Jornalismo está cada vez mais preguiçoso

Como a boa pergunta e a boa reportagem estão em baixa na TV, o que se tem notado é que mesmo nos acontecimentos de alcance nacional, os profissionais, de um modo geral, salvo – é claro – as raras e honrosas exceções, acabam se perdendo e se deixando levar pelas informações oficiais, nem sempre confiáveis.

No caso do incêndio na boate, em Santa Maria, até agora ninguém foi buscar a informação com o funcionário da Prefeitura ou do Corpo de Bombeiros que assinou o último alvará concedido. Por que assinou? Com que interesse? Alguém de cima que mandou? Teriam que falar com ele em pessoa, como ir atrás do bombeiro e do funcionário municipal. Mas só ficaram entrevistando o Comandante do CB, que apesar de muito educado, quase sempre vem com respostas evasivas.

No caso das três mortes num Hospital de Campinas, após exame de ressonância magnética, os repórteres também ficaram à espera das informações oficiais. Se é verdade que as três pessoas receberam o contraste de dois laboratórios diferentes e usaram duas máquinas, a resposta só pode estar ou em quem manuseou o contraste no hospital mesmo ou no fornecedor de matéria prima para o contraste. Alguém perguntou o nome dos enfermeiros e outros funcionários que manipularam o contraste? Não. Alguém perguntou quem fabrica ou forneceu a matéria prima do Contraste para os dois laboratórios? Não.

Precisamos rápido de uma Escola de Perguntas para Repórteres.
Flávio Ricco com colaboração de José Carlos Nery

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