Coluna do Tom Barros – 06/06/2013

Escudo do Ceará Sporting Club

Escudo Icasa.jpg

 

A gota d´água

Mota substituído. O zagueiro Potiguar em seu lugar. Ceará abriu mão da possibilidade de assinalar gol pela possibilidade de sofrê-lo. Sofreu.

E justamente pela infelicidade de Potiguar que escorregou e caiu quando tentava intervir no lance. Pronto: nessa substituição, compreendi que estava selada a sorte de Leandro Campo.

Os erros de leitura de jogo em Natal e em Itápolis, máxime pela derrota para o Oeste, foram a gota d´água que faltava para a demissão de Leandro.

Ele ganhou o título estadual, mas nem assim ganhou a confiança da torcida.

Os resmungos de Mota foram a senha para o alto comando alvinegro. Este não se fez de rogado: entendeu o recado do jogador.

DERRUBADO

Uma coisa é cair. Outra coisa é ser derrubado. Francisco Diá foi derrubado pela diretoria do Icasa, que deu sinais ostensivos de que não o queria mais na equipe. Diá indicava jogadores. A diretoria trazia outros. Diá queria fazer futebol. A diretoria preferia ouvir empresários. Diá, injustiçado, não suportou. Entregou o cargo. Futebol ingrato. Vida que segue.

Lições

Na decisão do Estadual, Maciel implorou a Argeu dos Santos para continuar em campo. Argeu não cedeu. Fez a substituição. O Bugre não fez o gol. Perdeu o título. Ora, não se tira goleador que pede para seguir em campo. Mota queria continuar contra a ABC e Oeste. Mas o técnico Leandro Campos não quis. Leandro se deu mal.

Polêmica

A renitência de um atleta que quer ficar em campo significa insubordinação? Nem sempre. É preciso ter sensibilidade para entender a diferença. É sutil, mas existe. Por exemplo: nos casos de Maciel e Mota, não vejo insubordinação. Entendo como vontade de servir porque ambos estavam bem no jogo.

Tipo do jogo em que a bola parecia não querer entrar. Além disso, o goleiro do Oeste estava numa noite muito feliz, sempre muito bem posicionado.

Lulinha
Meia do Ceará (explicando os dois gols que perdeu)

Recordando

O ex-presidente emérito do Iate Clube, Chico Martins, que morreu domingo, 2, teve seus momentos de glória no futebol. Há 59 anos, em 12 de junho de 1954, o Botafogo, com Garrincha, Dino, Carlyle e Vinícius, enfrentou o Calouros do Ar no PV. Chico foi o goleiro do Calouros, que ganhou (1 a 0), gol de Orlando Ciarlini. Memorável vitória. Certa feita, Chico me deu detalhes do momento inesquecível. Ficou a saudade desse ser humano admirável. (Dados de Airton Fontenele).

Sem placas

Na época em que as substituições não eram anunciadas em placas, mas ditas pelo técnico ao jogador, houve caso interessante. Na década de 1960, um jogador foi avisado de que entraria no lugar de fulano. Mas achou que o técnico estava errado. Para surpresa do técnico, o atleta à beira do gramado disse que quem deveria sair era beltrano. Substituição foi feita não como queria o técnico, mas pelo que pensou o jogador. Parece ter sido Mozart o autor da proeza.

Na Espanha

O médico Anchieta Maciel esteve em Barcelona no dia da apresentação de Neymar. Ficou impressionado com a festa da cidade ao receber o brasileiro. Mas esta foto foi batida em Sevilha, defronte ao estádio do Sevilla Fútbol Club. Conselheiro do Ceará, Anchieta fez questão de vestir a camisa alvinegra ao mostrar a camisa do Barcelona, já com o nome de Neymar.

 

Coluna redigida pelo jornalista Tom Barros para o jornal cearense Diário do Nordeste no dia 06 de junho de 2013

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