Fernando Pavão mergulha na obra de Jorge Amado ao lado de Giselle Itié

Sabô (Giselle Itié) e Ubaldo Capadócio (Fernando Pavão) lutarão por um amor impossível (Foto: Divulgação/Rede Record)

 

Fernando Pavão encarnou o típico baiano para o especial de fim de ano da Record O Milagre dos Pássaros. No telefilme, uma adaptação da obra de Jorge Amado, o ator aparece bronzeado, com os cabelos bagunçados e com um figurino de malandro boa praça. Para completar, Pavão precisou soltar o gogó e mostrou seu talento dedilhando o violão.

Toda a composição é para apresentar a história do poeta Ubaldo, um homem que vive pulando de cidade em cidade e encantando as moças por onde passa. Até que ele tromba com Sabô, que é interpretada pela sedutora Giselle Itié.

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Em conversa com o R7, Pavão contou que ficou maravilhado com o universo de Ubaldo. Para compor o personagem, ele passou 20 dias em Cachoeira, no Recôncavo Baiano, e treinou o ouvido para captar todas as nuances do sotaque da região.

O elenco ainda conta com José Dumont, vive o capitão Lindolfo Ezequiel, marido de Sabô. A direção é de Adolfo Rosenthal.

Abaixo, você confere a entrevista completa com o ator. E anote na agenda: O Milagre dos Pássaros será exibido na Record nesta quinta-feira (20), à meia-noite!

R7 – Como foi participar do especial de fim de ano baseado em uma obra de Jorge Amado?
Fernando Pavão –
 Eu estava de férias há um mês quando me ligaram. Eu recebi o roteiro, vi como seria e fiquei muito a fim de fazer. Eu nunca tinha feito nada de Jorge Amado, nada neste universo. Fora que precisamos ficar cerca de 20 dias na Bahia para rodar o especial. Foi bem legal.

R7 – Vocês gravaram em qual cidade da Bahia?
Fernando Pavão – 
Nós ficamos em Cachoeira, no Recôncavo Baiano. Eu fui cinco dias antes do início das filmagens para conhecer a cidade, pegar o sotaque. Parece tudo igual, mas a fala muda de região para região. E nós filmamos tudo em 15 dias.

R7 – Você já conhecia a história?
Fernando Pavão –
 Esse conto, não. Li o conto assim que recebi o roteiro, que é uma adaptação. Já conhecia, claro, Jorge Amado. E me deu muita vontade de fazer por causa deste universo por onde eu nunca tinha passado.

R7 – Como é o Ubaldo?
Fernando Pavão –
 Ele é um andarilho, um poeta que mora no sertão na Bahia, e viaja cantando. Eu fiquei encantado com o mundo dele, com todo o folclore que envolve a história. É um personagem muito leve.

R7 – Você precisou mudar alguma coisa de visual para viver o Ubaldo?
Fernando Pavão –
 A gente fez algumas coisas pequenas, como escurecer os dentes, deixar o cabelo despenteado, e escurecer a pele. Já que ele anda muito, e lá é sempre muito quente, ele precisava ser mais moreno. O figurino também é muito legal, é bem peculiar.

R7 – Como ele é um poeta e cantor, você teve dublagem ou soltou a voz mesmo?
Fernando Pavão – 
Sou eu que canto mesmo. E também toco violão. São três momentos específicos que ele aparece cantando. Como eu já tocava violão, não precisei fazer aulas, não. Só foi preciso pegar o ritmo correto do cordel. As músicas foram feitas pelo Danilo Caymmi e eu fui treinando até chegar a uma versão mais adequada do ritmo.

R7 – Nós sabemos que Ubaldo tem três mulheres e nove filhos. Ele faz o tipo galinha ou não?
Fernando Pavão –
 Ele é um poeta e tem a alma aberta. Não é galinha como a gente conhece hoje em dia. Ele é um cara que canta de cidade em cidade, tem três mulheres em diferentes lugares, e basicamente se encanta por outras que cruzam o seu caminho. Existe um encantamento ao redor dele, porque ele é um trovador, anima festas, está sempre cantando. No caso da Sabô, eles se cruzam e já rola alguma coisa. É inocente, quase ingênua a maneira como ele se apaixona.

R7 – Você tem alguma semelhança com Ubaldo?
Fernando Pavão –
 Neste quesito, não. Talvez apenas a sensibilidade artística. Ele é uma pessoa muito leve, de alma leve.

R7 – Você disse que precisou fazer o sotaque da cidade. Foi difícil?
Fernando Pavão –
 Eu nunca havia feito nenhum sotaque especifico e é difícil, sim. Como eu disse, apesar de parecer igual, é bem diferente de região para região. Eu cheguei à cidade antes para treinar o ouvido, o ritmo da fala. É uma fala mais cadenciada, pausada, e tem sempre humor por trás de tudo que eles falam. Eu queria pegar isso. Acho que ficou legal, agradável. Não parece uma coisa falsa. Eu queria mesmo que parecesse natural para mim e real para quem é da região.

R7 – Giselle Itié foi do elenco de Máscaras e divide a cena com você também no especial. Como é trabalhar com ela?
Fernando Pavão –
 Ela é parceira. Em Máscaras a gente não contracenou muito juntos, mas esse trabalho foi bem legal. Nós conversamos bastante no set, trocamos dicas, e ela é super profissional. Como a gente já se conhecia, isso ajuda para o resultado ficar ainda mais bacana.

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