Datena esbraveja contra Ibope e faz indiretas à Record

 
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Divulgação

Âncora do “Brasil Urgente”, uma das maiores audiências da Band, José Luiz Datena mais uma vez se irritou e esbravejou contra o Ibope na edição de seu programa desta última terça-feira (17). Ele ainda citou, de forma indireta, a Rede Record, emissora a qual trabalhou durante quase dois meses no ano passado.

“Quero fazer uma pergunta direta pra esses caras do Ibope. Por que tem gente que vai uma vez só pro intervalo comercial e não cai um décimo na pontuação? Aliás não sei como sobrevive, emissoras são comerciais, sobrevivem com comercial…Tem cara que fica 3h sem dar comercial. E os caras vão pro intervalo e não cai 1 ponto. E aí você dá intervalo e cai 5. Qual é a sua, Montenegro?” disse Datena, visivelmente alterado, no ar.

A insatisfação de Datena se deve à sua antiga casa, que exibe o “Cidade Alerta” desde o começo de junho sob o comando de Marcelo Rezende. O jornalístico policial, o mesmo apresentado por ele no ano passado, tem dado mais audiência que o “Brasil Urgente”. Na segunda-feira (16), por exemplo, o placar foi de 7 pontos para o noticiário da Record ante 4 para o da Band em suas médias fechadas.

A irritação de Datena também vai de encontro ao comportamento adotado por sua equipe no tempo em que apresentou o “Cidade Alerta”. Com quase dois meses no ar, o programa não abriu nenhum espaço para intervalo comercial e seguia até 3 horas sem pausa alguma.

Em tempo:

Embora sempre tivesse questionado a postura do Ibope, Datena deu sinais de que passou a ter mais confiança nos índices. Há algumas semanas, ao falar do sucesso do “Pânico na Band”, o apresentador justificou os altos números às correções e melhorias que o Ibope teria feito para a melhor averiguação dos resultados.

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Dani Bolina diz que voltar para o “Pânico” é “regredir na vida”

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Em entrevista ao jornal “O Dia” desta quarta-feira (18), a ex-panicat Dani Bolina  afirmou que voltar ao programa “Pânico” seria “regredir de vida”.

Atualmente ela trabalha como repórter do programa “Tudo é Possível”, da Record, e acredita que já evoluiu: “Voltar ao ’Pânico’ é regredir na vida. Hoje sei que evoluí quando peguei um microfone e comecei a fazer matérias vestida, sem usar biquíni”.

Segundo o jornal, o assunto de voltar ao humorístico, hoje na Band, surgiu após o diretor Alan Rapp dizer que estaria pensando em recontratar as antigas Panicats, já que as novas não estão fazendo sucesso .

“Carrossel” seria mais um sucesso esporádico?

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Quase dois meses depois da estreia de “Carrossel”, nem os mais otimistas poderiam imaginar que a novela alcançaria índices de audiência tão altos. 
 
Logo no segundo capítulo, o folhetim cravou 15 pontos de média, com 18 de pico. Falou-se muito que seria devido a curiosidade do público, tamanha publicidade nos seus programas e inserts na programação.
 
A oscilação não tem sido flagrante. Na última segunda-feira (16), a novela marcou 14 pontos, um número tão expressivo que muitos dentro da própria emissora se esquecem qual último produto dramatúrgico deu tanto, com produção própria e nesse horário, contra o “Jornal Nacional”.
 
Mas, e depois? Um planejamento já tem que estar em andamento para que não haja uma queda maior que a escalada. O SBT sempre teve seus sucessos esporádicos que outrora assustaram a Globo, como o “Show do Milhão” (quando diário, a imprensa dizia que somente o “Casseta & Planeta” era capaz de batê-lo) e a “Casa dos Artistas” – na primeira edição, o reality foi líder durante os sete domingos em que concorreu com o até imbatível “Fantástico”.
 
Mais recentemente, a dobradinha de game-shows “Family Feud” da produtora Fremantle (a mesma de “Ídolos”) e “Roda a Roda” (2005) chegavam a alcançar mais de 20 pontos no Ibope no horário (20h às 21h). 
 
Em todos os casos citados acima, o SBT se lambuzou com o mel como o personagem Ursinho Pooh. “O Show do Milhão”, projetado para ter 22 edições diárias quatro vezes ao ano, ganhou espaço fixo na grade três vezes por semana. E o reality “Casa dos Artistas” se desgastou com edições coladas umas nas outras. A Globo, vendo esse sucesso e lançando seu “Big Brother”, também contribuiu para esse desgaste.
 
Os games “Roda a Roda” e “Family Feud” rodaram toda a grade noturna, desde às 18h até 22h. Em 2005, a estreia do “SBT Brasil” fez todo o Ibope da emissora desmoronar. De lá para cá, o canal nunca mais foi o mesmo, virando e remexendo na programação, justamente quando a Record começou a investir pra valer.
 
A última grande cartada foi “Pantanal” (2008), material adquirido da extinta TV Manchete, e exibida no horário das 10 da noite. Os resultados foram muito bons, por se tratar de um produto de quase 20 anos. Com isso, o SBT pôde respirar, embora sempre com a Record não dando mais descanso. 
 
“Pantanal” terminou e as demais novelas não corresponderam, tirando o SBT novamente da briga pela vice-liderança, tão disputada desde 2006.
 
Claro que “Carrossel” terá ainda muito tempo no ar, e pelo andar da carruagem, pouco deve oscilar. “A Fazenda”, que está fazendo a Record dar um suspiro, termina em agosto e é ela quem deve ficar preocupada primeiramente, porque a diferença nos números do Ibope na média-dia vai aumentar.
 
O comodismo é que não pode acontecer. Tanto o SBT, buscando um novo produto (ou novos), como a Record tentando tirar essa estaca cravada no peito que “Máscaras” lançou. A emissora dos bispos ainda não têm condições de reverter um fracasso e se desesperou ao mexer na programação em demasia. Erros que ajudaram a levar o próprio SBT ao terceiro lugar.
 
 
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O homem honesto que todos querem

A televisão vive de grandes histórias e quando estas acontecem na vida real, e não saindo da cabeça de algum roteirista, tornam-se ainda mais incríveis. O casal de moradores de rua que devolveu vinte mil reais aos donos do dinheiro tornou-se um enredo que ganhou destaque na semana que passou.
Todos ficaram sabendo do ocorrido na segunda-feira (09) de manhã. Por ter sido um fato tão pouco usual e envolver pessoas carentes, não apareceu apenas nos noticiários, mas também foi pauta dos programas de variedades. O “Brasil Urgente” comandado por Márcio Campos (Datena está de férias) colocou durante longos minutos, talvez mais de hora, ao vivo, o humilde protagonista da história, para falar ao vivo com a mãe, pelo telefone.
 
Depois, à noite, o casal de catadores de materiais recicláveis que morava debaixo de um viaduto em São Paulo esteve no palco do “Programa do Ratinho” para receberem uma homenagem do apresentador. A produção do programa do SBT agiu rápido para levá-los até a Anhanguera no mesmo dia em que se tornaram heróis nacional pelo gesto de honestidade.
 
Apareceram em mais diversos programas durante toda a semana.
 
Nas redes sociais, as imagens dele e de sua companheira foram muito repercutidas. Suas fotos saíram nas capas dos principais jornais.
 
A única que preferiu proteger a identidade da dupla foi a Rede Globo. Nos noticiários ambos apareceram encobertos, com a voz distorcida eletronicamente. O jornal “O Estado de S. Paulo” também optou por salvaguardar os nomes e os rostos de Rejaniel e Sandra. Temiam pela segurança deles, já que haviam recebido ameaças de morte.
 
Foi engraçado: enquanto Márcio Campos falava com o rapaz, ao vivo, e seu rosto aparecia ocupando toda a tela, na Globo o homem aparecia com o rosto tampado e a voz alterada. Tudo na mesma hora, ao mesmo tempo.
 
A Globo foi a única que tratou o acontecimento no início apenas como notícia e buscaram preservar os participantes, para não prejudicá-los. No entanto, com tanto “auê” – esta é a melhor palavra – também embarcaram na onda de euforia em torno do casal. O site “G1” e, depois, a emissora, passaram a tratar os heróis da semana sem esconder suas identidades. O “Estadão” também deixou a preocupação de lado e passou a mostrar o que todo mundo já tinha visto.
 
Neste domingo (15), o casal esteve novamente na tela, no “Domingo Espetacular”. O jornalístico foi até a cidade natal de Rejaniel, o herói da semana, falar com seus familiares e promoveu o reencontro dele com a mãe e os parentes.
 
A Record conseguiu marcar o gol que todas as concorrentes desejavam. Ratinho e Márcio Campos, que foram rápidos na segunda-feira, foram passados para trás. Curioso que, em outros tempos, seria de Gugu o privilégio de fazer esta cobertura. Mas hoje, quem cuidou disso foi o outro show de domingo da emissora.

Hamilton Kenji NA TELINHA

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Casal de moradores de rua participam do “Programa do Ratinho” – Reprodução

A nova ideia de torcer pelo Brasil na Record

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Desde que a Record começou a investir sem medo na área de esportes, comprando os direitos dos Jogos de Inverno do Canadá, Pan-Americano do México (as próximas duas edições já estão nas mãos do canal também) e as Olimpíadas, muitas dúvidas surgiram de todos os lados.
 
Hoje, faltando alguns dias para o início dos jogos de Londres, não há mais razão para duvidar da capacidade da emissora em fazer bem feito. E isso se deve a vários motivos.
 
Primeiro tem a questão dos profissionais que estão envolvidos na exibição das Olimpíadas. São, indubitavelmente, os mais preparados fora da Globo, com anos de experiência nesse tipo de transmissão. Ana Paula Padrão, Mylena Ciribelli, Mauricio Torres e outros da equipe de peso da Record passam segurança ao telespectador.
 
Depois disso, vem o imenso suporte que a emissora está dando às Olimpíadas. São 330 profissionais envolvidos, 30% a mais do que no ano passado, em Guadalajara. O investimento em equipamentos, comentaristas e novas tecnologias mostra que esses jogos são a grande aposta da Record para se distanciar na vice-liderança de audiência no país e alavancar os números no Ibope de produtos que vem decepcionando, como as novelas e os jornais.
 
Não falta nada para a cobertura da Record, que começa daqui a uma semana. É claro que o desempenho do Brasil no torneio está diretamente ligado ao sucesso do canal nas transmissões. Mas, sobretudo, ter a certeza de que o produto será bem apresentado para a população na TV aberta e uma boa impressão ficará, é o mais importante e fundamentalmente deve ser o objetivo.
 
Não se pode esquecer que é a chance da Record voltar a ser uma opção ao telespectador. Não que os Jogos Olímpicos possam salvar, sozinhos, a atual situação da emissora. Mas é um passo importante.
 
Com exclusividade nas transmissões, fazer bem feito é obrigação da Record. Estar com profissionais bem preparados e uma emissora disposta a investir tudo neste produto traz, claro, segurança.
 
Agora, é preparar a pipoca e torcer pelo Brasil.

Breno Cunha – NA TELINHA