25 de Abr de 2013 Penumbral Lunar Eclipse

 

Legend

Intense red shading: Observers within this area can see the eclipse from beginning to end.

Red shading right/east of intense shading: Observers within this area can see the eclipse until moonset/sunrise.

Red shading left/west of intense shading: Observers within this area can see the eclipse after moonrise/sunset.

No coloring: Eclipse is not visible at all

Note: Actual eclipse visibility depends on weather conditions and line of sight to the Moon.

Note that since it is a penumbral eclipse, it can be hard to see, as the moon will only be a bit fainter.

 

 

Where to see the eclipse

Continents seeing at least some parts of the eclipse:

  • Parts of Europe
  • Parts of Asia
  • East in Australia
  • Parts of Africa
  • East in North America
  • East in South America
  • Indian Ocean

Partial eclipse visible in…


When the eclipse happens worldwide

Lunar eclipses look approximately the same all over the world and happen at the same time.

The times displayed might be a minute or two off actual times.

Advertising

Event UTC Time Time in Fortaleza* Visible in Fortaleza
Penumbral Eclipse begins 25 de Abr, 18:05 25 de Abr, 15:05 No, under horizon
Maximum Eclipse 25 de Abr, 20:08 25 de Abr, 17:08 No, under horizon
Penumbral Eclipse ends 25 de Abr, 22:10 25 de Abr, 19:10 Yes

* The Moon is under the horizon in Fortaleza some of the time, so that part of the eclipse is not visible.

Eclipses during year 2013

timeanddate.com

Que diabo é isso ?

Faça o teste com atenção

 

Amigas e amigos do blog, a foto abaixo é um desafio. Presumo que alguém que tenha bebido um pouco possa até achar que é efeito do álcool. Seja como for, não é fácil responder às quatro perguntas abaixo:

1. O carro está andando para a frente?

2. O carro está em marcha à ré?

3. O carro se dirige para a direita do motorista? ou

4. O carro se dirige para a esquerda do motorista?

 

Ricardo Setti da revista VEJA

Vasto Mundo Digam aí, amigos: vocês sabem o que é uma “kimiljongília”? Leiam e vejam abaixo — e acreditem se quiserem

O ditador sendo velado na capital da Coreia do Norte, numa urna de vidro cercadas pelas flores com seu nome, inventadas sob encomenda

 

Vocês sabem o que é uma “kimiljongília”?

Pois saibam, amigas e amigos do blog, que é uma flor vermelha que só existe na miserável Coreia do Norte.

O cadáver do ditador Kim Jon-Il sendo velado em Pyongyang, capital do país mais fechado do mundo, está cercado dessas flores.

Notou a coincidência do nome?

Não é coincidência.

O país gastou montanhas de dinheiro público e anos de pesquisas do botânico japonês Kamo Motoredu até que ele obtivesse em 1988, por meio de todo tipo de cruzamentos e outros experimentos, uma espécie única, meio híbrida, de begônia, de tamanho maior e ciclo de floração diferente.

À flor fabricada batizou-se com o nome esdrúxulo para prestar vassalagem a Kim Jong-Il, filho e então herdeiro proclamado do ditador Kim Il-Sung (morto seis anos depois, em 1994). A flor, acredite, foi geneticamente programada para florescer anualmente nas proximidades do dia do nascimento do tirano agora morto, 16 de fevereiro.

A kimiljongília é onipresente, objeto de exposições e concursos, e, no Estado totalitário e policial que é a Coreia do Norte, é bom que cada cidadão tenha seus vasinhos em casa. Os dedo-duros do regime estão por toda parte.

A esse ponto chegou o culto à personalidade delirante no pobre país que, com a morte de Kim Il-Jong, herdeiro da ditadura comunista que o pai, Kim Il-Sung, comandou desde a fundação do país, em 1948, até sua morte, agora entra na terceira geração de ditadores da mesma dinastia, com o rechonchudo, inexperiente e totalmente desconhecido Kim Jon-um, de 28 anos.

 

Ricardo Setti  da revista VEJA

MARCO FELICIANO: “VEJA” entrevistou o controvertido deputado-pastor. Leiam e cheguem às suas próprias conclusões sobre ele

 

Pastor Marco Feliciano: "A raça humana para crescer precisa de um homem e uma mulher" (Foto: Cristiano Mariz)

Amigas e amigos do blog, não poucos leitores deste blog, na maioria evangélicos, criticaram meu post — crítico — à escolha do deputado Marco Feliciano (PSC-SP) para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados. Vários me acusaram, injustamente, de preconceito contra os evangélicos — quando em meu post original nem mencionei religião alguma — e de não apresentar no blog um “outro lado” da questão.

Em resposta e em respeito a esses leitores, apresento, agora, o “outro lado” propriamente dito: a longa entrevista às Páginas Amarelas de VEJA concedida há dias pelo próprio deputado. Leiam, conheçam suas opiniões e cheguem às suas próprias conclusões.

Entrevista concedida a Juliana Linhares, publicada em edição impressa de VEJA

Marco Feliciano

“EU ACREDITO NO DIÁLOGO”

O novo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara diz o que o incomoda nos gays e por que “nem todos os negros são amaldiçoados”

O deputado federal Marco Feliciano é metrossexual. Calma. A palavra define homens muito preocupados com a aparência, e ele preenche os requisitos básicos: alisa os cabelos, desenha as sobrancelhas, gosta de perfume, usa anel.

Pastor pela Assembleia de Deus, ele foi indicado pelo Partido Social Cristão para presidir a Comissão dos Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados e abriu as portas do inferno.

Um órgão que nunca foi exatamente popular caiu na boca do mundo por causa da bagagem que Feliciano carrega, como comentários sobre a “maldição” bíblica contra os “africanos” e suas opiniões a respeito de práticas homossexuais.

Paulista de Orlândia, onde mora com a mulher, pastora, e três filhas, ele fala com grande franqueza sobre os assuntos em questão e certos atos exóticos praticados em Brasília.

O senhor está sendo acusado de racismo por ter dito que o povo africano era amaldiçoado. Poderia esclarecer a questão?

No Gênesis, a Bíblia conta que Noé, quando saiu da Arca, embebedou-se e ficou nu. O filho mais novo dele, Cam, riu do pai e contou o que havia visto aos dois irmãos. Quando Noé soube da história, em vez de puxar a orelha dele, lançou uma maldição sobre o filho de Cam, Canaã. Disse que Canaã seria escravo.

Naquela época, eu tinha feito um estudo de geografia e vi que os três filhos de Noé é que haviam povoado os continentes da Terra. E de Canaã vieram aqueles que povoaram parte da Etiópia.

O senhor está ciente de que passagens como essa foram usadas para justificar a escravidão em diferentes períodos da história e que igrejas cristãs, católicas e protestantes, já fizeram um mea-culpa disso?

Sim. As igrejas pecaram.

Fizeram vista grossa e usaram teses assim para justificar e proteger a escravidão. Mas eu acredito, e disse isso naquela mesma ocasião, que toda maldição é quebrada em Cristo, pelo derramamento de seu sangue na cruz.

Eu não disse que os africanos são todos amaldiçoados. Até porque o continente africano é grande demais. Não tem só negros. A África do Sul tem brancos.

Minha mãe é negra. Se eu fosse estudar, teria direito a cotas. Olha o meu cabelo como é. É todo crespo. E olha que eu dei uma esticadinha. Faço escova progressiva todo mês. Eu gosto dele liso. Minha mãe também faz no dela.

O que o incomoda nos homossexuais?

Eu sou cristão. A Bíblia é o meu livro de cabeceira. Comecei a pregar com 13 anos. Rodei setenta países ensinando a Bíblia. Devo ter 8 milhões de DVDs de mensagens.

A minha formação cristã me ensina que o ato homossexual é errado, que é pecado. Eu não aceito o ato, mas aceito o homossexual.

De que forma?

O homossexual é uma pessoa. Como pessoa eu o respeito, eu tenho carinho por ele. Não pratico violência contra ele. Todavia, o ato eu não sou obrigado a aceitar. Isso não faz de mim alguém que o odeia. Os militantes gays tentam me destruir pelo simples fato de eu pensar diferente deles. Num estado democrático de direito, todo mundo tem direito à liberdade de expressão.

Não existe lei que faça alguém gostar de pessoas com práticas sexuais diferentes, mas a discriminação com base nisso é ilegal. O senhor acata isso?

Só o fato de eu declarar que sou contrário não significa que estou discriminando. Eu simplesmente não apoio o ato homossexual. A raça humana para crescer precisa de um homem e uma mulher. O que está havendo é uma discriminação por parte do outro lado. Os meus direitos estão sendo tolhidos: não me deixam trabalhar, não me deixam cultuar. Uma parte da sociedade que tem poder de grito não pode impor sua condição a uma sociedade inteira.

A seu juízo, qual deve ser a punição para alguém que não contrata um homossexual em virtude dessa condição?

É discriminação. Todavia, em se tratando de certas profissões, o sentimento do coração de um pai precisa ser ouvido. Eu sou pai, tenho filhas e preciso de uma babá. Uma se candidata e declara que tem orientação sexual diferente…

O senhor contrata essa babá?

Depende do posicionamento dela. Vou dar um exemplo prático. Quem fez a decoração da minha casa e organiza o aniversário das minhas filhas é um homossexual. Ele almoça comigo e com a minha esposa. Por quê? Porque é homossexual mas não faz o ato. Porque é ordeiro, porque não quer doutrinar as minhas filhas. Os gays não são problema. O meu patrão, que é Deus, não impede as pessoas de viver. O problema são os ativistas. Eles ganham para isso. Eles passam o dia todo perseguindo pessoas.

O senhor já pensou na possibilidade de alguma das suas filhas se tornar homossexual?

Claro que sim. Mas a criança é doutrinada desde cedo. As minhas filhas veem um pai e uma mãe que se amam. Elas frequentam um ambiente sadio. Orientação pode ser aprendida. Eu ensino as minhas filhas e espero o melhor delas. Duvido que algum pai, quando seu filho nasce, espere que ele seja homossexual. Eu ficaria triste, mas amaria minha filha da melhor forma.

Durante um congresso evangélico, o senhor disse que a aids é um câncer gay.

Eu não me lembro de ter dito isso. Disse que a aids era uma espécie de câncer e que, no princípio, ela matou inúmeros gays. Mas, veja, eu estava sob muita pressão. Eu sofro ameaças de morte. Os ativistas pressionam muito, até você perder o controle. Se eu disse isso, foi uma colocação um pouco infeliz.

O que o senhor diria sobre crianças que nascem com aids?

Criancinhas não têm culpa de nada. A culpa é dos pais delas.

O senhor se incomoda em ver dois homens se beijando?

É algo que me provoca repulsa. Você vai a um restaurante para jantar. Existe motel para fazer outras coisas, há lugares escondidos. O Clodovil dizia isso. Quando ele queria ter intimidade com seu parceiro, ficava entre quatro paredes. O nosso povo não está preparado para isso.

O que o senhor acha da teoria segundo a qual impulsos homossexuais podem desencadear comportamentos agressivos em relação a gays?

Isso foi um subterfúgio de Freud para explicar porque que ele também tinha seu lado promíscuo. Ele se baseou só nele e queria que todo mundo fosse como ele. Eu reprimo porque sou um professor da Bíblia. Eu sou um sacerdote. Eu sou alguém que instrui. Eu sou o quê, um homossexual enrustido? Isso é um absurdo. Eu conheço pessoas que vieram do homossexualismo, alguns chegaram a ser transformistas e hoje são casados, têm filhos. E foi porque eles ouviram a palavra e voltaram.

A sua igreja converte homossexuais em heterossexuais?

Existe o caminho do retrocesso. Ou melhor, da conversão. Retrocesso é horrível. Quero dizer, o caminho da conversão, de voltar atrás.

No meio de tantos protestos, o senhor teve apoio de outros partidos?

Do senador Magno Malta e do deputado Eduardo Cunha, do PMDB, que me deu todo o apoio. A (deputada) Benedita da Silva é minha amiga [a ex-senadora e ex-governadora do Rio de Janeiro, negra, é evangélica e pertence ao PT]. Ela me disse: “Marco, mostra que você é aquilo que eu conheço”. A Benedita sabe que eu sou moderado. Eu acredito no diálogo. É por isso que estou nessa Casa.

Agora, você acha que os 513 deputados concordam em tudo? Você acha que todo mundo votou tranquilo na PEC das trabalhadoras domésticas? Dentro dos banheiros, eu via deputado esmurrando a parede. Mas, na hora de votar, foi a favor, porque era um projeto de apelo popular. Eu votei a favor das empregadas domésticas porque minha mãe foi uma a vida toda.

Existe muito teatro aqui dentro. Veja o que aconteceu com o Domingos Dutra (o ex-presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara e deputado federal pelo PT-MA), por exemplo.

O que aconteceu?

Eu conversei com ele um dia antes da votação que me elegeu. Tudo na paz. Ele disse: “Fica tranquilo”. Era um acordo partidário. E acordo partidário não se quebra nessa Casa. Estava tudo certo. No dia seguinte, ele chegou à Câmara e deu um espetáculo. Renunciou à presidência da Comissão, ameaçou chorar, disse que o que ele estava vendo lá era totalitarismo, uma ditadura. Foi uma encenação piegas. Um teatro grotesco.

O senhor se sente traído?

Sim. Mas eles que me esperem em 2014. Eu fiz a campanha pela presidente Dilma em São Paulo, sozinho, pelo meu partido. O partido estava com José Serra. Eu descobri como eles traem com facilidade. Hoje eu sofro caladinho, mas represento uma comunidade muito grande. Quando eles estavam desesperados, vieram correndo, implorando até mim. Em 2014, a conversa vai ser muito diferente.

Organismos de defesa dos direitos humanos, em geral, existem para proteger as camadas mais desprotegidas. Quais são elas, na sua opinião?

Os gays não se encaixam em minorias. Eles têm os melhores empregos, estão em toda a parte cultural do país, têm financiamento de fundações estrangeiras. Eles têm vez. Eles têm voz. Tudo o que eles fazem a mídia divulga. Eu citaria como camadas desprotegidas os matutos que moram nos sertões e são escravizados por senhores feudais, as meninas que são violentadas no Norte e Nordeste, os moradores de rua, que não têm prato de comida. Nós damos comida aos presos! Por que os órgãos governamentais não se movem para resolver esses problemas?

O que o senhor, como deputado, propôs para a situação de matutos, meninas violentadas e moradores de rua?

A minha área era outra. Eu nunca havia parado para pensar nessas questões. Eu me debrucei sobre a pasta agora e comecei a enxergar esses problemas. Cada deputado aqui é eleito por um grupo. E os parlamentares visam aos projetos para os seus grupos. Aqui não dá para ser clínico-geral.

Eu fui enviado aqui pelo movimento evangélico. Minha função primordial é não deixar que se aprove o PL 122, o projeto de lei que criminaliza a homofobia. Não queremos que ele seja aprovado tal como foi previsto. Ele precisa de alterações. O texto diz que quem discriminar será preso; mas não esclarece o que é discriminação. Se eu, como pastor, não quiser casar um casal homossexual, posso ser preso.

Qual é a proposta do seu grupo?

Que haja limites para o que é discriminação. Para mim, discriminação é xingar a pessoa, não deixá-la trabalhar, praticar violência contra ela e pronto. Já estaria de bom tamanho. Da forma que está, não vai passar.

Como tem sido chegar em casa e conversar com suas filhas sobre o que está acontecendo?

Falar de filho arrebenta a gente. Esses dias eu fui pregar em uma cidade do interior e levei minhas filhas. Na frente da igreja havia uns trinta ativistas. Eles chutaram meu carro, fizeram gestos obscenos. Como explicar para as crianças por que estão fazendo isso com você?

O senhor sabe que existem homossexuais que sofrem violências similares?

Sim. Eu lido com eles. Eu já disse: Deus é minha testemunha. Eu jamais levantaria minha mão ou minha voz para desmerecer qualquer tipo de pessoa. Eu aprendi com Jesus que nós temos de amar aqueles que ninguém ama. Mas você quer falar de crimes contra os homossexuais? No ano passado, houve 270 crimes contra homossexuais. Eu fui atrás. Destes, 70% tinham sido praticados por seus parceiros. Eram crimes passionais. Eu sinto muito por eles. Mas a verdade é que, entre esses crimes, nenhum foi praticado por cristão, digo cristão que pratica o cristianismo.

Usar postos em órgãos do governo para fazer acordos políticos é pecado?

Quando fere o povo, é.

Além de fazer progressiva, o senhor tira as sobrancelhas?

Sim. Eu tenho excesso de hormônios. Minhas sobrancelhas se encontravam no meio. Eu era um monstrinho.