Antenado: O fim de “iCarly”, “Guerra dos Sexos” e os 48 anos da Globo

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Nesta quinta (25), a Nickelodeon exibiu para o Brasil o último episódio de “iCarly”, série infantil que pode ser considerada o último “hit” se tratando de programas infantis no mundo. E não é pra menos.

O seriado, que é criação de Dan Schneider, mesmo criador de outros sucessos da Nick como “Drake e Josh”, “Kenan e Kel” e “Victorious”, é disparado o maior sucesso do canal no ramo, e o seu roteiro ajuda a explicar.

Mesmo que seja um programa infantil, “iCarly” sempre teve tiradas inteligentes no seu texto. O próprio elenco é uma sátira aos estereótipos que esse tipo de série tem, como a protagonista loira e que canta – Sam, interpretada por Jennete McCurdy é totalmente o oposto disso.

E ainda, o personagem Gibby, interpretado por Noah Munick, é uma brincadeira de Dan aos garotos bonitões que gostam de aparecer com o seu corpo. Afinal, quantas vezes você viu um gordinho tirar a camisa em algum lugar? Quase nunca, mas em “iCarly” era em todo episódio. Ou seja, o seriado era infantil, mas sempre atraiu um outro público que não era seu alvo. Vai fazer muita falta, principalmente aqui no Brasil, onde cada vez menos se investe neste tipo de público.

O fim de “Guerra dos Sexos”

Olha, poucas vezes eu vi uma novela global com tamanha falta de repercussão como “Guerra dos Sexos”. A trama chega ao fim nesta semana e ninguém nem repara, nem fala, nem comenta. Ninguém está nem aí.

Confesso que não acompanhei muito a novela, mas pelo que vi, entendo porque o remake foi tão mal, tanto em audiência como em repercussão: o roteiro tinha humor infantil, bobo, estranho. Faltou escracho, que segundo relatos, sobrou na primeira versão. Porém, não posso deixar de destacar as atuações de Irene Ravache e Tony Ramos. Dois monstros, que em muitas vezes me atraíram a ver “Guerra”. Uma pena que o resto do elenco não tenha ido muito bem.

Ah, e por favor dona Globo, não insistam com Jesus Luz como ator. Isso é um convite para o nobre telespectador desligar a TV. Que “Sangue Bom” seja melhor. Se tiver metade da qualidade de “Ti Ti Ti”, que também foi de Maria Adelaide Amaral, teremos trama da melhor qualidade nos próximos meses.

48 anos da platinada

A Rede Globo completou nesta sexta (26) 48 anos de existência, e continua sendo, disparado, a líder de audiência.

E cá entre nós, a “plim-plim” faz por merecer. A Globo sempre teve os melhores produtos (menos no humor, que aliás, é defeito crônico dela faz tempo). A dramaturgia é de longe a mais forte da América Latina e uma das melhores do mundo. O seu jornalismo tem alguns princípios que são exemplo, mas algumas coisas são questionáveis, porém, ainda é o melhor se comparando às outras emissoras.

E pra mim, o principal motivo dela ser líder é o respeito que a Globo tem com seu telespectador. Ou você vê a platinada mudando de programação toda hora ou desgastando formatos? Eu não. Se ela está onde está, é porque é a mais competente e isso não se discute. E só será incomodada quando as outras emissoras aprenderem a respeitar o telespectador. É isso.

Gabriel Vaquer escreve sobre mídia e televisão há vários anos. Além do “Antenado”, é responsável pelo “Documento NaTelinha” e é comentarista esportivo na Rádio-web Equipe Show de Bola. Converse com ele. Twitter: @bielvaquer

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