Renato Maurício Prado pede para a torcida do Flamengo não se empolgar tanto com o Rafinha

Após o show contra o Vasco, Rafinha foi discreto, diante do Nova Iguaçu. Normalíssimo. Ele ainda não é craque, mas uma promessa. E precisa aprimorar muita coisa. Principalmente o chute a gol.

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 05 de fevereiro de 2013

Renato Maurício Prado comenta a queda de desempenho do zagueiro Dedé

Pela segunda vez seguida, Dedé levou um baile de um garoto desaforado, rápido e insinuante. No meio da semana passada, foi Rafinha, do Flamengo. Anteontem, Hugo, do Bangu (olho nele!).

Independentemente do valor desses dois jovens, a sensação que fica é a de que o “Mito” não anda bem. Parece lento, sem agilidade e incapaz de encarar dribladores mais efetivos.

É verdade que o time do Vasco, hoje em dia, é bem mais fraco e está jogando de forma mais ofensiva, com armadores atuando como volantes, o que fortalece o ataque e debilita defesa. Mas isso me parece pouco para justificar os bailes que Dedé vem levando ao se confrontar com a garotada.

Ou ele recupera rapidamente a forma ou pode começar a dar adeus à seleção e à Copa de 2014. Se não consegue marcar nem Rafinha, nem Hugo, imagina o dia em que tiver um Messi pela frente…

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 05 de fevereiro de 2013

Renato Maurício Prado elogia Clarence Seedorf

Seedorf marcou os três gols da vitória do Botafogo sobre o Macaé e saiu de campo chorando, emocionado por se lembrar de sua avó, que faleceu há poucos dias. Que figura espetacular é esse holandês! Exemplo de craque, de profissional e de ser humano! O Glorioso acertou em cheio ao contratá-lo como o seu principal reforço.

Não digo isso apenas pelas boas atuações que tem tido e pelos gols que vem marcando, mas pelo exemplo, em todos os sentidos, que passa para os companheiros, para os torcedores, para os dirigentes e até mesmo para os rivais.

Seedorf não deu show de bola no castigado gramado do Moacyrzão. Pode jogar muito mais e até já jogou com a camisa alvinegra. Mas fez três gols (dois de pênalti), o que é mais que suficiente para torná-lo o destaque da partida e da própria rodada do Carioca. Grande Seedorf! Que Deus lhe dê muita saúde para continuar a nos brindar com o seu futebol brilhante e a sua postura irretocável.

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 05 de fevereiro de 2013

Renato Maurício Prado comenta que a seleção está dependente do Neymar

A seleção fará, amanhã, em Londres, contra a Inglaterra, o primeiro amistoso da nova era Felipão/Parreira, mas continuo a achar que a única forma de chegarmos à Copa de 2014 com chances reais de sucesso está diretamente ligada a um jogador: Neymar. Caso ele comece a jogar, com a amarelinha, o futebol estonteante que apresenta no Santos, estaremos no páreo; caso contrário, adeus…
Nos tempos de Mano Menezes, a nova jóia da Vila Belmiro fez gols, aprontou um brilhareco aqui, outro acolá, mas em partida alguma se aproximou do nível de excelência exibido com a camiseta alvinegra praiana. Ao contrário, desapareceu nos principais momentos: vide a Copa América de 2010, na Argentina, e a final olímpica, em Londres-2012.

Aos que já duvidam da capacidade de Neymar em se tornar o diferencial do Brasil, respondo, cheio de esperanças, com o exemplo e o histórico do maior jogador do mundo, na atualidade: Messi.

Coadjuvante em seu primeiro Mundial, em 2006, na Alemanha, a “Pulga” chegou como protagonista absoluto de sua seleção e estrela maior da Copa seguinte, na África do Sul. Jogou mal? Não. Mas, exatamente como Neymar até agora, não conseguiu ser decisivo na hora da verdade. E deixou o continente africano sem marcar um gol sequer!

Um ano depois, na Copa América, nova decepção. A ponto de se ouvir, como ouvi de mais um de um “hermano”, nas ruas de Buenos Aires, que Lionel não era argentino, mas espanhol… “Nem cantar o hino sabe”, queixavam-se, então.

Claro, o problema não era o hino, mas o futebol tímido apresentado com a camisa azul e branca da Argentina, em gritante contraste com os shows permanentes, fardado com o azul-grená do Barcelona.

Era assim, mas já não é mais. Desde 2012, desapareceu a dupla identidade de Messi e ele desandou a fazer gols e a produzir atuações espetaculares também no selecionado de seu país. Graças a isso, a Argentina passou a ser vista como uma das principais forças do Mundial no Brasil, juntamente com a Espanha e a Alemanha.

Nós, a menos que Neymar consiga também dar esse salto de qualidade, estamos, pelo menos, um passo atrás. Mas se o Moicano desencantar até a Copa, quem sabe?

 

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO no dia 05 de fevereiro de 2013

C´est fini-Saiba quem será a próxima pessoa a ser entrevistada pela Marília Gabriela-Flávio Ricco volta amanhã ás 12h00 de Fortaleza

Viviane Araújo será a entrevistada da Marília Gabriela, nesta quarta, no “De frente com Gabi”, do SBT. Aliás, histórico, pra quem gosta do bom jornalismo, o programa da Gabi com o pastor Silas Malafaia, exibido na noite de domingo. Foi tudo perguntado e tudo respondido. O programa ficou em segundo lugar na Grande São Paulo, com 6.3 pontos, e foi recorde de audiência no Rio de Janeiro, com 12.

Então é isso. Mas amanhã tem mais. Tchau!