Gabriela Durlo elogia Record e diz que reestruturação foi necessária

Em entrevista exclusiva, atriz falou sobre “Dona Xepa” e outras novelas na emissora

 

Com João Gabriel Batista

 

No ar em “Dona Xepa” vivendo a Isabela, a atriz Gabriela Durlo concedeu uma entrevista exclusiva ao NaTelinha, falou sobre a personagem e relembrou outros momentos de sua carreira, como quando viveu a protagonista da minissérie “A História de Ester”, em 2010.

A atriz fez comparações e disse que ela é bem diferente de Isabela: “Ela é muito mais ingênua do que eu, muito mais elegante, fina (…) Meu gênio é mais forte que o dela e no dia a dia sou a pessoa mais preguiçosa do mundo para se vestir”.

Gabriela Durlo garantiu ainda que o elenco de “Dona Xepa” não sente a pressão da audiência e que o clima nos bastidores é maravilhoso – a novela tem marcado médias entre 5 e 7 pontos.

Sobre viver a Ester na minissérie bíblica da Record, ela comentou que foi prazeroso, mas na época das gravações só viveu para isso: “Pela primeira vez vivi um ritmo alucinante de gravações, minha vida se resumiu a isso pelos 4 meses de trabalho, de domingo a domingo. Tudo o que eu fazia era decorar cena, gravar e dormir. Não sobrava tempo para mais nada e só quem já viveu uma protagonista assim sabe do que estou falando”.

Na Record desde 2006, Gabriela também fez elogios à emissora, defendeu a reestruturação pelo qual passa atualmente e disse que é muito bom trabalhar lá.

A atriz ainda falou sobre outros trabalhos, como “Vidas Opostas”, “Máscaras” e “A Lei e o Crime”.

Confira a entrevista na íntegra:

NaTelinha – Você foi lançada pela Record em 2006, em “Vidas Opostas”, e desde lá vem emplacando sucessivos trabalhos na casa. Como vê o seu crescimento profissional e o da emissora neste período?

Gabriela Durlo – De fato Vidas Opostas foi meu primeiro trabalho na TV, até então eu só havia atuado em teatro. Quando comecei não fazia ideia do que era o dia a dia de uma novela, fui descobrindo e aprendendo tudo na marra mesmo!! É claro que vejo crescimento desde então, às vezes assisto às cenas dos meus trabalhos a partir daí e vejo que já faria várias coisas diferentes com a experiência que adquiri ao longo desses 7 anos. É bom olhar para traz e ter a consciência de que amadureci. O bacana foi ter caminhado e crescido junto com a Record, a empresa que me acolheu e desde o primeiro trabalho me permitiu viver desafios, acreditou em mim. Entrei bem no momento em que ela estava crescendo focada na teledramaturgia.  Apesar de hoje estarmos apenas com um horário de novela e diante de várias baixas que tivemos dos profissionais contratados, acredito que essa reestruturação se fez necessária para que a empresa continue crescendo e conquistando cada vez mais o público com produtos de qualidade como os que vem apresentando.

NT – Como surgiu o convite para “Dona Xepa”?

GD – Não sei direito de quem partiu a iniciativa da minha escalação, o elenco passa pela aprovação de vários diretores antes de ter a confirmação. Mas não fiz testes, me chamaram direto para o papel e é a primeira vez que trabalho com o diretor geral Ivan Zettel.

NT – A Isabela é uma personagem elegante e refinada, mas ao mesmo tempo ingênua e apaixonada. Até onde existem semelhanças entre você e ela?

GD – Acho que a parte do apaixonada só!! rs Ela é muito mais ingênua do que eu, muito mais elegante, fina. Eu comento nos bastidores que a Isabela é meu orgulho, principalmente pelo visual!! Está sempre impecável, de cabelo escovado, maquiada, vestindo roupas lindas!!! E é sempre tão paciente e compreensiva com tudo e com todos!!! Não sou assim não. Meu gênio é mais forte que o dela e no dia a dia sou a pessoa mais preguiçosa do mundo para se vestir. Visto a primeira roupa que vejo no armário, a mais básica possível, e nunca uso maquiagem. Não confio de cara nas pessoas, observo muito antes de me abrir com alguém. Se fosse comigo, a Rosália não me pegaria!! rs

NT – Como é o clima nos bastidores de “Dona Xepa”? O elenco sente-se pressionado pelos números de audiência?

GD – O clima é maravilhoso, a equipe se conhece de outros trabalhos, assim como o elenco, e isso torna o trabalho muito prazeroso!! E de verdade, essa pressão com a audiência não chega até nós.

NT – Como é repetir a parceria com Marcio Kieling em cena após “Máscaras”?

GD – Pra mim foi muito favorável reencontrá-lo nesse trabalho. Isabela e Victor são o casal mais apaixonado da novela, gravamos muitas cenas de intimidade entre eles desde o primeiro capítulo. Achei uma vantagem em tê-lo ao meu lado novamente, ficamos a vontade e mais sincronizados para convencer enquanto casal. E não houve muita preocupação em repetir o par porque em Máscaras nossos personagens só brigavam, passaram muito mais tempo separados do que juntos, então com certeza em Dona Xepa foi pro ar uma relação totalmente diferente. E ele é um ótimo parceiro de cena.
NT – Em “Vidas Opostas” e em “A Lei e o Crime”, a sua personagem se envolveu com a prostituição como forma de sustentar a casa ou de se sustentar. Que tipo de experiência e lição você tirou de papéis tão densos como estes?

GD – Nunca julgar. Quando fiz Vidas Opostas eu fiz laboratório para viver a Daniela, fui pra rua mesmo, visitei pontos de prostituição, conversei com várias garotas e todas elas tinham um motivo para estarem ali. Não interessa qual, mas aquilo era uma parte da historia de cada uma, e a verdade é que a gente nunca sabe como agiria em situações de dificuldade extrema até que aconteça mesmo com a gente. Somos frutos de nossa experiência, e não existem duas iguais. O barato é entender exatamente isso e respeitar o ser humano acima de tudo.

NT – Você viveu a protagonista da minissérie “A História de Ester”, em 2010. Como foi pra você viver sua primeira protagonista? E como se sentiu ao encarar um importante nome da Bíblia?

GD – Não me senti pressionada por ser um importante nome da bíblia. Encarei esse papel como todos os outros, com dedicação e estudo. Mas por ser a primeira protagonista, senti um pouco a responsabilidade de levar a história e o nome dela!! Pela primeira vez vivi um ritmo alucinante de gravações, minha vida se resumiu a isso pelos 4 meses de trabalho, de domingo a domingo. Tudo o que eu fazia era decorar cena, gravar e dormir. Não sobrava tempo para mais nada e só quem já viveu uma protagonista assim sabe do que estou falando. Por outro lado, é indescritivelmente prazeroso!! Sinto saudades quando lembro.
NT – No decorrer desses 7 anos de Record, você já recebeu convites de outras emissoras? O que te motivou a continuar na casa?

GD – Não recebi, comecei lá e tive meu contrato renovado 3 vezes ao longo desses 7 anos. Só tenho elogios para a Record, foi a emissora que me acolheu, me deu oportunidades e acreditou no meu trabalho. O que me motiva até hoje é isso, além do respeito que todos tem por mim enquanto pessoa e enquanto profissional. Fiz também muitos amigos lá, é um clima muito bom de se trabalhar.
 

NaTelinha

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