O Observador: “The Voice” não surpreende, mas cumpre as expectativas

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Finalmente estreou na tarde deste domingo (23) o “The Voice Brasil”, na Globo.
Sucesso comercial, de público e repercussão no exterior, o reality musical chegou ao país com grande expectativa do público. Todos queriam saber como seria produzida a versão brasileira, além da curiosidade de ver os “super jurados” em ação.
É claro que surgirão, a todo momento, comparações entre o “The Voice” e o “Ídolos”, sobretudo pelo fato de ser a Record, nesses últimos anos, a única emissora que fez frente à Globo na produção desses e outros produtos. Mas, apesar de inevitáveis, quaisquer comparações entre os dois programas são desnecessárias pelo fato de hoje serem formatos totalmente diferentes. A essência do “Ídolos” é diferente. Não melhor ou pior, mas diferente.
O “Ídolos” sempre procura achar uma pessoa ideal para ser, evidentemente, um novo ídolo. E isso é observado tanto aqui no Brasil como nos Estados Unidos, no “American Idol”. O “The Voice” é mais técnico, mais voltado para a qualidade da pessoa enquanto cantor e não mais do que isso.
Pelo primeiro episódio, o “The Voice Brasil” mostrou-se um programa realmente disposto a achar uma nova promessa na música brasileira. Claudia Leitte, Carlinhos Brown, Lulu Santos e Daniel, formando a bancada de luxo do programa, deixaram claro que não vão dar oportunidade a quem for bonito ou engraçado, e o próprio formato do programa tornaria isso impossível. Como o nome do reality sugere, a voz é o que deve ser analisado e tudo que não seja isso é descartável.
Outra atração à parte, que também gerou muita curiosidade do público, foi Tiago Leifert à frente da atração. O apresentador não interferiu muito, não chamou tanta atenção durante a exibição do programa. Isso poderia ser analisado como um mau sinal, mas sendo esta a sua estreia fora do “mundo esportivo”, dá pra acreditar que ele pode evoluir.
Ainda é cedo para qualquer conclusão, mas o “The Voice”, a princípio, cumpriu as expectativas e se mostrou uma ótima opção para as mornas tardes de domingo. Seu formato, ainda inédito no país, inovador, chamou atenção. Mas faltou aquele detalhe que surpreende o telespectador. Nada causou surpresa. Faltou isso: surpresa.
Breno Cunha escreve sobre mídia e televisão há quatro anos e sempre foi conhecido por grandes discussões provocadas por suas críticas. No NaTelinha não é diferente. Converse com ele: brenocunha@natelinha.com.br / Twitter @cunhabreno 

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