. O zagueiro André Vinícius dominou a bola na área sem marcação e fuzilou, de direita, para a rede.

O ASA colocou o bloco na rua para buscar o empate e, após criar boa chance com Léo Gamalho, deixou tudo igual aos 21 minutos. O artilheiro Lúcio Maranhão foi acionado pela direita por Osmar e, dentro da área, bateu cruzado, rasteiro, para marcar seu quinto gol nesta Série B. Antes do intervalo, Maranhão não alcançou um ótimo cruzamento de Valdívia e os donos da casa perderam a chance de desempatar.

ASA x Bragantino, em Arapiraca (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)
Léo Gamalho cabeceia para o gol do Bragantino (Foto: Ailton Cruz/ Gazeta de Alagoas)

ASA dança o “vira” no segundo tempo

O ASA manteve o ritmo forte no início do segundo tempo. Com Léo Gamalho caindo mais pela esquerda e Lúcio Maranhão centralizado, o time de Arapiraca tentava passar pelo forte bloqueio defensivo do adversário. O Braga se posicionava sempre atrás da linha da bola e tentava contra-atacar esporadicamente. Aos 13 minutos, o atacante Lincom fez bela jogada individual pela direita, livrando-se do zagueiro Samuel, e cruzou por baixo. A zaga do ASA se antecipou e afastou o perigo.

A resposta foi imediata. Na sequência, o meia Didira cruzou da esquerda e Lúcio Maranhão cabeceou no travessão de Leandro. Aos 20 minutos, o atacante Thiaguinho, do Bragantino, deu uma entrada forte em Didira e, como já havia recebido o amarelo, foi expulso pelo árbitro baiano Arílson Bispo. O ASA avançou suas linhas e logo criou uma chance com Valdívia, que recebeu passe de Lúcio Maranhão e obrigou o goleiro Leandro a fazer uma bela defesa. Mas o Bragantino não estava morto e em dois contra-ataques Lincom ficou sozinho com o goleiro Gilson, que operou dois milagres após os arremates e salvou sua equipe. As principais jogadas do ASA saíam dos pés de Maranhão, e ele resolveu aos 34 minutos. O atacante recebeu passe na direita e cruzou na medida para Wanderson desempatar e acabar com a série de derrotas.

Atlético Goianiense 0 x 1 América de Natal

Na estreia do técnico Argel Fucks, o América-RN aproveitou falha grosseira de Ernandes para vencer o Atlético-GO por 1 a 0, no Serra Dourada. O clube potiguar se reabilitou após goleada de 4 a 0 sofrida diante do Paraná e impôs ao Dragão a manutenção da irregularidade, já que o time segue sem vencer em Goiânia, agora há quatro partidas.

Coube a Vandinho, outro estreante da noite, mostrar oportunismo em lance de desatenção rubro-negra e marcar o único gol em um Serra quase vazio. Apenas 2.208 pagantes acompanharam o triunfo do Mecão e o prolongamento da agonia atleticana.

Com a vitória o América-RN chega a nove pontos, mas segue na vice-lanterna. Já Atlético-GO continua estacionado na décima posição com 13. Os dois clubes voltam a campo na terça-feira, às 19h30m. O Dragão vai a Florianópolis e enfrenta o Avaí na Ressacada. Já o Mecão recebe o ASA no Barretão.

Ricardo Jesus chuta em jogo do Atlético-GO contra o América-RN no Serra Dourada (Foto: Renato Conde/O Popular)
Ricardo Jesus arrisca chute em derrota do Dragão para o América-RN (Foto: Renato Conde/O Popular)

Sem poder contar com Denner, que não foi regularizado a tempo, René Simões precisou improvisar na lateral-esquerda e mandou o Atlético-GO a campo com Jorginho. Para ajudar o garoto, Ernandes também caiu bastante pelo setor e criou boa chance ao chegar à linha de fundo e cruzar. Distante do gol, Ricardo Jesus escorou para o cabeceio de João Paulo, defendido por Andrey, aos 10 minutos. Pouco depois, João voltou a aparecer bem ao invadir a área do América-RN. Na hora do chute, porém, acabou mandando por cima da meta.

Tais chances foram as únicas do início do primeiro tempo, que seguiu morno até os 31 minutos, quando Jorginho recebeu ótimo passe na área, mas demorou a chutar e acabou desarmado ao tentar driblar o goleiro. Os atletas rubro-negros pediram pênalti, mas o árbitro Diego Almeida Real rechaçou. O amplo domínio da primeira etapa continuou sendo exercido pelo Dragão, que pecou por não transformar o volume de jogo em gol e viu o intervalo chegar com o placar inalterado.

Ernandes entrega, Vandinho define

Logo no primeiro lance da etapa final, todo o panorama se inverteu e o América-RN conseguiu criar uma jogada melhor do que todo o desempenho da equipe nos 45 minutos iniciais. Só que Rodrigo Pimpão resolveu inventar e pagou caro. Após ótima enfiada de bola, o atacante saiu cara a cara com Márcio, tentou passar pelo goleiro com um típico drible de futsal, mas se atrapalhou com a bola e desperdiçou gol praticamente feito.

No entanto, dentro da lógica de que a bola castiga, a punição de Pimpão pode ser considerada leve se comparada com a de Ernandes. Em lance de desatenção e tranquilidade excessiva, superior ao limite recomendado, o jogador tentou recuar para Márcio com o peito e jogou nos pés de Vandinho. Esperto, o atacante não teve clemência, se antecipou ao goleiro e, aos 10 minutos, abriu o placar para o América-RN no Serra Dourada.

Em desvantagem, René Simões rapidamente colocou os três atacantes que tinha à disposição no banco para tentar buscar o empate: Pipico, Juninho e Wandinho. O primeiro não alcançou bom cruzamento aos 26 minutos, o segundo demorou a chutar após falha de Andrey, aos 30, e o terceiro praticamente não pegou na bola.

À frente no placar, o estreante Argel Fucks viu sua equipe se retrair, mas em momento algum sofrer pressão. Raí ainda ameaçou em arremate de longe, mas, bem colocado, Márcio evitou. Não fez falta. O Mecão administrou o 1 a 0 e saiu vitorioso sem qualquer percalço.

Icasa 2 x 1 Joinville

Pelo Verdão do Cariri, Adalgísio Pitbull e Alex William marcaram. No Joinville, Lima descontou de pênalti. Cearense se afasta da zona da degola.

 

Após ter CT apedrejado pela torcida, a paz foi selada no Icasa pelo menos até a próxima rodada. Superior, o Verdão do Cariri venceu o Joinville por 2 a 1, no Romeirão, nesta terça-feira (23), com gols de Adalgísio Pitbull e Alex William. Do lado dos visitantes, Lima descontou, de pênalti. Com o resultado, o time do Cariri chega aos 13 pontos, na 10ª posição. O Joinville permanece no G-4, com 17 pontos.

O próximo compromisso do Joinville é contra o Boa Esporte, em casa, na Arena, na próxima terça-feira (30), às 19h30. No mesmo dia, o Icasa visita o Palmeiras, no Estádio Pacaembu. A partida está marcada para 21h50.

Melhor, Icasa pressiona e consegue gol no fim

O Icasa começou pressionando a equipe catarinense. Logo no início, o zagueiro Eduardo recuou a bola, e o outro defensor, Sandro, e o goleiro Ivan não se entenderam, obrigando o arqueiro a chutar para o lado ao se ver pressionado pelo ataque do alviverde. A pressão do Icasa resultou na primeira boa chance com Adalgísio Pitbull. O atacante se esticou todo para chegar ao cruzamento de Carlinhos, mas furou na hora de concluir.

O Icasa seguiu com maior volume de jogo. Aos 30, Juninho Potiguar arriscou de longe e obrigou Ivan a fazer boa defesa. O atacante ainda conseguiu um belo chute, raspando o travessão, logo na sequência.

A recompensa pela pressão veio aos 39 minutos. Após cruzamento de Carlinhos, a bola sobrou nos pés de Chapinha, que só rolou para Radamés, de primeira, abrir o placar no Romeirão. Ainda no fim do primeiro tempo, o Joinville esboçou uma reação com um chute de Ricardinho e uma cabeçada de Ronaldo, mas sem sucesso.

Icasa x Joinville Série B Romeirão (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria de Comunicação)
Icasa vence o Joinville por 2 a 1 no Romeirão (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria de Comunicação)

Visitante empata, mas time da casa leva

O Joinville começou a etapa complementar da maneira que terminou o primeiro tempo: buscando o gol. Aos sete, o insistente Ronaldo recebeu na área e foi derrubado pelo zagueiro Luiz Otávio. Pênalti para o Joinville, convertido pelo atacante Lima, que marcou o oitavo gol na competição, empatando a partida.

As equipes começaram a alternar as oportunidades, mas não conseguiam furar o bloqueio adversário. Até que, aos 31 minutos, Juninho Potiguar avançou pela direita, passou por Dênis, ficou livre e cruzou para a pequena área. Alex William se esticou todo e conseguiu finalizar de esquerda, sem chances para o goleiro Ivan.

Os visitantes ainda tentaram com Edigar Júnior, que havia acabado de entrar. O atacante teve a última boa chance do Joinville, com cruzamento pela esquerda. No entanto, foi travado pela zaga alviverde, que se manteve impenetrável até o fim.

Icasa x Joinville Série B Romeirão (Foto: Normando Sóracles/Agência Miséria de Comunicação)
Com a vitória, Verdão do Cariri faz as pazes com a torcida (Foto: Normando Sóracles/Ag. Miséria de Com.)

Guaratinguetá 1 x 1 Palmeiras

O Palmeiras entrou em campo, neste sábado, no estádio Dario Leite Rodrigues, em Guaratinguetá, para homenagear Djalma Santos, morto na última terça-feira, e manter a liderança da Série B do Campeonato Brasileiro. Mas só cumpriu bem o papel de reverenciar a memória do ídolo. O Guará mostrou garra e excelente poder de reação. Saiu atrás, buscou o empate por 1 a 1 e, mesmo com um a menos durante boa parte da segunda etapa, brigou pela vitória até o último lance.

O resultado tira o Palmeiras da liderança da Série B, agora ocupada pela Chapecoense.Com 22 pontos, o Verdão está na vice-liderança – o time de Chapecó tem 23. Já o Guará, com 11, está em 13º

Na próxima terça-feira, a equipe do Vale do Paraíba enfrenta o Oeste, às 19h30m, em Itápolis. No mesmo dia, mas às 21h50m, o Verdão recebe o Icasa no mesmo dia, no Pacaembu.

Vinícius Palmeiras e Murilo Guaratingueta (Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)
Vinícius, do Palmeiras, disputa a bola com Murilo, do Guará (Foto: Miguel Schincariol / Ag. Estado)

Verdão faz o básico e marca

A cidade de Guaratinguetá, a cerca de 180 km de São Paulo, se agitou com a presença do Palmeiras, mas não o suficiente para contagiar o time da casa nos primeiros 20 minutos. Tempo suficiente para o Verdão dominar a partida e abrir o placar. O gramado ruim do estádio Dario Rodrigues Leite prejudicava o toque de bola, mas o time de Gilson Kleina deu um jeito. Sempre explorando o lado esquerdo do seu ataque, os visitantes marcaram aos 19 minutos. Em escanteio cobrado por Vinicius, Valdivia desviou no primeiro pau e Leandro completou para a rede.

Só depois de levar o gol o Guará deu as caras. O Palmeiras não manteve o ímpeto após abrir o placar, e o Tricolor do Vale se empolgou e assustou com Marquinhos, em cabeçada perigosa. Em seguida, Márcio Araújo errou um recuo, mas o ataque da equipe do interior não conseguiu se aproveitar. O volante palmeirense se recuperou e matou a jogada. O jogo se tornou morno, com poucas chances.

Nervosos, os jogadores passaram a se estranhar. Wesley e Juninho foram os primeiros a discutir, mas o clima esquentou de vez quando Valdivia foi puxado e caiu dentro da área. O árbitro Vinicius Furlan ignorou o pênalti e mandou seguir. Mesmo assim, os atletas do Guaratinguetá foram para cima do chileno, o acusando de simulação. O Mago não se intimidou e encarou os adversários, para delírio dos palmeirenses nas arquibancadas.

Guaratinguetá reage e empata

O Palmeiras venceu o primeiro tempo, mas ficou longe de convencer. E o Guaratinguetá percebeu. Muito mais ligado, o time da casa voltou com tudo para o segundo tempo e empatou logo aos dois minutos. Douglas Tanque recebeu de Juninho dentro da área totalmente livre. Sem ser incomodado, o atacante emprestado pelo Corinthians venceu Fernando Prass. E por pouco não virou o jogo logo na sequência.

Insatisfeito com o domínio total do Guaratinguetá, Gilson Kleina trocou Charles por Alan Kardec, além de Vinicius por Ronny. E o meia mudou o panorama do jogo. Em contra-ataque rápido, ele foi derrubado por Ruan perto da grande área. O lateral já havia recebido amarelo na confusão com Valdivia e acabou expulso.

O Palmeiras não conseguiu se aproveitar do fato de ter um jogo a mais. Pelo contrário, o bravo Guaratinguetá continuou indo para cima, como se ainda tivesse 11. O time do Vale assustou com Pedro Paulo, de falta, e Allan Dias, que entrou no lugar de Renato Peixe, acertando a trave. O jogo ficou franco, e o Verdão partiu ao ataque mais na base da vontade, sem muita organização. Kleina substituiu Márcio Araújo por Mendieta, colocando todo o time no ataque.

O paraguaio entrou bem, acertou passes, mas a pressão desenfreada não surtiu efeito. Muito em função das duas boas oportunidades perdidas por Alan Kardec. O Palmeiras ainda quase sofreu a virada mesmo com um a mais. Só não saiu derrotado porque Fernando Prass fez bem seu papel. Ronny ainda foi expulso por acertar um chute no goleiro Saulo, já aos 47.

Chapecoense 3 x 1 Avaí

Na mesma pegada desde a arrancada no início da Série B, a Chapecoense derrubou mais um rival que cruzou seu caminho. Na tarde deste sábado, o time verde derrubou um conterrâneo para retomar a primeira colocação – mesmo com um jogo a menos e beneficiado pelo empate do Palmeiras. No jogo entre catarinenses, bateu o Avaí por 3 a 1, para a felicidade da maioria dos 4.345 presentes na Arena Condá, pela décima rodada da competição. O time azurra segue o martírio e não sai da zona de rebaixamento da competição.

A ‘Chapequente’ esquentou depois dos 20 minutos iniciais em que o jogo se concentrou no meio de campo. Dona do mando, viraria também dona da partida com o avanço que colocou o Avaí atrás. Assim abriu o placar, com Dão. Como se contenta em jogar no contragolpe, fez uso dele para marcar o segundo, com Athos. O Avaí da primeira etapa era o Leão de até agora na Série B: não se encontrava. Nos 45 minutos finais, mesmo com as alterações azurras e até gol de desconto, o jogo estava resolvido. A Chape manteve a partida sob seu controle. Tanto que o goleador da Série B Bruno Rangel assinou seu 11º gol na competição.

O empate do Palmeiras diante do Guaratinguetá permitiu à Chapecoense, com um jogo a menos, retomar a liderança. A equipe de Gilmar Dal Pozzo pode tentar ampliar a distância para os paulistas na próxima terça, quando encara o Ceará, no Castelão, às 19h30m. Na mesma data e horário, o Avaí tentará ter mais que os nove pontos que o faz estar na zona de rebaixamento. De volta à Ressacada, os azurras encaram o Atlético-GO.

Jogador gol Chapecoense (Foto: Junior Matiello / Ag. Estado)
Meia Athos comemora seu gol, o segundo da Chapecoense no jogo (Foto: Junior Matiello / Ag. Estado)

Fatal e letal

Com ares de clássico estadual, havia enorme expectativa para que a bola rolasse. Afinal, há 45 dias a Chapecoense havia feito a última partida diante de seu torcedor. Mesmo período em que ficou fora o meia avaiano Marquinhos. Mas foi Braulio da Silva Machado apitar o início para que o confronto ficasse amarrado no meio de campo e recheado de faltas. De volta ao esquadrão azurra, Marquinhos arriscou colocar o esperado fogo na partida. Bateu escanteio fechado, aos 20, e o goleiro Nivaldo foi bem. Botou a mão na bola porque ia entrar. Não foi gol, mas parece ter sido diante do recuo dos visitantes. Os donos da casa começaram a empurrar o Avaí para seu campo de defesa.

Aos 26, a atitude azurra não foi tão ruim porque o zagueiro Leandro Silva estava em cima da linha para botar a cabeça na bola e evitar que o arremate de Paulinho Dias fosse transformado em abertura de placar. Dois minutos depois o recuo azurra seria punido com uma testada fatal. Enquanto a cobrança de escanteio Paulinho Dias ia ao miolo da área, o zagueiro Dão voava na direção da bola. O encontro ocorreu no sexto andar, tão alto o salto. Da bola com as redes aconteceu depois de quicar no chão e passar por Diego: 1 a 0 Chape. A pressão funcionou e os donos da casa estavam na frente.

A Chapecoense queria mais. Como Athos quis que o tiro cruzado, aos 33, não tivesse a palma da mão direita de Diego pelo caminho ou a zaga para mandar pra longe o rebote. Márcio Diogo e Tauã faziam figuração no ataque do Avaí. Quem produzia algo mais substancial aos azuis era Marquinhos com a sua bola parada. Como a batida de falta no canto que fez Nivaldo mandar para escanteio, aos 42. A melhor tentativa também seria um duro golpe nos azurras no minuto seguinte. É que a afastada da defesa foi transformada em contragolpe letal. Anderson Pico recebeu no campo de ataque e tocou para Athos do outro lado. Se era preciso habilidade para colocar dentro do gol, o meia mostrou que a tem. Com a parte de dentro do pé direito, botou a bola no chão. Com a de fora chutou e fez a pelota ir no cantinho de Diego, que ficou parado onde estava, vendo a bola entrar: 2 a 0.

Chapecoense x Avaí (Foto: Sirli Freitas/Agência RBS)
Rangel não passa em branco e marca o terceiro
da Chape (Foto: Sirli Freitas/Agência RBS)

Assinatura do goleador

Na expectativa de ver o Avaí produzindo melhor, o técnico Hemerson Maria fez duas alterações no recomeço da partida. Entraram o meia Luciano e o atacante Reis nas vagas do volante Alê e do inoperante Tauã, respectivamente. De imediato, o treinador azurra viu da área técnica seu time trocando mais passes, mas finalizando pouco. Muito mais fruto da necessidade de reverter o placar e a condição na tabela do que das alterações. Tanto que o terceiro gol verde estava prestes a acontecer.

Poderia ter sido de Fabinho Alves, aos 18, quando deu uma meia lua em Leandro Silva e soltou o chute forte e cruzado que o goleiro Diego evitou que entrasse. Mas o terceiro da tarde teve a marca do goleador da Série B. Depois do escanteio gerado, Wanderson foi no fundo e mandou rasteirinho no segundo pau. Bruno Rangel estava onde precisava estar. Só cutucou para o gol escancarado. O treinador azurra tentou a última cartada: saiu Marquinhos e entrou Diego Jardel. Mas foi a substituição processada anteriormente que minimizou o estrago. Luciano recebeu no lado esquerdo do ataque e mandou o míssel cruzado que estourou no fundo da rede Nivaldo. O Avaí diminuiu, mas não seria suficiente.

O gol de desconto virou puxão de orelha. A Chapecoense retomou a marcação rente ao rival e o Avaí não conseguiu fazer mais do que um gol. Embora Luciano tenha passado perto já nos acréscimos. Ainda que entrasse, não minimizaria o estrago ou dava fim aos sete jogos sem vencer. A Chape retomou também a liderança com o 3 a 1 sem muitos apupos.