Renato Maurício Prado comenta as semifinais da Taça Guanabara

Os minutos finais do jogo entre Botafogo e Boavista acabaram se tornando os mais emocionantes da última rodada da fase de grupos da Taça Guanabara. Com o término das partidas no Moacyrzão (Vasco 2 x 1 Duque de Caxias) e em Moça Bonita (Fluminense 2 x 2 Madureira), qualquer gol que saísse no Engenhão (onde Botafogo e Boavista empatavam em 2 a 2) modificaria as semifinais do torneio. Se fosse do Glorioso, ele retomaria o primeiro lugar de sua chave e enfrentaria o Fluminense, com a vantagem do empate. Se fosse do Boavista, este desclassificaria o Flu, passando a enfrentar o Vasco, na semi.

Tanto um quanto o outro tiveram oportunidades claríssimas para marcar nesses derradeiros lances. Mas nem um, nem o outro foram capazes de balançar a rede e a igualdade se manteve, bem como os confrontos do mata-mata para a final: o Flamengo pega o Botafogo, com a vantagem do empate e o Vasco encara o Fluminense, também podendo empatar para chegar à decisão.

No final das contas, o maior prejuízo ficou mesmo para o Botafogo, que deixou o campo vaiado pela torcida e sem saber como resolver a a carência de um centroavante, que tanto o afligiu no Brasileiro do ano passado.

Rafael Marques, que Oswaldo de Oliveira escalou, para irritação dos torcedores, nem chegou a jogar tão mal, mas não se mostrou capaz de assumir o posto. E Bruno Mendes, que entrou em seu lugar e, no final do ano passado, parecia ter solucionado o problema, continua em péssima forma – perdeu dois gols cara a cara com o goleiro!

No balanço da rodada, pode-se dizer que, a rigor, nenhum dos grandes jogou bem.

O Flamengo, que atuou no sábado, bateu o Olaria por 2 a 0 graças ao agora reserva Renato Abreu (que atuou no lugar de Elias), autor dos gols, um de cabeça e outro numa cobrança de falta espetacular. O time, como um todo, entretanto, deixou a desejar. Rafinha pouco brilhou (apanhou um bocado dos marcadores), Hernane desta vez não marcou e Carlos Eduardo ainda esá em busca do ritmo e da forma perdidos.

Já o Vasco precisou sair perdendo de 1 a 0 e da entrada do imprevisível Bernardo para virar um jogo que, na teoria, se apresentava fácil, contra o fraquíssimo Duque de Caxias, lanterna do grupo B e sério candidato ao rebaixamento. O Gigante da Colina segue à procura do bom futebol demonstrado nas três primeiras rodadas, mas ainda não o reencontrou.

Restou o Fluminense, que escalou uma equipe reserva, saiu ganhando, mas duas vezes permitiu a reação do Madureira. Samuel fez os dois gols do tricolor das Laranjeiras e Rodrigo Lindoso marcou ambos do tricolor suburbano. Thiago Neves, o único títular do Flu em campo, perdeu um pênalti (quando o placar estava em 1 a 1) e saiu de campo muito vaiado, ao ser substituído por Marco Júnior, na etapa final.

Quem é o favorito para conquistar o título? Na teoria, o Flamengo, pela campanha que fez: somou 22 pontos (em 24 possíveis) contra 16 de Vasco e Fluminense e 15 do Botafogo. A prática, porém, pode ser totalmente diversa, pois não nenhum dos grandes chegou ainda a passar total confiança para suas torcidas, alternando boas e más atuações.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 24 de fevereiro de 2013

 

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