Renato Maurício Prado comenta a atual função de Ricardo Gomes no Club de Regatas Vasco Da Gama

“Não vou ficar no campo e não darei treino. Vou chegar cedo e sair tarde. Estarei em todos os jogos. O treinador é o Gaúcho e sou o diretor técnico. A responsabilidade pelo resultado pode colocar na minha conta, mas preciso do Gaúcho pelo seu bom trabalho. Se não der certo, a responsabilidade é minha. Não dá para trabalhar no banco de reservas. Tenho dificuldades para andar e não poderia dar treino. Isso seria ridículo. O Vasco está na frente. Isso é o que interessa”, afirmou.

As palavras de Ricardo Gomes, transcritas em reportagem do UOL, mostram que ele está absolutamente lúcido e continua a ser um dos personagens mais inteligentes e interessantes do nosso futebol.

Até discordo de sua opção por Gaúcho (eterno interino no Vasco), mas a entendo. Ricardo não quer assumir o comando geral do futebol sem lhe dar uma chance. Não aposto muito no sucesso do atual treinador, mas aposto, sim, que Ricardo Gomes será um grande diretor técnico.

Que bom tê-lo de volta, campeão. E no lugar mais adequado atualmente .

Renato Maurício Prado comenta que Abel Braga ficará no Fluminense em 2013

Está muito bem encaminhada a renovação do contrato de Abel com o Fluminense. O técnico garante não ter recebido nenhuma proposta oficial do Internacional, embora em Porto Alegre se diga que o Colorado chegou a lhe acenar com salários de R$ 900 mil por mês. Seja como for, Abelão quer continuar no Rio e disputar a Libertadores pelo tricolor.

E falta pouquíssimo para que o acerto aconteça.

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO

Renato Maurício Prtado comenta Brasil 1 x 1 Colômbia

Apesar das estranhas improvisações de Mano Menezes, até que a seleção brasileira me agradou contra a Colômbia. Leandro Castán, de lateral, e Thiago Neves, de atacante, como era de se esperar, não funcionaram. Mas ainda assim o Brasil teve bons momentos, graças a Paulinho, Ramires, Oscar, Kaká e Neymar que já formam uma espinha dorsal consistente e promissora para 2014. 
No miolo da zaga, David Luiz e Thiago Silva também atuaram bem, anulando o artilheiro Falcao García, e se firmando cada vez mais como outro setor bem resolvido do time.

O grande nome do jogo, entretanto, acabou sendo mesmo Neymar. Ele não chegou a brilhar tanto como geralmente acontece com a camisa do Santos, mas jogou o suficiente para obrigar o goleiro colombiano Ospina a fazer três grandes defesas, antes de marcar um golaço, empatando a partida.

O endiabrado moleque do Santos só não saiu de campo como o herói da partida por causa daquela medonha cobrança de pênalti em que isolou a bola nas alturas, desperdiçando a grande chance de o Brasil vencer o amistoso em New Jersey.

Para o bem ou para o mal, a verdade é que ele é quase sempre a nossa maior estrela, ofuscando até craques já consagrados como Kaká, que voltou a jogar bem e acertou um belo chute no travessão.

Só não entendo por que Neymar continua a ser o batedor de pênaltis da seleção. Está mais do que na hora de Mano Menezes escalar outro, que não faça tanta pose e seja mais eficiente.

Fred, por exemplo, que, aposto, ainda vai cair como uma luva neste time. Bem como Diego Cavalieri que, na minha opinião, teria conseguido defender o chute de Cuadrado no gol colombiano.

O balanço geral do amistoso, contudo, foi positivo. Com um reforço aqui, outro ali, esse time pode dar liga. A base me parece razoavelmente formada.

Coluna redigida pelo jornalista Renato Maurício Prado para o jornal carioca O GLOBO

“O Cravo e a Rosa”, a melhor comédia das seis

Inspirada na peça “A Megera Indomada” de William Shakespeare e na novela “O Machão” de Ivani Ribeiro, “O Cravo e a Rosa” marcou a estreia de Walcyr Carrasco na Globo e o retorno do diretor Walter Avancini, os dois que já haviam trabalhado juntos em “Xica da Silva” repetiram a parceria nesta comédia inesquecível.

Quem viu Adriana Esteves dando um show como Carminha de “Avenida Brasil”, sabe que a atriz possui uma veia cômica bastante aflorada, talvez seja herança da mocinha brigona Catarina, a qual atirava vasos pela casa sempre que seu pai insistia para que casasse. Feminista ao extremo, ela não queria ser submissa a homem nenhum, até que Petruchio, interpretado com maestria por Eduardo Moscovis, toma para sai a missão de domar a fera e levá-la ao altar.

“O Cravo e a Rosa” foi uma comédia realista. Ao dirigir os atores, o sábio Avancini pediu a eles que atuassem sem fazer graça, assim o texto por si só cumpriria este papel. O resultado foi uma trama engraçada do início ao fim, despida de qualquer afetação, ou forçação.

Com um elenco enxuto, Walcyr armou núcleos que eram cômicos e dramáticos ao mesmo tempo. A família Valente – composta por Cornélio, Dinorá, Josefa e Heitor – fazia o público ri, chorar, amar e odiar. Maria Padilha vivia a mulher adúltera, Ney Latorraca fazia o marido traído e a incrível Eva Todor estava na pele da sogra rabugenta. Um trio de grandes atores do teatro que defenderam seu núcleo brilhantemente.

No cenário rural, encontravam-se as melhores personagens caipiras já criadas por Carrasco. Pedro Paulo Rangel, Ana Lúcia Torre, Taumaturgo Ferreira e a estreante Vanessa Gerbelli conseguiram fugir dos estereótipos e encher seus papeis de profundidade. Os bordões de Calixto, a paixão reprimida de Neca, a ascensão social Januário e as armações de Lindinha movimentaram a trama.

De “Xica da Silva”, não foi apenas a parceria entre autor e diretor que se repetiu, muitos atores que estiveram na produção da Manchete marcaram presença. Caso de Drica Moraes, que viveu sua segunda vilã escrita por Walcyr, Déo Garzez e Mateus Petinatti. Todos eles foram bem aproveitados, principalmente Drica que mostrou ser versátil fazendo uma personagem que poderia cair em repetição.

A trilha sonora mesclava clássicos como “Lua Branca” de Chiquinha Gonzaga e músicas contemporâneas como “Tua Boca” do cantor Belo que embalava os momentos românticos do casal brigão.

“O Cravo e a Rosa” elevou os índices do horário das seis com uma média geral de 31 pontos no Ibope. As anteriores “Força de um Desejo” e “Esplendor”, pontuaram 26 e 28, respectivamente. Sucesso de público e crítica, a comédia voltou em 2003, menos de dois anos após o seu fim e cravou no “Vale a Pena Ver de Novo” uma média geral de 22 pontos. “Arriegua!”.

Record quer 5 novelas em 2013

Com atualmente uma novela no ar, o RecNov fica juntando teias de aranha enquanto vários atores ficam ganhando altos salários sem trabalhar. Para resolver os problemas, a direção da emissora ordenou que em 2013 se produzam 5 novelas, fora uma minissérie.

Segundo a coluna do Flávio Ricco, a decisão visa fazer o complexo de gravação de dramaturgia valer o preço que custou e produzir algo. O auge da produção da Record foi com três tramas simultâneas no ar, quando exibia dois folhetins em horário nobre mais a novelinha “Alta Estação”, escrita por Margareth Boury seguindo um estilão mais “Malhação”.

Só um detalhe não bate a respeito dessas cinco novelas: vão enfiá-las onde? A programação da Record, embora flutuante, não comporta muitas novelas simultâneas por conta dos programas sazonais (“Ídolos”, “A Fazenda” etc). Vai ser um baita desafio colocar tanta novela assim no ar.

Um pastel de frango com catupiry, uma garapa e uma propaganda de “Balacobaco”

Imagine a surpresa de chegar numa barraca de pastel, fazer seu pedido de sempre e, no saquinho, ver uma propaganda da novela “Balacobaco” no meio das manchas de óleo. Essa é a nova estratégia de divulgação da Record.

“Balacobaco” não decolou, então a saída é aparecer através de ações pouco usuais. A história da vingança das irmãs Paranhos em cima de Isabel (Juliana Silveira) agora é anunciada em sacos de pastel. Uma ideia semelhante foi feita pela própria Record, ao divulgar sua novela “Ribeirão do Tempo” em caixas de pizza.

Se a confusa trama de Gisele Joras vai ter um aumento de audiência com a publicidade, isso ninguém sabe, mas terem usado a iguaria culinária para divulgar tem tudo a ver com a novela. Afinal, é com cara de pastel que o telespectador fica quando vê que a Record mudou o horário da novela de novo.

James Akel acredita que Vildomar Batista deveria se pronunciar sobre a provável extinção do Programa Da Tarde . E pensar que Carla Cecato entraria nessa barca furada …

 

Vildomar Batista, diretor do Programa da Tarde da TV Record, ou quem quer que seja da direção da TV Record, tem que vir a público se pronunciar sobre a notícia dada pelo colunista Fernando Oliveira no Portal IG.
Fernando é um excelente colunista e tem fontes muito certas.
Diz a nota.

 

Ainda abaixo dos índices de audiência pretendidos pela Record, o “Programa da Tarde” passará por ajustes. A produção foi avisada esta semana de que não só pode – como deve – reprisar reportagens exibidas no “Hoje em Dia”. Com isso, a atração corre o risco de se aproximar do antigo “Tudo a Ver”, que colocava no ar material não inédito produzido na emissora.

Entre a equipe paira um receio de que parte da produção seja dispensada no final do ano, já que os contratos de boa parte deles vencem em dezembro.”

É fundamental que o diretor do programa apareça ao menos para sua produção e diga o que vai acontecer.
Estamos na metade de novembro e ninguém sabe ainda se vai ter seu contrato renovado em dezembro ou não.
Vildomar está tranquilo pois seu contrato é longo.
Mas seus colaboradores tem famílias e todos tem contratos vencendo 31 de dezembro.
A tristeza dentro da produção é a pior coisa que poderia existir.
Um programa de tv se faz de dentro pra fora, ou seja, não adianta Brito Jr, Ana Hickmann e Ticiane Justus estarem com seus contratos garantidos, se a produção do programa, que gera o conteúdo do programa, não está.
Não adianta terem reduzidos os gritos da direção no trato com a produção e edição do programa se o ambiente se mostra triste e desmotivador em relação ao estímulo à criação.
E não adianta a direção do programa ficar escrevendo no twitter que acha estranho que o Roupa Nova tenha dado excelente ibope no Ratinho no dia anterior e no Programa da Tarde não tenha rendido.
Desculpe-me a direção do programa, mas escrever isto é desconhecer o princípio básico do show de uma emissora.
Ratinho dá show, tem carisma de palco, quando leva a sério seu programa ele faz um show popular de excelente qualidade.
E Ratinho sabe fazer ao vivo sem perder ibope pois sabe o que fazer e até onde.
O mesmo, infelizmente, não se pode esperar dos apresentadores do Programa da Tarde.
Brito Jr, quando está em pé, fica com a mão no bolso e não tem postura de palco.
Ana Hickmann só sabe falar o que lhe disserem no ponto eletrônico e Ticiane Justus acha que é a dona do programa.
Triste que um excelente horário de emissora não seja bem aproveitado quanto deveria
.

 Escrito por jamesakel@uol.com.br às 08h39 no dia 15 de novembro de 2012
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