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Remoção de orelhões chega a 52% em 6 anos

No Ceará, esta queda no número de telefones públicos equivale a 26%, de acordo com dados da Anatel

Apesar da popularização do celular, muitas pessoas ainda dependem do equipamento público e se sentem lesadas com a redução Foto: Natinho Rodrigues

Quem nunca utilizou um orelhão? Pelo menos uma vez na vida, esse acessório público ajudou muita gente a resolver problemas urgentes ou permitiu matar a saudade de quem morava longe. Contudo, o telefone público que, por muito tempo, se consolidou como ferramenta fundamental para a comunicação está desaparecendo. Em Fortaleza, por exemplo, segundo dados da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), em junho de 2007, existiam 22.820 orelhões, hoje, são 10.950 aparelhos. Uma diminuição equivalente a 52% em seis anos.

No Ceará, essa queda equivale a 26%, passando de 49.939 em junho de 2007 para 36.716 em maio deste ano. Essa mudança pode até ser considerada comum diante do surgimento da tecnologia móvel, novos aparelhos e a facilidade em adquirir linhas. No entanto, parte da população ainda depende deste equipamento público e está se sentindo lesada com a diminuição dos orelhões nas ruas.

No Vicente Pinzón, nos últimos meses, a comunidade contabilizou a remoção de pelo menos nove telefones. Segundo o auxiliar técnico José Eduardo Monteiro, que coordena o grupo Movimento Comunidade Vida, no bairro, os orelhões foram retirados de pontos movimentados, perto de escolas, praças e até no fim de uma linha de ônibus, local onde, conforme ele, é essencial existir um telefone público para casos de urgência.

Com ajuda da comunidade, Eduardo fez um levantamento e identificou a remoção de um aparelho na Rua Luiz Tibúrcio. Próximo à Praça Narcisa Borges, o lugar é o fim de uma linha de ônibus. Dois orelhões foram retirados também da Avenida dos Jangadeiros e da Rua Osmundo Cavalcante de Oliveira, próximo a uma escola pública municipal.

Já na Avenida Areia Branca, três orelhões foram removidos, outros na Avenida Dolor Barreira, em frente a uma pizzaria, e, por último, na Rua do Mirante, neste caso o aparelho estava na Praça do Mirante. “Acho que um telefone público é uma necessidade da população, muitas vezes, em uma emergência, as pessoas procuram um orelhão e não encontram. Além disso, tem muita gente na comunidade que ainda não telefone celular e necessitam de um orelhão”, ressalta.

Pesquisa

O coordenador do curso de Engenharia de Telecomunicação da Universidade de Fortaleza (Unifor), Geneflides Laureno, ressalta que, diante do desuso dos telefone públicos, de certa forma, as empresas de telefonia têm razão em fazer a remoção de parte dos orelhões, porém, antes disso, é necessário realizar uma pesquisa junto a população, algo que, segundo ele, não foi feito no Brasil, muito menos no Ceará.

Em algumas regiões do Brasil, conforme Geneflides, os orelhões voltaram a ser necessários diante do congestionamento das linhas de telefonia móvel. “Diante da venda demasiada de celulares em algumas regiões, inclusive em Fortaleza, as operadoras acabam congestionadas e, muitas vezes, independentemente da classe social, precisamos de um orelhão em casos de emergência, mas não encontramos”, destaca o especialista.

Segundo Geneflides, para evitar a remoção dos orelhões, as empresas de telefonia deveriam elaborar projetos para evitar o desuso. “A operadora poderia utilizar os aparelhos como espaço para publicidade, desenvolver novos produtos com os aparelhos. Acredito que a manutenção de orelhões em espaços públicos é fundamental”, ressalta.

Entramos em contato com a Anatel, por meio da assessoria de imprensa, mas, até o fechamento desta edição, não obtivemos retorno.

Oi registra redução de 40% no consumo

A operadora Oi afirma que a migração do consumo de telefone público para celular faz parte da evolução da telefonia em todo o mundo, inclusive no Brasil. Segundo a empresa, entre 2007 e 2012, foi registrada queda de aproximadamente 40% ao ano no consumo de créditos de orelhões, uma redução de 92% no período. Pesquisas da companhia mostram que o uso do orelhão é esporádico.

Em 2010, a operadora afirma que menos de 4% da população utilizava os orelhões diariamente. Isto se deve, principalmente, à explosão do celular pré-pago. A queda de consumo, segundo a Oi, se reverte em desuso.

A operadora afirma que, eventualmente, remaneja alguns orelhões para otimizar o atendimento em determinadas áreas. Acrescenta que investe em estudos e, se for verificada ociosidade de telefones, eles podem ser transferidos para áreas de maior demanda, sempre respeitando a regulamentação da Anatel.

Conforme a Oi, a obrigação de quatro telefones públicos por 1.000 habitantes é cumprida em Fortaleza. A Capital tinha 4 mil orelhões a mais do que o obrigatório em janeiro de 2013. O bairro Vicente Pizon, por exemplo, possui 44 orelhões cadastrados.

 

Diário do Nordeste-Cidade-19 de maio de 2013

Coreia do Norte dispara 3 mísseis

O regime de Kim Jong-un lançou agressivas advertências de guerra atômica à Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão depois de sanção da ONU FOTO: REUTERS

Seul A Coreia do Norte lançou, ontem, três mísseis guiados de curto alcance no Mar do Leste (Mar do Japão) desde sua costa oriental, informou o Ministério da Defesa da Coreia do Sul.

Representantes do Ministério, citados pela agência de notícias sul-coreana “Yonhap”, disseram que dois lançamentos foram detectados pela manhã e, um terceiro, pouco depois do meio-dia.

De acordo com as fontes, as Forças Armadas sul-coreanas reforçaram a vigilância em torno dos movimentos da vizinha Coreia do Norte, com a qual Seul ainda está tecnicamente em guerra, já que o conflito travado entre 1950 e 1953 foi interrompido com um armistício e não com um tratado de paz.

O governo japonês também confirmou os três lançamentos efetuados pelo Exército norte-coreano e que nenhum dos projéteis caiu em águas japonesas.

A princípio, os testes realizados por Pyongyang, ontem, não devem descumprir nenhuma disposição internacional, já que os mísseis lançados eram todos de curto alcance.

Várias resoluções da Organização das Nações Unidas (ONU), aprovadas depois que a Coreia do Norte realizou testes nucleares subterrâneos e de mísseis balísticos, proíbem o regime comunista de lançar projéteis com maior alcance e carga útil, por considerar que a estratégia do país poderia ter o objetivo de esconder um programa para o desenvolvimento de armas nucleares intercontinentais.

Trata-se do primeiro gesto beligerante nas últimas semanas por parte do regime norte-coreano, que desde o final de abril rebaixou o tom de sua recente campanha de ameaças bélicas.

Protesto

O regime de Kim Jong-un começou a lançar agressivas advertências de guerra atômica a Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão depois que o conselho de Segurança das Nações Unidas sancionou por unanimidade seu teste nuclear realizado no último mês de fevereiro e também em protesto pelas recentes manobras militares que Seul e Washington realizaram em conjunto na península coreana.

Diário do Nordeste-Internacional-19 de maio de 2013

Incoerências e furos de roteiro ajudaram na repercussão “Salve Jorge”

Nanda Costa e Rodrigo Lombardi em “Salve Jorge” (Foto: Divulgação/TV Globo)

O “bonde do recalque” se desfez nesta sexta-feira (17/05), com a exibição do último capítulo de “Salve Jorge”. Bonde do recalque foi o apelido que a autora Glória Perezdeu a uma turminha no Twitter para revidar as críticas diárias que recebia sobre sua novela. A acusação de que existia uma campanha deliberada contra “Salve Jorge” – em que até sugeriu que havia gente recebendo dinheiro para falar mal da trama – mostra que a aproximação com o público tem dois lados: pode aproximar ou afastar. Bloquear perfis que criticam e retuitar apenas os que elogiam talvez tenha sido uma forma nada amistosa de lidar com a situação. Pelo contrário. A meu ver, gerou antipatia e só alimentou ainda mais o bonde do recalque.

Mas é inegável que até as críticas geraram ruído e repercussão para a novela. “Salve Jorge” sobreviveu do que repercutiu. Thammy Gretchen dançando a “Conga”, travestis traficados, as surras que Wanda levou, a seringada no elevador, o wi-fi na caverna, viagens de jatinho à Turquia, o “cabelo bipolar” de Morena, a igreja 24 horas, os personagens que sumiram, bebês dentro da bolsa, português falado na Turquia, a repetição de elenco e estilo, e o próprio bonde do recalque, só serviram para chamar a atenção do público para uma trama que capengou na audiência em seu início e demorou para engrenar.

Salve Jorge” chega ao seu fim com a pecha de “menor média no Ibope entre as tramas das nove da Globo”: 34 pontos (perdendo para “Passione” 35, “Insensato Coração” 36, “Fina Estampa” e “Avenida Brasil”, 39). Mas a audiência não é um fato isolado. A novela estreou em uma época muito ruim, com Horário Político, Horário de Verão, festas de fim de ano, feriadões. E não só a novela das nove, mas todo o horário nobre sofreu uma queda vertiginosa na audiência no período, em todas as emissoras. Não por acaso, a trama das sete (“Guerra dos Sexos”) e a das seis (“Lado a Lado”) também amargaram índices baixos. E estamos falando de Ibope na Grande São Paulo (o que interessa ao mercado publicitário). Em outras praças, e em outros mecanismos de medição, a audiência foi mais representativa.

E mais uma vez Glória fisgou seu público com tipos bem populares (Maria Vanúbia/Roberta Rodrigues PIPIPIPIPI que o diga) e temas de interesse social. Adoção ilegal, alienação parental e tráfico de humanos (mulheres, travestis, bebês) estiveram na pauta durante os sete meses da novela: o grande mérito de “Salve Jorge”, levar ao conhecimento do público assuntos tão sérios. Já estamos acostumados às campanhas sociais de Glória em seus folhetins, sempre pertinentes e interessantes. E também acostumados às culturas exóticas de países distantes, com personagens, dancinhas e bordões, pitorescos ou chatos. A repetição de estilo e elenco foi uma das maiores reclamações do início da novela. Assim como o grande número de personagens – muitos se perderam no caminho e sumiram sem maiores explicações.

Antes mesmo da estreia, Glória Perez enfrentou um dragão com sua novela: a escalação de Nanda Costa para viver a protagonista Morena foi criticada. A atriz, sempre coadjuvante na TV, já se destacara no cinema, mas estranhou os desavisados. Pois todos tiveram que engolir Morena. Nanda fez seu papel direitinho e mostrou a segurança das protagonistas até nas cenas que mais lhe exigiam. Em contrapartida, o protagonista masculino ganhou uma alcunha que lhe caiu como uma luva: PasThéo. Mais culpa do texto e do perfil do personagem do que da capacidade do ator (Rodrigo Lombardi). Mas viver um protagonista masculino em uma novela de Glória Perez não é tarefa nada fácil. Que o diga Márcio Garcia em “Caminho das Índias”.

Salve Jorge” reservou ótimos momentos para Giovanna Antonelli e Carolina Dieckmann – quase elevadas à categoria de protagonistas da novela, ante a rejeição inicial sobre Morena/Nanda Costa. Antonelli brilhou tanto que sua delegada Donelô já é um de seus melhores papeis em TV. Brilharam também Dira Paes e Totia Meirelles. A mãe-coragem Lucimar e a vilã Wanda foram uma atração à parte dentro da trama. Dira teve cenas ótimas, responsável por alguns dos momentos de maior carga dramática na história. Wanda foi o destaque do núcleo dos vilões, a única com alguma humanidade e que fugiu do estereótipo caricato de Lívia Marine ou Irina (as robóticas Cláudia Raia e Vera Fischer).

Thammy “Gretchen” Miranda chamou a atenção positivamente. Sem levantar bandeira, a lésbica Jô esteve lá quietinha em sua mesa boa parte do tempo, cumprindo sua função profissional. Ponto para a autora, que não teve a pretensão de discutir a homossexualidade de Jô. Glória preferiu outro viés, mais condizente com a trama central da novela: gays e travestis foram incluídos no grupo dos traficados. Pena que os gays apresentados eram bem caricatos e estereotipados. Diferente das travestis, que ganharam uma caracterização mais realista.

Do núcleo dos turcos, entre vários personagens desinteressantes, salvou-se a trama da família de Mustafá (Antônio Calloni), com o drama de Aisha (Dany Moreno), que passou a novela inteira atrás de suas origens e, ao final, descobriu que havia sido vítima do tráfico de recém-nascidos. Mas foi difícil de engolir a resistência de Aisha em aceitar a mãe biológica (por ela ser uma humilde moradora do Morro do Alemão) após ter caído no papo de Wanda e aceitado ela como sua mãe, mesmo Wanda estando presa. Preconceito social de Aisha, ou uma situação, que ficou incoerente, criada apenas para atender o roteiro?

Independente de esta ter sido mais uma das várias incongruências de “Salve Jorge”, a novela entrou para a história como a que teve mais furos de roteiro. E o bonde do recalque foi implacável com Glória Perez, nada passou despercebido. O auge ocorreu na sequência em que Raquel (Ana Beatriz Nogueira) é assassinada: ela entra no elevador do hotel para melhorar o sinal do celular (oi?) e Lívia Marine mete-lhe uma seringa envenenada no pescoço dentro do elevador – ignorando o fato de que qualquer elevador possui câmeras de segurança.

Do remendo, o que foi o pior? A autora ter ido ao Twitter tentar se explicar, ou a explicação em si? “Livia Marine tinha contatos no hotel”. FIM. Outra justificativa muito usada pela autora foi a de que novela é ficção, não tem a obrigação de mostrar a realidade. ”Licença poética! É preciso voar!” (com direito a clipe do “Pavão Misterioso” de Ednardo). Coerência para quê, diante de tal argumento?

Glória está certa, o folhetim é um estilo que permite vôos altos. Mas, pelo menos 48 anos separam o folhetim de Glória Perez dos folhetins de outra Glória, a Magadan, novelista que usava e abusava de tramas rocambolescas e fantasiosas em países exóticos, na década de 1960. A telenovela no Brasil é o que é hoje porque se sofisticou a tal ponto (como narrativa e programa televisivo de entretenimento) que seu público conhece e reconhece estilos e propostas. “Salve Jorge” foi vendida como uma trama realista, que tratava de um tema urgente, difícil e alarmante: o tráfico de humanos – mais uma novela de Glória Perez calcada em um tema social. Mas, como embarcar em uma proposta tida como realista que acabou tendo um desenvolvimento muitas vezes fantasioso, com vilões caricatos, em que a autora pedia ao seu público que voasse com ela? “Salve Jorge” não era realismo fantástico (“Saramandaia”, “A Indomada”), ou uma fantasia (“Cordel Encantado”). O tema tráfico humano merecia um desenrolar mais realista, à altura de sua problemática e urgência.

A autora pecou pelas incoerências e furos de roteiro enquanto a direção derrapou em várias sequências, com direito a erros de continuidade (o “cabelo bipolar da Morena”, por exemplo, uma hora liso, outra cacheado). Ficou a impressão de que a direção preferiu fechar os olhos a esses “detalhes” e dar vazão ao lema da autora: “é preciso voar”. Só que o público não gosta de ser subestimado.

A televisão sempre acompanhou a evolução social e tecnológica. O futuro da telenovela depende disso. Algumas produções já compreenderam esse contexto. Não se pode mais ignorar que falhas passem despercebidas. Antigamente, se uma falha fosse notada, o máximo que se podia fazer era escrever uma carta para a redação de uma revista. Hoje em dia, milhares de telespectadores assistem à novela e comentam juntos, no momento em que ela vai ao ar. Nada passa despercebido e qualquer falha vira alvo de reclamação ou troll. Independente se paga-se para isso ou não. O bonde do recalque, parece, vai continuar de olho.

 

Nilson Xavier

C´est fini-Flávio Ricco comenta as dificuldades de Gilberto Barros ao convidar cantores para seu programa no sábado-Flávio Ricco volta amanhã às 12h00 de Fortaleza

 

Fazer programa ao vivo na tarde de sábado está cada vez mais complicado. A equipe de Gilberto Barros, de Rede TV! tem encontrado dificuldades para fechar os seus convidados. A maioria nunca pode aceitar, porque é justamente no fim de semana que o pessoal da música é mais solicitado para shows em todo Brasil. Fica complicado.

Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!

 

Flávio Ricc com colaboração de José Carlos Nery

Débora Falabella e Murilo Benício PARTICIPARÃO de festa em emissora portuguesa

 

Débora Falabella e Murilo Benício, em Portugal, participam hoje do “Globo de Ouro”, uma festa da TV Sic.

 

Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery