Flamenguistas tripudiam a eliminação do Corinthians na Libertadores

Advogado de farmácia diz que Deco e Carlos Alberto mentem sobre doping

Meias do Fluminense e do Vasco foram flagrados em exames durante o Campeonato Carioca e culparam farmácia de manipulação

Deco treino Fluminense (Foto: Nelson Perez / Fluminense. F.C.)

Deco tem treinado normalmente nas Laranjeiras
(Foto: Nelson Perez / Fluminense. F.C.)

Flagrados em exames antidoping durante o Campeonato Carioca, Carlos Alberto, do Vasco, e Deco, do Fluminense, alegaram que foram vítimas de erros na manipulação de medicamentos. Nesta terça-feira, o advogado da farmácia responsável afirmou que os jogadores mentem.

Em entrevista à Rádio Tupi, Nélio Andrade saiu em defesa da farmácia de manipulação e vê leviandade nos dois atletas. O advogado lembrou que havia sido divulgado que Deco teria sido flagrado com a substância furosemida, quando, na verdade, o tricolor foi pego com traços das substâncias Hidroclorotiazida, um diurético que combate a hipertensão arterial, e Carboxi-Tamoxifeno (metabólico do tamoxifeno), encontrada em medicamentos contra câncer de mama. É o mesmo caso de Carlos Alberto.

– Eu vou provar que o senhor Deco e o senhor Carlos Alberto não falam a verdade. Toda o Brasil e a comunidade internacional já sabem que quando um atleta cai no doping, a primeira acusação que vem é que houve uma contaminação cruzada em farmácia de manipulação.  Eu represento uma farmácia que é respeitada no mundo do esporte. Vou provar que estes dois rapazes não estão falando a verdade. Não há probabilidade de contaminação cruzada por furosemida, tamoxeno e proclorotiasida. Eles estão alegando agora que estas foram as substâncias contaminadas.O Deco, através do site do Fluminense, logo no início, emitiu uma nota dizendo que a substância encontrada era furosemida. Quando viram que não era, vieram com outro argumento.

Carlos Alberto Vasco treino (Foto: Raphael Zarko)
Carlos Alberto faltou a um treino nesta semana
(Foto: Raphael Zarko)

Carlos Alberto foi flagrado após exame realizado no jogo contra o Fluminense, no dia 2 de março, enquanto Deco no dia 30 do mesmo mês, depois de o Tricolor encarar o Boavista, ambos os duelos pelo Campeonato Carioca.

O meia do Flu planeja processar a farmácia de manipulação e o farmacêutico responsável pela confecção de vitaminas sob a alegação de contaminação. O jogador contratou uma equipe particular para defendê-lo no caso. Entre os responsáveis está o advogado Marcelo Franklin, que conseguiu que o nadador Cesar Cielo escapasse com apenas uma advertência em 2011.

Ao GLOBOESPORTE.COM, Marcos Motta, um dos advogados de Deco, não quis polemizar com Nélio Andrade e nem antecipar como será feita a defesa do meio-campista do Fluminense.

Eu vou provar que o senhor Deco e o senhor Carlos Alberto não falam a verdade. Toda o Brasil e a comunidade internacional já sabem que quando um atleta cai no doping, a primeira acusação que vem é que houve uma contaminação cruzada em farmácia de manipulação”
Nélio Andrade

– Não vou me pronunciar sobre isso. Não vou entrar nesse jogo. Estamos coletando todas as provas necessárias. Esse tipo de declaração (do advogado da farmácia) soa para o leigo como um tom provocativo. A defesa do Deco está muito tranquila.

A data do julgamento dos dois jogadores ainda não foi marcada. Nélio Andrade afirmou estar munido de documentos que tirem qualquer responsabilidade da farmácia de manipulação.

– Eu estou com fartas documentações em minhas mãos. O senhor Deco entrou com uma ação ordinária na Justiça comum com o pedido de tutela antecipada, foram à farmácia, adquiriram a substância que interessava, levaram toda a documentação. Porque ele veio com a história de furosemida logo no início? Esta medicação na realidade é para mascarar algo que o jogador tenha tomado. Não estou dizendo que ele forjou. Se o jogador de futebol usou algum tipo de droga, ele vai usar esta medicação para mascarar o doping.

Flamengo 2 x 1 Campinense

Em campo pela quarta vez com a mesma escalação, o Flamengo desta vez não repetiu as atuações dos últimos jogos. Mesmo assim, fez a festa da torcida em seu primeiro jogo no ano no Municipal de Juiz de Fora, em Minas Gerais. Na noite desta quarta-feira, o Rubro-Negro carioca suou para derrotar o Campinense e repetir o placar do jogo na Paraíba: 2 a 1. Com um gol contra de Roberto Dias e uma pintura concluída por Elias, após bela jogada coletiva, o Fla garantiu a classificação para a terceira fase da Copa do Brasil. Bismarck anotou para o campeão da Copa do Nordeste. O público foi de 18.211 pagantes (19.286 presentes) no estádio, que vai receber outro jogo dos cariocas no dia 29, contra a Ponte Preta, pelo Campeonato Brasileiro. A renda da partida foi de R$ 653.612,50.

Na próxima fase, o Flamengo vai enfrentar o o ASA de Arapiraca. O time alagoano eliminou o Ceará, nos pênaltis, na semana passada. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda vai divulgar as datas dos jogos.

– No segundo tempo nós soubemos usar os lados, conseguimos fazer algumas jogadas, amarramos mais o jogo, e o resultado veio. Estamos fazendo nosso trabalho bem. Alguns podem pensar que o time do Campinense é fraco, mas não é bem assim – avaliou Renato Abreu após o apito final.

Desvio de lá e de cá criam os gols

Leo Moura gol Flamengo x Santa Cruz (Foto: Fernando Priamo / Ag. Estado)Léo Moura, autor do cruzamento que resultou no primeiro gol, celebra (Foto: Fernando Priamo/Ag. Estado)

O Flamengo começou ganhando mimos em Juiz de Fora. Recebeu o apoio da torcida local e um presente do adversário com cinco minutos de jogo. Wellington cortou mal o cruzamento de Léo Moura e cabeceou em cima do companheiro Roberto Dias, que desviou a bola contra o próprio patrimônio. Só que o time carioca sequer teve tempo de comemorar o gol contra. Um minuto depois, outro desvio matou os cariocas, dessa vez de Elias no chute de Jeferson Maranhense. A bola sobrou limpa para Bismarck, livre na área, empatar para o Campinense. A origem da jogada mostrou a tática armada pelo técnico Oliveira Canindé: explorar as costas de Léo Moura com as subidas de Panda. No primeiro lance, Renato Santos teve que sair para marcar o lateral e deixou um atacante livre na área. Depois, Rafinha é quem voltou para marcar o camisa 6, lançado na ponta esquerda. Ele saiu na cara de Felipe e estufou a rede, mas o árbitro flagrou impedimento no momento do passe.

Apesar de ter espaços no meio de campo, o Flamengo encontrava dificuldade para invadir a área adversária. Acabava abusando dos chuveirinhos, que só deram resultado no gol contra do Campinense. No único lance em que conseguiu chegar com perigo próximo da meta do goleiro Pantera, Roberto Dias se redimiu da falha. Após Léo Moura dar um bolão para Rafinha, o zagueiro se esticou todo e cortou o chute cruzado do atacante quase na pequena área, aos 25 minutos. Hernane não teve chance de gol e só apareceu ao dar uma caneta no meio de campo. Ao perceber o baixo poder de fogo do rival, o Campinense viu que não precisava ficar recuado. Saiu para o jogo e até terminou o primeiro tempo com mais posse de bola: 51% contra 49%.

Paulinho estreia com o pé direito e vira garçom de Elias

Rafinha Campinense x Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)Rafinha recebe combate de Alberto, do Campinense (Foto: Alexandre Vidal / Flaimagem)

Jorginho não gostou do que viu e mexeu no time para a etapa final. Sacou Amaral para a entrada de Luiz Antonio e pediu paciência com a bola no pé. A orientação do treinador não mudou o fato de que o time não conseguia finalizar. A não ser na bola parada. Autor de dois gols de falta no jogo de ida, Renato Abreu só teve uma cobrança no jogo, mas de muito longe. E dessa vez Pantera apareceu bem. O goleiro até fez grande defesa numa pancada à queima-roupa de Hernane. Elias passou a ser a solução para o desafogo: aos 17 minutos, recebeu de Rafinha na área, mas chutou para fora. Os contra-ataques do Campinense assustavam, mas o técnico do Fla colocou o time ainda mais para frente com Rodolfo e Paulinho, reforço vindo do XV de Piracicaba.

O atacante, que treinou durante a semana na lateral direita para suprir a carência de reservas de Léo Moura, foi lançado em sua posição de origem. E mesmo com poucos minutos em campo, teve um papel decisivo no lance que resultou no gol da vitória, aos 32, em misto de sorte e técnica. Elias tentou a tabela com Hernane, mas o camisa 9 devolveu sem força. No meio do caminho, Paulinho conseguiu o toque por cima dos zagueiros e deixou o volante livre para marcar o gol do desafogo. O belo lance fez a torcida esquecer a atuação ruim, com direito a gritos de “olé” no fim.

Fla e Flu são os únicos procurados pelo otimista ‘Consórcio Maracanã’

Presidente da Odebrecht revela que novos gestores do estádio negociam somente com a dupla. Grupo tem três meses para fechar acordo

Com o prazo de três meses para fechar um acordo com dois clubes do Rio de Janeiro, o pool de empresas que venceu o processo de licitação do Maracanã tem pressa. As negociações existem, e os alvos já estão definidos: Flamengo e Fluminense.

Sem estádios com capacidade de receber grandes jogos, a dupla vem negociando diretamente com o “Consórcio Maracanã”. As tratativas, por enquanto, estão em andamento e, apesar do prazo pelo acordo, ainda não têm data para chegarem ao fim. Benedicto Junior, presidente da Odebrecht (empresa que possui 90% do consórcio), confirma que o grupo negocia apenas com Flamengo e Fluminense e acredita em um desfecho positivo em breve.

– Flamengo e Fluminense são os clubes que estão na mesa, até porque são os clubes que não têm estádio. Vai acontecer. É negocial. Pode ser um pouco mais pra cá, um pouco mais para lá, mas estou muito otimista. O negócio é bom para todo mundo – disse Benedicto.

comitiva vistoria estádio maracanã (Foto: André Durão / Globoesporte.com)Fla e Flu estão perto de acordo para utilizar o Maracanã (Foto: André Durão / Globoesporte.com)

O desfecho, agora, depende de um acordo financeiro.

– As negociações estão andando. Ainda é um pouco cedo. Estamos bastante otimistas. A nossa percepção é que os clubes e as empresas que vão administrar o estádio têm a visão de que o entendimento para viabilizar a participação deles de forma justa e motivadora tem que ser compatível com a estrutura financeira que temos. Estou otimista. Tanto o Flamengo quanto o Fluminense, têm uma visão de que vão jogar no melhor estádio do Brasil. O Maracanã hoje é um “state of the art” (expressão em inglês que significa algo muito moderno, tecnologia de ponta). Ele já deixou Wembley, que era considerado até então o melhor estádio do mundo, para trás.

O Flamengo afirma que o assunto está sendo discutido, mas não descarta ficar fora do acordo. O Fluminense, por sua vez, não se pronuncia sobre o assunto.

De acordo com o edital de licitação do Complexo do Maracanã, o consórcio vencedor tem 90 dias para fechar com dois dos “principais times do Rio de Janeiro” (Botafogo, Flamengo, Fluminense ou Vasco). O documento também aconselha que o estádio tenha pelo menos 40 grandes jogos (com mais de 40 mil torcedores) por ano.

Os clubes que chegarem a um acordo com o consórcio poderão ter vestiários customizados e algumas preferências. No entanto, não terão exclusividade do estádio.

Vencedor do processo de licitação, o “Consórcio Maracanã S.A” é formado por Odebrecht Participações e Investimentos, IMX Venues (de propriedade de Eike Batista) e AEG (de origem americana. O anúncio do ganhador foi feito na última quinta-feira, em sessão no Palácio Guanabara, sede do governo do Rio de Janeiro. No dia seguinte, no entanto, apontando “ilegalidades”, a juíza Gisela Faria, da 9ª vara de Fazenda Pública do Rio, concedeu uma liminar que suspendia a licitação. Com o governo conseguiu cassá-la na última segunda.

O “Consórcio Maracanã” só assume o estádio após a Copa das Confederações, que será realizada entre os dias 15 e 30 de junho.

Guarany de Sobral 1 x 1 Ceará

A vantagem ainda é alvinegra. Na noite desta quarta-feira, no Estádio do Junco, Guarany de Sobral e Ceará empataram em 1 a 1 o primeiro jogo da decisão do Campeonato Cearense. Marciel abriu o placar para o Cacique do Vale, e Mota marcou para os visitantes. Com o resultado, o Vovô mantém a vantagem e joga por dois placares de igualdade (0 a 0 ou 1 a 1) para faturar o título.

O segundo e decisivo duelo será no próximo domingo domingo, às 16 horas, na Arena Castelão. Quem vencer fica com o título, mas o Guarany de Sobral, com o gol sofrido em casa, entra em campo sob pressão – a equipe pode levar a taça em caso de empate, desde que o placar seja de 2 a 2 em diante.

Só deu Guarasol

O Guarany de Sobral se mostrou superior em campo desde os primeiros minutos de jogo. Comandado por Vitor Cearense, Marciel e Luiz Carlos, o time sobralense avançou a marcação e arriscou todo o tipo de chute a gol.

Em duas oportunidades, o Cacique do Vale perdeu chances claras. A primeira delas foi com Luiz Carlos, logo aos dois minutos. O atacante bateu com força de fora da área, e Fernando Henrique salvou quase dentro da meta. A bola ainda foi na trave.

Aos 22, Marciel cabeceou após lançamento de Júnior Cearense, assustando o camisa 1 do Vovô. Ainda assim, Luiz Carlos reclamou por estar mais bem posicionado dentro da área. O Ceará só chegou com perigo real em cobrança de falta de Ricardinho, aos 38. A etapa inicial foi quase um treino de ataque contra defesa para os anfitriões.

Guarany de Sobral Ceará Campeonato Cearense Junco (Foto: Natinho Rodrigues/Agência Diário)Guarany de Sobral atacou mais o Ceará. No entanto, jogo não passou de um empate no Junco
(Foto: Natinho Rodrigues/Agência Diário)

Um gol para cada lado

Na volta para o segundo tempo, o panorama foi o mesmo. Mas o Guarany balançou as redes com um minuto de bola rolando. Marciel recebeu na grande área e tocou na saída de Fernando Henrique. Cinco minutos depois, Cláudio Allax driblou dois jogadores alvinegros e tocou para Marciel, mas este não conseguiu vencer a zaga adversária.

O castigo veio aos 24. Luiz Henrique lançou Rafael Cruz, que tocou na medida para Mota concluir da entrada da grande área e empatar a partida. Com o gol, o Ceará acordou e equilibrou o duelo. As equipes passaram a criar oportunidades, mas pior para o Cacique, que desperdiçou várias chances de conseguir um placar melhor. Sorte do Vovô, que achou um gol salvador e tem boa vantagem para ser campeão.

Corinthians 1 x 1 Boca Juniors

Pegue o Boca Juniors, escale Riquelme e o deixe sob o comando de um senhor chamado Carlos Bianchi. Uma combinação quase sempre fatal na Libertadores, principalmente contra times brasileiros. E foi assim contra o Corinthians de Tite, com uma ajuda considerável da arbitragem do paraguaio Carlos Amarilla. Dois pênaltis não marcados, dois gols mal anulados e um empate em 1 a 1 eliminaram o Timão do torneio sul-americano nesta quarta-feira, no Pacaembu. O atual campeão invicto caiu nas oitavas de final, mas saiu aplaudido pelo bando de loucos que reconheceu seu brio em campo – e concentrou sua raiva na arbitragem.

Os erros foram tão claros que até o diário “Olé” reconheceu a ajuda do árbitro eestampou em seu site a manchete “Una mano Amarilla” (“Uma Mão Amarela”), num trocadilho com o nome do paraguaio.

O Corinthians caiu também porque não foi o de sempre. Especialmente no primeiro tempo. O Timão frio, calculista e mortal de 2012 deu lugar a uma equipe nervosa, presa fácil para o futebol elegante de Riquelme, autor do gol dos argentinos. E que golaço.

Paulinho, o melhor guerreiro de Tite, deu mais um show de bola. Mas foi pouco para superar o tradicional e competitivo Boca Juniors, que já havia vencido em Buenos Aires por 1 a 0, no dia 1º de maio. Clique aqui e veja as notas dos jogadores do Corinthians.

Como consolo, os jogadores do Timão tiveram uma demonstração de amor de sua fiel torcida após o apito final. Reconhecendo a luta dos atletas dentro de campo, o que saiu da arquibancada foram gritos de incentivo e de apoio para superar a eliminação nas oitavas de final, justamente para aquele que ano passado foi derrubado pelo Alvinegro na decisão.

O semestre não está perdido. No próximo domingo, às 16h (de Brasília), na Vila Belmiro, contra o Santos, o Corinthians pode ser campeão paulista. Na primeira partida da decisão, venceu por 2 a 1. Com isso, levanta a taça com um empate. O Peixe precisa de dois gols de diferença para tirar o título do rival. Ou então por um gol para levar a decisão para os pênaltis.

Já o Boca, mal no Campeonato Argentino, prepara-se agora para encarar o Newell’s Old Boys nas quartas de final. O time de Rosário eliminou o Vélez Sarsfield.

Pato, Corinthians x Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli)Pato passa pelo goleiro e na hora do chute fura de forma bisonha (Foto: Marcos Ribolli)

À la Riquelme

Emerson recebe. Emerson toca. Emerson avança. Emerson dribla. O criativo Corinthians foi monotemático nos primeiros minutos do duelo com o Boca Juniors. Apostou no jogador que no ano passado fez os dois gols do título contra o mesmo time argentino. Mas a história desta vez desenhava-se diferente.

Por vários motivos. Primeiro porque a experiência do Timão deu lugar ao nervosismo. Depois, porque o árbitro Carlos Amarilla errou duas vezes contra o Corinthians logo no início do jogo – não marcou pênalti após toque de mão de Marín e se equivou ao marcar impedimento de Romarinho, que fez o gol aos 23. Por fim, porque o Boca foi Boca.

Guerrero, Corinthians x Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli)
Guerrero para no goleiro Orion (Foto:Marcos Ribolli)

Mais do que isso, Riquelme foi Riquelme. Fora da primeira partida por conta de uma lesão muscular, o meia se recuperou em tempo de mostrar que ainda sabe muito de futebol. É verdade que está longe de ser o mesmo do auge, mas continua fatal. Chamou a responsabilidade e controlou a partida com maestria.

Se quis concluir a gol aos 24 minutos. Ou cruzar para área. Pouco importa. Riquelme acertou belo chute e ampliou a vantagem do time argentino. Cássio, adiantado, não alcançou. Lance cruel com o Corinthians, que na jogada anterior tinha comemorado um gol mal anulado de Romarinho.

O fato é que o Timão deixou o nervosismo pesar demais. Paulinho não conseguia ser o elemento surpresa. Danilo não via por onde ser decisivo. Emerson estava pilhado demais. E Romarinho, apesar daquele gol, perdeu incrível chance por puro nervosismo. O atacante, aos 21, adiantou demais a bola e não conseguiu finalizar. Se o Boca foi mais Boca do que nunca, o Corinthians deixou de ser o Corinthians de 2012.

Paulinho gol Corinthians x Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Paulinho comemora o gol de empate, no início da segunda etapa (Foto: Marcos Ribolli)

Só Paulinho não basta

Para o Corinthians voltar a ser o Corinthians que encantou a Libertadores do ano passado, alguma coisa precisava ser alterada. Tite sabia disso. Tanto que voltou para o segundo tempo com duas alterações. Sacou o nervoso Romarinho para a entrada de Pato, e colocou Edenílson no lugar de Alessandro, que já tinha amarelo.

Mais do que mudanças de peças, o Timão precisava mudar a postura. Mudou. E empatou. Na base da pressão, assustou com Danilo no primeiro minuto. Orión defendeu. Mas, aos cinco, o goleiro do Boca não foi suficiente para segurar a cabeçada de Paulinho, depois de cruzamento de Emerson Sheik: 1 a 1.

Corinthians x Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli)
Timão abusou do jogo aéreo (Foto: Marcos Ribolli)

A partida que estava sob o controle do Boca na etapa inicial ganhou contornos emocionantes com o empate corintiano. Cássio falhou duas vezes, e em uma delas Blandí perdeu gol incrível. Depois, Paulinho fez outro gol, mas o árbitro anulou. O árbitro marcou um impedimento inexistente.

Além de ter de “brigar” contra a arbitragem, o Timão tinha também de superar a própria falta de sorte. Aos 30, um lance bizarro. Gil deu belo toque para Guerrero. O peruano ajeitou para Pato, e… O atacante se atrapalhou todo. Na pequena área, ele errou o chute, sem goleiro, e depois se enrolou, mandando para fora.

Não era para ser. A arbitragem também parecia não querer. Aos 36, Emerson Sheik foi empurrado na área, e mais uma vez Amarilla mandou seguir. O Corinthians bem que tentou fazer os dois gols que lhe dariam a classificação, mas não deu certo. Para amenizar a queda precoce, só mesmo o título do Campeonato Paulista. Ao menos por agora.

Jogadores do Corinthians x Boca (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Jogadores do Corinthians saúdam a Fiel após o jogo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)

 

“Amor à Vida” pretende conquistar público com emoções do primeiro capítulo

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“Amor à Vida”, novela das 21h escrita por Walcyr Carrasco que estreia na próxima segunda-feira (20) na Globo, pretende conquistar o público através de um primeiro capítulo movimentado, com diversos acontecimentos importantes para o desenvolvimento da história.

De acordo com a coluna “Folhetim”, a tra,a começará com a comemoração da família de Paloma (Paolla Oliveira), por conta da moça ter passado em uma faculdade de Medicina. Apesar disso, será notável a falta de paciência de seu irmão, Félix (Mateus Solano), e sua mãe, Pilar (Susana Vieira), que não a suportam.

Em Machu Picchu, lugar onde a família escolheu para comemorar, Paloma conhecerá Ninho (Juliano Cazarré), fugirá com ele, engravidará e só depois retornará ao Brasil, onde, sem dinheiro, ele terá que traficar drogas para sustentar a mulher, sem ela saber.

Ninho será preso e Paloma será pressionada por Félix a esconder a gravidez dos pais e fugir com seu marido, mas a moça se surpreenderá com a forma que Ninho sairá da prisão, bêbado e amargurado. Paloma, então, tem o bebê com a ajuda de Márcia (Elisabeth Savalla).

Apesar de ter ajudado Paloma, Márcia a deixará sozinha, desacordada, com seu filho, antes de uma ambulância aparecer. Será nesse momento que Félix, movido pelo medo de perder a herança de seu pai para o sobrinho, pegará o bebê e o deixará numa lata de lixo.

Como se não bastassem todas essas emoções somente no primeiro capítulo, Bruno (Malvino Salvador) verá sua mulher, Luana (Gabriela Duarte), morrer e perder o filho durante o trabalho de parto, mas encontrará o bebê de Paloma no lixo.

O destino tratará de unir Bruno e Paloma.

NaTelinha