Gangorra verde

 

Líder do Estadual, o Icasa volta a mostrar sua capacidade de ressurgir quando está desacreditado

A liderança do Icasa no Campeonato Cearense 2013, alcançada na rodada do último fim de semana, volta a expor uma característica bem peculiar do Verdão do Cariri nos últimos anos: a oscilação, que parece ser algo constante. Quando o time está na pior, encontra forças sabe-se lá de onde para voltar ao topo. O contrário também acontece.

Desde 2005, o Icasa tem alcançado grandes feitos em âmbito regional. Mas pode-se dizer que o maior “sobe e desce” do clube alviverde de Juazeiro do Norte teve início em 2009, com a bela campanha que culminou no então inédito acesso à Série B.

Aquele ano teve um primeiro semestre desastroso para o clube, então presidido por Zacarias Silva. Com uma trajetória pífia no Estadual, o time de Juazeiro acabou na lanterna da competição – com apenas 15 pontos em 18 jogos – e foi rebaixado.

Adalgiso Pitbull tem sido destaque no bom momento vivido pelo Verdão do Cariri FOTO: ALEX COSTA

Escaldados com a decepção, o que poucos torcedores esperavam era a virada completada no fim de 2009. Mesmo entrando desacreditada no Nacional, com poucos recursos financeiros, a equipe chegou às semifinais da competição e garantiu sua vaga na Segundona do ano seguinte.

Boa campanha

Em 2010, após garantir a volta à elite cearense sem atropelos, o Icasa fez uma campanha decente em sua estreia na Série B. O time assegurou vaga na competição no ano seguinte, terminado em 12º lugar, com 49 pontos.

Só que a estabilidade alcançada ficou apenas na aparência. Em 2011, os caririenses voltaram a mergulhar num mau momento, com uma campanha apenas modesta na volta à Primeira Divisão do Estadual (terminou apenas em 8º). Sem conseguir patrocínios, o Verdão não resistiu mais um ano na Série B.

Fênix do Cariri

O espírito de “Fênix” voltaria ao Cariri no ano passado. Outra campanha fraca no Estadual (8º) foi sucedida pelo “milagre” na Série C, no 2º semestre.

Após ficar boa parte da competição na zona de descenso, o Icasa contratou o técnico Francisco Diá. Ele sacudiu o elenco e levou a equipe à final da competição. O acesso, de novo, estava garantido. “Quando cheguei, a equipe estava desacreditada e sem receber salários. Falei com a diretoria e dei minha palavra de que se honrassem os atletas eu subiria. E não deu outra”, recorda o treinador, que hoje se mantém no comando o time líder do atual Campeonato Cearense.

No octogonal do Estadual 2013, o Icasa repete o roteiro. Na primeira fase, “patinou” bastante, mas terminou em 3º.

A campanha irregular deste ano tem explicação, segundo Diá. “Perdemos muitos jogadores no fim da Série B. Tivemos de recomeçar do zero e não tivemos tempo hábil para entrosar a equipe. Ela foi se moldando no decorrer da competição. Hoje, com os reforços que chegaram, posso dizer que vamos dar trabalho”.

O atual presidente do clube, Francisco Paz de Lira, diz acreditar que essas viradas em espaços de tempo tão curtos se devem à tradição do clube, que, para ele, já é uma realidade. “O Icasa é grande. Time grande, quando chega à reta final de uma competição, cresce e os times pequenos, não”, dispara o dirigente, na esperança de que a gangorra, enfim, seja desativada.

Melhora

18 pontos já possui o Icasa na segunda fase do Estadual 2013. Na primeira fase, fez 25 pontos em 16 partidas, terminando em 3º lugar na classificação.

´Se a final for no Romeirão, seremos campeões´

Para o presidente do Icasa, Francisco Paz de Lira, o ótimo momento vivido pelo time – que tem 18 pontos em oito jogos na segunda fase do Estadual – pode proporcionar voos ainda maiores. Para ele, sonhar com o título cearense não é nada absurdo. Especialmente se puder levar a decisão para o Romeirão.

“Já que o regulamento mudou e agora permite a final em nosso domínios, deixo o aviso: se os grandes deixarem o Icasa chegar às semifinais, vamos dar trabalho. E se a final for no Romeirão, o Icasa será campeão. Seria um reconhecimento para todos que ajudaram a construir um Icasa forte nesses últimos dez anos”, finalizou o mandatário alviverde.

PERY NEGREIROS/GIORAS XEREZ
EDITOR/REPÓRTER

 Diário do Nordeste – JOGADA – 02 de abril de 2013

 

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