Olhar TV: Oscar 2013 e uma noite onde todos tiveram chances de brilhar

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“Argo” ganha o Oscar como melhor filme – Fotos: Divulgação
Anunciada a 85ª edição do Oscar, parei para refletir sobre os candidatos e, embora a lista comprovasse o contrário, em momento algum acreditei que esta seria uma daquelas edições em que nos deparamos com overdoses de prêmios para determinada produção.
Tivemos produções belíssimas e com atuações maravilhosas. Pela primeira vez na história do Oscar, uma atriz de apenas nove anos concorreu ao prêmio de melhor atriz. Quvenzhane Wallis, de “Indomável Sonhadora”, pequena, graciosa e com nome difícil de ser pronunciado, competiu de igual para igual com a mais velha da lista, Emmanuelle Riva, de 86 anos, que atuou em “Amour”.
No entanto, venceu Jennifer Lawrence, de “O Lado Bom da Vida”. Esta, se não bastasse ser a favorita nas pesquisas, acabou sendo responsável pelo mico da noite, ao cair momentos antes de receber o prêmio. Coitada! Dificilmente alguém irá se lembrar do título que ela levou, mas do tombo…

Anne Hathaway é a melhor atriz-coadjuvante por “Os Miseráveis
Se você ainda não havia se encantado por Anne Hathaway, que sofreu bastante em “O Diabo Veste Prada” e “Sexo & Outras Drogas”, agora não teve escapatória. Após provar que pode cantar e atuar ao mesmo tempo, a queridinha da nova geração hollywoodiana faturou a estatueta de melhor atriz-coadjuvante por seu trabalho em “Os Miseráveis”. E alguém ainda duvidava que o prêmio seria dela?
Os homens também não fizeram feio. Para ator-coadjuvante tínhamos os veteranos Robert De Niro (“O Lado Bom da Vida”) e Tommy Lee Jones (“Lincoln”), mas quem se deu bem mesmo foi o austríaco Christoph Waltz (“Django Livre”) que repetiu o feito de 2010, comprovando que seria uma noite de muitas surpresas.
Ator tinha que ser ele: Daniel Day-Lewis, o britânico que deu vida a Lincoln, no filme homônimo, e que ficou mais parecido com ele do que, talvez, o próprio ex-presidente. Se é que isso é possível!
Pegadinhas da Academia   
             
Alguém aí, além de mim, percebeu que a Academia pregou algumas peças durante a noite do Oscar? A 85ª cerimônia homenageou os musicais, em especial “Chicago”, filme que há exatos dez anos faturava o prêmio de melhor do ano, calando a boca de quem não leva fé em produções do gênero para faturar a estatueta.
Levando em consideração que tínhamos “Os Miseráveis”, que além de se tratar de um clássico do gênero, era um dos candidatos para levar o principal prêmio da noite com maior chance de faturá-lo, a homenagem aos musicais poderia ser vista como uma dica do que viria pela frente.

Michelle Obama anuncia o prêmio de melhor filme
A segunda pegadinha eles deixaram para o grande final: Michelle Obama anunciando o grande vencedor da noite. Peraí! Quando, durante toda a nossa vida, vimos a primeira-dama dos EUA em uma cerimônia do Oscar, mesmo que em vídeo conferência, entregar um prêmio?
Não sei você, mas naquela hora pensei que as apostas estavam certas: a Academia iria eleger Lincoln como o melhor filme de 2012, mas me enganei, em partes, pois venceu aquele que imaginei ser o único capaz de tirar a estatueta dourada das mãos de “Os Miseráveis”.
É isso mesmo! “Argo”, do talentoso Bem Affleck, correu pelas beiradas e acabou se tornando o grande nome da noite. E Michelle? Ah, acredito que ela não tenha ficado tão desapontada assim. Afinal, Hollywood não presenteou um ex-presidente e sua luta pelos negros, mas “o sistema adotado pelo país do Tio San” não chegou a ser desvalorizado. Se é que vocês me entendem.
Palmas para eles     
Ang Lee e sua maravilhosa adaptação para “As Aventuras de Pi” foram os nomes da noite, levando quatro das oito indicações: melhor direção, roteiro adaptado, fotografia e efeitos especiais.
Não sei se os fãs de Quentim Tarantino se frustraram, mas não tinha como o diretor competir com Ang Lee. A ele, restou o prêmio de roteiro original por “Django Livre”, que assim como a maioria dos seus trabalhos, salvo “Bastardos Inglórios”, não é muito “a cara da Academia”.

“As Aventuras de Pi” levou quatro estatuetas
A diva Adele levou mesmo a estatueta na categoria cnção original com a música “Skyfall”, que embalou a mais recente aventura de “007”. Aliás, acredito que a apresentação da cantora arrepiou o auditório tanto quanto os telespectadores.
Por fim, tivemos “Valente” como melhor filme de animação; Anna Karenina com figurino, “Os Miseráveis” com melhor maquiagem e um empate: “A Hora Mais Escura” e “007 – Operação Skyfall” dividindo o prêmio de melhor som. É, definitivamente essa edição do Oscar deu o que falar.
Tatiana Bruzzi é colunista do NaTelinha e editora dos blogs:
 
 

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